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terça-feira, outubro 31, 2006

Eleições 2006 - Final Round.. Finish him!

O barbudo levou essa... Sexta-feira, dia do TÂO AGUARDADO (ohhhhh) ÚLTIMO DEBATE (óóóóóóhhhhhh) na GLOBO (óóóóóóóóóhhh). E eu, na rodoviária Tiête, indo para a casa dos meus pais. Mas meu pai fez o favor de gravar para mim. Não que fizesse muita questão. Mas já que já tinha se dado ao trabalho...

Como é de praxe, a Globo fez toda aquela produção faraônica, trazendo "eleitores indecisos" (só se for sexualmente) de todo o Brasil. A iniciativa é até válida, mas o resultado ficou aquém do que esperava. De todo aquele bando, só uns poucos puderam realmente perguntar algo. O restante, apenas descolou uma viagem grátis até o Rio de Janeiro,com direito a tour pelas míticas instalações da emissora. Até aí, nada contra. Só na hora das perguntas, que foram LIDAS. Quem me garante que essas perguntas eram deles mesmos, ou não passavam de oradores (e quase nem isso) inter estaduais?

No teor das perguntas, era evidente a hostilidade para com o "Candidato Lula". As perguntas para o Alckmin eram bem mais "carinhosas", isso era evidente. Isso dava mais valor as repostas do Lula, em contra partida. Esse tipo de hostilidade server mais para promove-lo de que para denegri-lo. Só aumenta essa mística de luta contra as "elites", mais que personificadas pela emissora Globo, desde os tempos do debate contra Collor.

O legal foi que eles ficavam de pé, no "cercadinho", andando a esmo um ao lado do outro. Esse tipo de iniciativa eu gostei. Garanto que houve horas em que vi o Geraldo procurando algum pedaço de pau, que a produção pudesse ter esquecido ao montar o cenário. "E o Inácio, mais de uma vez, deve ter olhado a cadeira e pensado: "É com essa mesmo!". Mais um pouco, e voltaríamos ao método antigo: ambos se digladiariam,e o mais forte (e que sobrevivesse) seria "eleito" o chefe da tribo. Não que considere esse método ruim, face o atual nível dos nossos candidatos

O resultado (ou a falta de resultado) do debate se mostrou nas urnas, nesse domingo. Não mudou em nada. Vitória esmagadora do Lula sobre o Alckmin. Como as pítias das pesquisas haviam previsto. Mesmo eu estava "confiante", que nem fui votar. Como perceberam, fui viajar, e desse modo, fiquei longe da minha zona eleitoral. Não que vá usar isso como "desculpa" mais a frente, como muitos fazem. Se tivesse por perto de casa, teria votado no barbudo.

Mais de uma pessoa me falou que vou me arrepender de ter votado nele. Mas digamos que, se meu voto e de mais da metade da população brasileira fosse diferente, como saberíamos que seria melhor ou não? Não temos como saber. A decisão já foi tomada, por nós todos (quem votou e quem não votou no Lula), e agora, temos que ir em frente. Não adianta ter essa "síndrome de ridondo".

(Em tempo: Ridondo foi uma personagem criado por "Robert E. Howard" para o "Rei kull" – e ainda "reaproveitado para seu personagem mais conhecido, "Conan, o Bárbaro" –, um menestrel louco que fazia grande oposição e mesmo conspiração contra quem estava no poder. Não importava quem. Tanto que, quando uma das personagens howardianas perdia a coroa, geralmente ele passava a ser "amigo", e até ajudava a reaver o trono. Para ser tornar opositor, inimigo ferrenho e (re)iniciar sua campanha contra o monarca, logo em seguida.)

Bem, o importante é que o dia das eleições chegou. E passou. Aleluia! Quem sabe agora tudo caminha melhor. Ou não. A prefeitura paulista PFL já diz em aumentar as tarifas do transporte público. E a política nacional do PT volta a ser o que era. Para o bem ou para o mal. Mas, de qualquer maneira, para todos nós.

[ ]s,
Rei Sovi

(e com o fim do processo eleitoral, voltamos a minha programação normal... e a coloração normal!)

segunda-feira, outubro 23, 2006

14-Bis, 100 anos

Alvo travado. Pronto para atirar. Confirmado. Pode derrubar!

Durante o período nazista, um dos maiores destaques se dá a Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda do 3º. Reich. Ele cunhou uma frase que já o deixaria famoso (no mínimo, nos mundo do Marketing), se já não o fosse por seu envolvimento nesse período negro da História: "Uma mentira, dita muitas vezes, se torna uma Verdade". Infelizmente, ele sabia o que estava dizendo. E um dos maiores seguidores dessa idéia é justamente os EUA, que o "Eixo".

(Além da "eugênia" ser uma idéia tipicamente americana, como a torta de maçã, e por todos os cientistas nazistas fagocitados pelos EUA no pós-guerra. Mas isso é outro post)

O exemplo maior talvez seja que, diferente do resto do mundo, nenhum americano saiba quem foi Santos Dumont. Nenhuma escola yankee deve ter citado seu nome, nos últimos cem anos. A não ser, talvez, como ironia, por alguém querer tirar (mais) esse mérito do povo americano. E impensável o fato do avião não ter sido uma invenção deles (assim como a WEB, mito que pelo menos "Anjos e Demônios" de Dan Browntentou desfazer, ao usar a técnica "fatos verdadeiros que todos desconhecem" versus "fatos não comprovados, mas que no mesmo contexto dos fatos anteriores, ganham mais credibilidade",empregado com mais sucesso em "O Código Da Vinci").

Todo ano eles homenageiam os "Irmãos Wright", que dizem ter feito o primeiro vôo em uma avião funcional. Ninguém viu.Só se baseiam na palavra deles. E numa publicação do resultado em uma revista voltada para a agricultura. Mas como é a palavra de um americano, quem duvidaria? Afinal, eles só quebraram 300 tratados de paz com os índios no seu território... E todo ano tem um babaca que faz uma replica do modelo deles, e tenta voar. E sempre quebra a cara (geralmente, literalmente), e nunca conseguem.

Já Santos Dumont voou no meio de Paris, aos olhos de todos. E toda vez que alguém cria uma replica do 14Bis, as chances de ter sucesso no vôo são sempre altas. Até os próprios americanos passaram a copiar os seus modelos, no inicio - principalmente o seu modelo 22. Mas nunca o reconheceram (nem o irão um dia) como o "Pai da Aviação".

Ainda bem que algumas verdades são mais difíceis de mudar que outras. Mas a força da cultura norte-americana dominante cada vez mais pressiona esse conhecimento. Nós sabemos quem são os tais "Irmãos Wright", mesmo não lhe dando o crédito. Mas muitos, não só nos EUA, mas em boa parte do Mundo, nunca ouviram falar desse Santos Dumont (a não ser que ele quer tirar a glória dos esforçados irmãos americanos).

Ainda bem que Santos Dumont se radicou na França (e até possui sobrenome voltado ao francês), o que lhe garante certo apoio do "Velho Mundo" nessa luta pelos direitos autorais.

Se tivesse decolado aqui no Brasil, aprenderíamos tudo sobre os "Irmãos Wright" na escola. Pode ser pessimismo terceiro-mundista e anti-nacionalista. Mas o que esperar dos pais que o levou seu maior inventor ao suicídio? Que usou os aviões que idealizara para bombardear seus compatriotas durante a Revolução de 30?

[]s
Sovi, 51 posts (Quem diria, passei o 50a. post publicado aqui! Mesmo depois de um atraso de quase uma semana!)

sábado, outubro 21, 2006

Eleições 2006 Round Two Fight!

Vote em mim! Rei da selva!!!

A alegria do Alckmin durou menos de uma semana. Sua "moral" também. Foi só o “Garotinho" entrar na festa. Ai, o bolo desmanchou, o suco azedou e as velas botaram fogo na saia da tia Denise. O Geraldo aceitou o apoio, lógico (com aquela cara de "fazer o que?"), já que o Garotinho (hahah, não consigo segurar, por mais piada pronta que seja) era o candidato "evangélico" disponível (o Lula ficou com o outro), e todos sabemos o quanto os votos dos "crentes" são importantes. Infelizmente, a maioria desses eleitores é mais cordeirinho que a maioria, de modo que são votos garantidos. Acho muito perigoso essa união mais estreita entre igreja e política. É só ver casos como o Irã, ver no que dá. Ainda teremos problemas com isso, no futuro. Pelo menos, nesse momento, as igrejas só se interessam por uma coisa: dinheiro. E manter seus privilégios e incencões. Por enquanto.

Depois, veio o tão aguardo debate na "BAND", no domingo, dia 07/10. Se têm uma coisa que pude tirar desse debate, foi que me senti menos mal em ter votado no Lula no primeiro turno. Foi só o Alckmin abrir a boca, com toda uma postura agressiva e sem educação, chamando o Presidente de mentiroso e tal. O papo de sempre. Pegou tão mal, que despencou nas pesquisas, aumentando a vantagem do PT. Tanto que, assim que começou o “Horário Eleitoral Gratuito", ele baixou a bola rapidinho.

Não que o Lula tenha sido melhor no debate. Se há um termo para usar para a sua postura, eu usaria "sonso". Pior que o PSDBestas e os PTrastes ficam dizendo que foi seu candidato do coração quem ganhou. Balela. Não é questão de dizer qual foi o melhor. Mas o “menos pior". Arrisco me a dizer que foi o Lula quem "ganhou" no debate. Por um focinho...

Ainda mantenho meu voto no PT Por negação ao Alckmin e PSDB (e seu partido irmão, PFL, esse sim, sempre tive asco a tudo que ele e o ACM representam... siglas malditas!), do que aprovação ao Lula e seu PT. Gostaria que fosse diferente, mas não é. Agora que podemos ver ambos juntos em debate, percebemos o quanto são iguais. Talvez por isso o Alckmin não seja opção. Ele deveria ser a antítese de Lula. Mas não é.

Eu tento não fazer campanha pro PT, muito pelo contrário. Já tive minhas ilusões quanto ao PT uma vez (e ao PSDB em outra). Mas não mais. Só não voto nulo o em branco, porque é um escapismo que não existe. Espero estar dando um recado ao pessoal de DIREITA para ficar mais esperto e não relegar o plano social como sempre tendem a fazer. Espero voltar no PMDB nas próximas eleições. Quem sabe o Ulisses Guimarães não retorna? É o Neo-sebastianismo brasileiro....

Brincadeiras a parte, se tem algo que não entendo MESMO, é quanto há pessoas mobilizadas para fazer campanha. Que literalmente vestem a camisa. Tirando aquelas que têm seu serviço (e ganhos) ligado a esses partidos (principalmente, na vitória), não vejo sentido algum em discutir (em tom de provocação, não no sentido certo da palavra). Respeito muito mais esses “mercenários", que os outros eleitores engajados apenas pela “emoção". Será que essas pessoas acham mesmo que será melhor um ou outro?Eu que não boto a mão no fogo por ninguém - sobretudo gente desse meio. Respeito mais os antigos eleitores que elegeram o “Collor" (em 1989, não agora!!!), que ao menos era novo e carismático, projetado pela mídia e com seus antecedentes ocultados. Já os dois candidatos em questão são macacos-velhos, cheio de armários cheios de esqueletos. Algo óvius. Não há mais espaço para inocência. Macaco por macaco, fico com bugio de cara mais barbuda.

[]s,
Sovi, o golpista

(não vejo a hora das eleições presidenciais acabarem, e a versão atualizada do Golpe! seja lançada!)

terça-feira, outubro 17, 2006

ParaWorld - A História

Sauron é a  puta que o pariu...

Fazia tempo que não aguardava o lançamento de um game. Dificilmente fico na expectativa de um lançamento, tirando as séries que acompanho desde sempre, como aconteceu com "Age of Empires III" (e sua expansão, que sai agora) e acontece com "Command an Conquer Tiberiun Wars" (que só sai ano que vem! Ainda!), e ainda "Marvel Ultimate" (tá bom, talvez não seja tão raro assim). De vez em quando, olho os lançamentos, em busca de algo interessante. Mas só por curiosidade. Afinal, há tantos jogos que ainda não joguei... E que rodam mais rápido no meu micro, que os lançamentos de hoje...

Mais uma exceção se abriu esse ano. Lá por abril ou maio, quis saber se existia algum RTS (Real Time Strategy - meu estilo de game favorito, como podem perceber) integrado com outro tema que também muito me interessa: dinossauros. Fui ao "MobyGames", "Gamespot e até no "Baú de Jogos". E para minha surpresa, não havia nenhum! Um ou outro da franquia "Jurassic Park", ou similar, mas nada que chegasse perto do que queria.

Mas havia referência a um jogo nos moldes que procurava. Estava ainda em DESENVOLVIMENTO, por uma obscura softhouse alemã. As imagens prometiam um belo jogo (não que se compare aos engines foderosos de "Age o Empires III" ou "LOTR: Battle for Middle-Earth", mas não faz feio: os cenários são bonitos e os animais muito bem esqueletados), com guerreiros bárbaros usando e derramando sangue junto a bestas pré-históricas rusticamente armadas. Era PRECISAMENTE o que queria!

E fiquei na expectativa do lançamento... A E3 veio, mostrou, e passou... Lançamento mundial postergado para Agosto. Que, lógico, foi adiado mais três vezes. Até que foi lançado, na ALEMANHA! Mein Gott! Para depois, dia 27 de setembro (e depois de mais atraso) ser lançado no bom e entendível inglês. Sem previsão de desembarcar nessas terras meridionais, infelizmente. Se contentem em baixar os demos single player de 1,2 gb e multi player de 800 mb em linha discada...

(Lógico que usei outros métodos... Mesmo assim, foi quase uma semana de download...)

Finalmente, após tanta espera, instalei o tal. Já com expectativa baixa... Havia comentários a respeito de vários BUGs: erros de execução, falhas gráficas, botões desabilitados e sons que não tocavam. Versão 1.0 mais para RC1, senão Beta! Já passou da hora de lançarem patch de correções, mas ate agora, nada no site. E com o agravante pessoal de usar Windows XP Professional 64-bit Edition - ótimo em incompatibilidades!

Bem, dito e feito. Ao clicar no ícone do zóio (acima), já me da um ERRO FATAL. Um palavrão bem sonoro, e um OK, e um erro de exceção. Mais nervoso ainda... Mais um OK e mais outro erro em tempo de execução. E mais outro. Quer enviar log para a Microsoft? O caralho!!! Eu quero jogar!!!

Ai, entra o jogo. Ufa!

Começa com as animações pré-renderizadas dos produtores. Depois, entra a animação com a apresentação pífia da historinha do jogo. Quem já jogou StarCraft sabe como uma boa historia faz diferença, dando todo um clima da produção. Mas não procure isso aqui. Não tenha dúvidas que tudo passou por mais de quatro mãos, e a história deve ter mudado tantas vezes que o resultado final e uma colcha de retalhos sem nexo.

Claramente inspirado no famigerado Dinotopia - quem não leu, não leia, é muito chato! E quem assistiu quando passou no SBT (em capítulos, ainda por cima) sabe que essa obra so serve para JUSTIFICAR a extinção dos dinossauros - estamos melhor sem eles -, e bem que alguns seres humanos poderiam ter sido extintos junto, que conseguem ser ainda mais chatos! Nesse "mundo" proposto, os dinossauros são animais "comuns", que ninguém estranha e convivem com os homens. Como em "pokémon".

Eu esperava uma ambientação histórica, com bárbaros da era da pedra polida ou inicio da História escrita. Mas tudo começa na aparente Londres vitoriana, sendo sobrevoada por um Archeopterix. Digo aparente, pois nada mais condiz com essa referência dessa época. Os personagens vão para onde esta a treta DE AVIÃO. E as personagens femininas se vestem se de uma maneira que envergonharia a mais rameira das prostitutas de cais daquela época: magrelas com calças baixas agarradas, tops minúsculos e barriga de fora. Roupas mais condizentes com as boas mocas de hoje...

Essas personagens vão para um PARQUE TEMÁTICO. Lógico que não e sobre dinossauros. Isso e coisa comum por lá. Decidiram clonar BÁRBAROS! Vikings, africanos e mongóis. Que, lógico, se revoltaram, e passaram a matar todo mundo, e uns aos outros, usando os dinos como armas de infantaria e destruição em massa. E as personagens vão para o tal lugar pacificar o gentio.

Bem, a historia PODERIA ser essa. Seria, pelo menos, mais "original". Mas, na historia oficial do game, tudo começa no nosso mundo normal (então, que raios de archeopterix era aquele?) e as personagens querem fazer uma expedição (só eles, sem mais nenhuma infra) para OUTRA DIMENSAO, cuja passagem se abriria em breve, segundo os cálculos de Charles Babage (aquele pobre diabo que inventou o computador, ou pelo menos o esquematizou, para apostar nos cavalos!). Pedem patrocínio a um ricaço (que pela cara de maluf, e óvius que possui segundas e terceiras intenções no empreendimento). E os bonitinhos vão (de avião! Onde arrumaram um avião?), entram de pára-quedas (literalmente) nessa tal dimensão paralela, onde homens e dinossauros coexistem. E dão de cara com o portão "Viking Park", nos mesmos moldes de "Jurassic Park". Argh! Que zona. E, uma vez na tal "outra dimensao", eles FINALMENTE se tocam que precisam de uma maneira de VOLTAR para "cá". Os burros só pensaram nisso agora! Ainda bem que um DRUIDA (!) VIKING (!!!) entende de viagens trans-dimensionais, e se propõe a ajudar eles, DESDE QUE o ajude a proteger seu povo e os animais ameaçados por outras tribos menos esclarecidas ecologicamente. Ah, e o inglês e uma língua trans-dimensional padrão também... Ate onde foi os colonizadores do Império Britânico!

Ou seja: a história e toda zoada, misturando clichês "Dinotopia" com clichês "O Mundo Perdido" e "A Terra que o Mundo Esqueceu" (não vamos esquecer desse crássico do SuperCine, não e mesmo?)

[]s

Sovi Rex

(breve, vou comentar o que realmente importa: a jogabiliade. Deixem só eu passar da 3a. fase, no mínimo...)

quinta-feira, outubro 12, 2006

Maya

Sou uma fofinha sexy surrealista

Já conhecia o termo “maya” (leia-se maJa, esse "y" tem som de jota, como em "yaveh"). Tanto o termo da mitologia hindu quanto da famosa obra de Goya (mas nunca usei o programa). Uma vez, a Superinteressante lançou um "pôster central" com o quadro "La Maja Desnuda". Ao se colocar contra a luz, todo o sistema muscular podia ser visto. Foi o que me (nos) salvou de uma reprimenda das tias no primeiro grau. Para gente de fora (e para a molecada do ginásio) era como abrir a Playboy. As professoras do colégio não ficaram lá muito contentes, mas a professora de ciências ficou do meu lado...

Sempre gostei dos livros de Jostein, até agora. “O Dia do Curinga” e “O Mundo de Sofia” são de cabeceira. Quando li a sinopse de “Maya”, fiquei muito interessado. Primeiro, porque parecia propor uma união entre filosofia e diversas teorias cientificas, principalmente sobre a evolução da vida. Parecia também querer traçar uma linha direta entre a vida pré-cambriana e a humana, mostrando passo a passo a evolução dos indivíduos, e o quanto isso seria impossível, se assim não realmente o fosse. Uma proposta que o próprio autor já havia posto, em livros anteriores, em minha mente: de ser o atual ápice de uma serie imemorial de vencedores, que sempre deram um jeito de sobreviver para passar seu legado genético adiante. Não só meus pais e antepassados mais imediatos na história, que passaram por imigrações, guerras, pestes e toda sorte de privações, mas adentrando no plano animal, que também tiveram de passar por glaciações, as grandes extinções do cretáceo e do permiano, retrocedendo ate a molécula primordial, que de alguma maneira não foi dissolvida na sopa primordial, e consegui se duplicar. Qualquer raio ultravioleta, qualquer predador mais esperto ou mesmo algum acidente de percurso nesses milhões de anos, e não estaria escrevendo agora. Como diria o Dr. Manhathan, somos um milagre termodinâmico.

E ainda parecia ser a continuação direta do meu adorado “O Dia do Curinga”.

Parecia, parecia e parecia. Esse e o mundo de “Maya”. O mundo das aparências. O mundo das ilusões. Tudo o que parecia, até se cumpre. Mas não da maneira que e esperado.

Para começar, o principal articulador e um chato de galocha... Não há outra definição. E isso torna o livro chato também! Há momentos em que começa a discutir com um geco (sic), em sessões intermináveis de papo furado filosófico misturado com crise de meia idade do homem moderno. Se essa personagem e um alter- ego do autor, ele deve estar em crise existencial de meia idade das bravas. Fora que deve ter passado por alguma perda na família, algo como a morte de uma filha, ou algo tão triste quanto. Não só esse fato e tratado nesse livro, como em "Através do Espelho". Preciso verificar a biografia do escritor, e tirar a duvida.

(Anne Rice escreveu sua obra prima “Entrevista com o Vampiro”- muito superior a qualquer coisa que poderia escrever como provou em seus outros trabalhos - após a perda da filha. Cláudia, talvez a personagem que mais me fascinou até hoje, nasceu dessa tragédia)

Mas no caso de "Maya", não há nenhuma obra prima aqui. Mesmo as personagens mais interessantes – a própria Maya e se companheiro Jose, só o são porque fazem sua versão do “Jogo do curinga”, através da história. Pena que são (mais) retratados pelo chato do argumentador, o que compromete tudo... A verdade e que não gostei do livro. Quem sabe um dia, eu o releia com outros olhos. Nas não terá prioridade, eu garanto. Principalmente pelo final, em que o autor usa de recursos que não aprovo. Há uma inversão no epílogo, escrito pela personagem “John Spooke”, o verdadeiro alter-ego do próprio Jostein. Há um embuste aqui. Mas o que se esperava no reino de maya, o mundo das ilusões? E quem conduz a historia, conduz a ilusão. Ate mesmo o Curinga, nada pode fazer, a não ser testemunhar. E dançar conforme as cordas o conduzem.

[]s
Sovoya

(Em seguida, li e terminei “Através do Espelho”. Logo, publico aqui meu parecer. Está escrito, mas aguardando vez no meu Rascunho. Que a cada dia, parece fila do INSS. Quase comprei “O Livro das Religiões”, mas deixei quieto – overdose de Jostein pode comprometer meu julgamento)

segunda-feira, outubro 02, 2006

Eleições 2006 - Segundo Round

GAMBEIRA PRESIDENTE DO BRASIL

Finalmente, o dia da votação chegou. Acordei bem cedo (mais do que gostaria em um Domingo – mas havia trabalho me esperando!), e como não gosto mesmo de dormir, já me animei para sair de casa logo cedo, naquele friozinho, e ir a escola, votar. Mantive meu voto no PT, mas alterei meu voto para Deputado Estadual e Deputado Federal para o PV.

Temia (o) que a clausula de barreira prejudique esse partido, que é emblemático e importante para o cenário nacional, não só político, mas, sobretudo em nosso País eco-importante, ambiental. Muito diferente das definições de partido de esquerda e direita (se há que há isso, hoje em dia), é um partido que deve ser mantido, mesmo “au concours”. Senti falta do Gabeira nessas eleições. Espero que o PV se mantenha com ele, apesar de mais provavelmente, ele se integre a outro partido. Quem sabe,s e reintegre ao PT. Difícil... Mas...

Apesar de ter votado em Lula, a idéia do segundo turno não é desagradável. Foi mais que merecido. Foi justo. O PT continua cometendo sempre os mesmos erros. Deveria se aprender mais com as perdas que com as vitórias. Mas o PT parece ir contra a boa lógica da Natureza. E a Natureza não é compreensiva com quem fica do lado de lá da seleção natural.

Difícil dizer por onde começar, mas posso citar a maldita ARROGÂNCIA. Esse maldito “já ganhou”. Não ter aparecido no último debate, DECEPCIONADO os eleitores que o esperavam lá, foi uma “gota d’água”. Se fosse melhor ou pior ter ido, ficou provado que era melhor ter ido. Mesmo para ser crucificado pelos outros candidatos, mostraria algo que estava faltou: humildade. E coragem. Teria ganhado SIMPATIA. Preferiu fazer discurso no seu curral eleitoral no ABCD, confortavelmente, algo que nem precisava. Se ao menos, tivesse arrumado uma desculpa melhor, algum compromisso de Presidente. Deu toda a corda para a imprensa e seus adversários precisavam para minar votos suficientes para um segundo turno. E conseguiram.

Esse sentimento arrogante é sentida, sobretudo, pelos paulistas/paulistanos. Isso sepultou a candidatura da Marta na prefeitura, queimou o Lula e catapultou Serra e Alckmin ao estrelato político aqui. Foi São Paulo que decidiu o segundo turno para Alckmin – a mesma São Paulo que teve a pior educação estadual (meus anos em escola estadual, inclusive como estudante da FATEC, e amigos que trabalham em escolas estaduais, me confirmem), a crise da segurança (e cujo governo que agora negocia com o crime organizado), ser governado pelo PFL (que perdeu a Bahia, mas graças ao PSDB, ganhou São Paulo) e ter gasto os tubos cavucando o fundo do rio Tiête (tirar lodo +É+ como enxugar gelo), deixando, ao menos, um pouco mais bonito de se ver (mas não queria cheirar). A mesma São Paulo que também reelegeu o Maluf, logo depois de ter saído da cadeia.

Outro fator: o PT não sabe lidar com escândalos. Isso sempre ferrou o Lula. Desde as eleições de 1989, há o seqüestro do Abílio Diniz, a filha do Lula, esse dossiê (quem sabe agora vamos saber o que há nele!). Tudo para ambananar o candidato, o partido e a campanha. E sempre conseguem!

E a campanha também. Será que o PT ainda não percebeu que quem paga a as agências de propagandas que fazem suas campanhas são os adversários? Não é possível tanta incompetência em um fator chave e decisivo no processo eleitoral. Todas as campanhas do PT são ruins. Com especial menção a campanha do Mercadante. O Serra teve votação histórica, porque parecia que, simplesmente, ao havia candidato contra. Tanto para se falar contra (eu mesmo, já citei uns pontos acima), tanto a se falar a favor. Mas foi uma “nulidade” quase total. Ele tem sua parcela de culpa, lógico. Vide o último debate, onde devia aparecer com o candidato jovem e eloqüente – mas só abriu a boca para falar besteira (sobre o dossiê, única vez em que o assunto foi tratado) e depois, ficar sentado ouvido os outros debaterem entre si, deixando ele de lado, perdido e ignorado, como se fosse aquele cunhado chato que pede dinheiro emprestado. Até o Quércia, já com mal de Alzheimer ,se destacou mais que ele. Piadinha infame a parte, foi mais passivo que o Clodovil.

(Que também foi eleito. O que também achei bom! Como bem disse um amigo meu, aqueles deputados MERECEM ter o Clodovil no meio deles!)

Só quero ver o destino da Heloísa Helena e seu natimorto PSOL. Ela deve estar feliz por ter feito a “diferença” que tanto almejava – tirando votos do PT, suficiente para promover o PSDB. Duvido que ela mesma saiba disso. Ou admita. De qualquer modo, ter sua vaga de senadora agora nas mãos do Fernando Collor de Mello (!), já começa a ser uma punição. Ela terá de negociar seu apoio, mostrar que ideologia a parte, o importante é se manter no negócio da política. Ou sumir de vez.Vai ser engraçado.

Agora começa a verdadeira campanha eleitoral. Alckmin saiu muito fortalecido, tanto para a população quanto para o próprio partido. Saiu VITORIOSO, contra tudo e contra todos, conseguiu CHEGAR LÁ. Está com a simpatia do eleitorado, após conseguir encarar o LULA GIGANTE. E com reais chances de vitória, com horário eleitoral, debates e apoio políticos muito melhor estruturados. Será um mês de Outubro curto...

Devo manter meu voto no PT, caso não apareça algo muito grave e verdadeiramente comprometedor para usa campanha. Mas a idéia de ter Alckmin como presidente também não me desagrada tanto. Como já cansei de dizer, minha decepção é grande, tudo é seis por meia dúzia. Não vale o desgaste eleitoral/emocional. Há fatores positivos para caso o Geraldo assuma como presidente: vai quebrar as pernas do Serra (e FHC), que não vai poder se lançar a presidente em 2010, o que pode renovar o PSDB. O PT volta a ser oposição, e talvez se reestruture o suficiente para lançar novamente Lula a presidência em 2010. E São Paulo e governo federal ficam alinhados, o que pode beneficiar a gente aqui...

Uma coisa posso dizer: a eleição foi mais emocionante do que pensara. Talvez me importe bem mais que pensava. Não com o resultado final em sim, mas pelos desdobramentos. Pois, apesar do resultado final, seja para que lado tombe, não será nem bom nem ruim. Não consigo entender quem “torce” para os candidatos como fossem “atletas” ou “times de futebol”. Se ao menos, houver vantagem direta com o resultado, vá lá. Mas ficar CONTENTE porque um candidato ganhou, enquanto o do amigo, perdeu, é o fim da picada! Das mais distorcidas das visões, essa seria a última que eu teria dos candidatos. No fim, todos ganham. Ou todos perdem.

[]s
Sovi, o mercadante madrugante

sexta-feira, setembro 22, 2006

Operação Setembro Negro

Se tudo mais falhar....

Finalmente, chegou o fatídico dia 22. Não que estivesse muito nervoso... Somente angustiado! Finalmente, arrancaria os malditos sisos, que tanto haviam tornado minha vida miserável no último mês!

Marcado para as 09h00 da manhã, creio que teria tempo suficiente para TODA a operação. Por mim, eu arrancaria OS QUATRO de uma vez. Não que seja um ato de coragem, ou algo assim. Muito pelo contrário. Não queria passar por isso duas vezes .O melhor, é ganhar tempo. Já que tinha de doer, que fosse tudo de uma vez.

Mas o primeiro ato de coragem, mesmo, foi tomar os 4 comprimidos, uma hora antes da mesa do dentista. Dois Amoxil e dois Decadron – de uma vez! Li e reli as indicações, e ainda liguei antes para confirmar... E como não teve jeito, fui tomar café da manhã em um lugar público, caso desse algum peri-paque. Acredito que, se alguém tivesse visto (ainda bem que ninguém repara em ninguém mesmo), teria pensando que seu estava tentando me matar com comprimidos.

Voltei para casa, peguei minhas malas – afinal, recuperação em casa dos pais, melhor não há – e fui cumprir o acordo com a cadeira de dentista. Busão e mala, combinação irritante, mas bem conhecida.

O escritório do dentista é bem interessante. Logo na entrada, há uma série de aparelhos odontológicos e remédios antigos. Um mini-museu. Espero bater uma foto, quando retornar. E a mensagem é bem clara: antigamente, seria bem pior...

Acondicionado na cadeira, vem a parte da anestesia. Eu tenho certa dificuldade em ser anestesiado. Desde pivete. Mas, na técnica do cara, isso não é problema. As primeiras picadas, e meia hora de espera ouvindo musica relaxante. Depois, outras anestesias. E mais música relaxante. Só que isso não funciona comigo – pelo menos, eu não deixo. Assim que virou as costas, voltei a sala ao lado, onde havia deixado minhas coisas, e peguei meu Palm. E comecei a digitar esse texto, da cadeira mesmo. Lógico que, quando voltou, o doutor não ficou muito contente, por não ficar quieto como devia. Mas não tem jeito, ficar parado é pior, e entramos em acordo (dei umas dicas de como configurar o notebook dele). Mais uma alfinetadas, e mais uma pequena espera, e o circo ia começar.

Vem ele e a assistente, colocam aquele saco azul em cima de mim, abre minha boca com um afastador, bomba de sucção a postos, e vamos lá.... Apetrechos de destrinchamento na mesa, colocados um por um pelo médico, em ritmo lento e ritual, lembram que os equipamentos odontológicos do mini-museu lá fora, não evoluíram tanto assim...

E vem aquele papo técnico entre eles. Termos que só eles entandem, e que só podemos especular. Assim como nós, informátiticos, comentando sobre DNS, DHCP, ADSL, CMD, e outros termos para impressionar pessoas em churrascos, era a vez dos técnicos de boca usarem seu vocabulário. Em cima de mim....

O primeiro a ser arrancado, o esquerdo de cima, estava mais fácil. Comecei a usar a técnica pai-do-andy-panda para me acalmar, contando até 10. não cheguei no 9. Foi arrancado tão rápido, que mal percebi. Somente quando as laçadas fecharam os pontos, vi que o dente já era. Mais um dente sãozinho, sem falhas, sendo arrancado...

Me animei um pouco. Tão rápido assim, poderia sair logo daquele lugar. Mas lógico que o dente inferior ia dar mais problemas. Como já disse antes, nada comigo é fácil. Uma coisa é você ouvir dos amigos que você é osso duro. Outra coisa, é ouvir isso de alguém tentando arrancar um dente seu, e dos difíceis. Mas logo o doutor viu o que estava “pegando”. Usando o motorzinho e a broca, e nem um pouco de amenidade (que não era nada necessário), já se livrou o que o prendia, cortou o dente no meio e arrancou tudo, Não durou mais que 15 minutos. Talvez até mesmo – mas é que do meu ângulo, tempo foi bem mais lento para passar. Mais uns pontos e tudo estava acabado.

Pena que a quantidade de sangue perdida nesse último dente revoltado foi deveras maior que o esperado. E, por isso, ficou adiado os dentes do outro lado da boca. Ao menos, esse estava desenvolvendo uma cárie-monstro, que já estava a décimos de milímetros do meu nervo. Foi arrancado na hora certa. Nãoq eu tenha ido verificar de perto – não fazia questão de ver aquele treco sanguinolento que havia saído da minha boca tão de perto.

O saldo final foi bem positico. Sai de lá, fui para casa dos meus pais, pegando ônibus na Rodoviária Tiete, tudo na seqüência.

Só utilizei gelo durante a primeira hora, e tomei um analgésico durante a viagem – a maldita gaze ficava incomodando, depois de passado o efeito de todo aquela anestesia. Mas depois de chegar em casa, e me livrar dela, nem precisei mais dele – não doeu o suficiente para justificar o gasto do remédio .

Agora, o que anda incomodando são os pontos. Que coçam. Mas nada demais, perto do que andei passando desde o começo do mês. Espero que a última etapa seja tão tranqüila quanto essa.

Mas, como dizem, na segunda é para valer....

[]s, Sovi, perdendo o juízo de vez

(Postado em 27/09/06. Mas mantenho o registro no dia em que iniciei o texto)

quinta-feira, setembro 21, 2006

Meu Setembro Negro

A origem de todo  Mal....

Esse mês não foi lá um mês bom para mim. Foi um mês marcado pela podridão física. Aconteceram coisas muito legais, é verdade: fiz vários acertos de vida, dei inicio a atividades novas e conheci pessoas interessantes. Mas tudo isso foi marcado por algo . Uma dor mais forte. Depois de anos adormecido, de repente os meus dentes do siso resolveram me dar bom dia.

Começou com um dor leve e incomoda sob meu dente do fundo, na mandíbula do lado esquerdo. No domingo, dia 03. Quando saí de casa, me arrependi de não ter feito uma profilaxia mais vigorosa pela manhã. Quando voltei ao meu banheiro, tentei remediar isso. Ledo engano. Já era tarde demais. Já tive de entrar do diclofenaco potássico, em busca de paz. E de uma cura rápida. Aliviou, mas o incomodo persistiu. Por todo esse mês!

Não era a dor no dente em si, mas na gengiva que o rodeia. Algo persistente e muito, muito irritante. Meu humor foi às favas. E tudo tendia a piorar. Como piorou

Desde então, não houve um dia esse mês que não tenha tomando remédio. De seis em seis horas. Às vezes, dois de uma vez! Quis o destino cruel, que problemas em um das principais redes onde eu trabalho, fizesse com que ficasse sob o ar condicionado gélido - e isso catalisava a dor. E começou a se alastrar, atingindo a região periodôntica dos demais dentes próximos. Terça, dia 05, passei a tentar bocejos com Periogard, sob indicação de uma boa amiga dentista (mas infelizmente, longe demais para me ajudar in loco - não sabem o quão perto estive de pegar um avião e ir até ela! No fim, acho que sairia mais barato... além de muito mais agradável.)

Já na quarta-feira, dia 06, passei para a boa amiga Amoxilina - por indicação, tanto dela (viva o MSN!), quando do meu dentista aqui(teria começado sem isso, em verdade). Mesmo a perspectiva de trabalhar no feriado da Independência, dia 07, não me deixava tão angustiado. Já predizia um feriado perdido.

Acabei não indo para o serviço, afinal. Mas, apesar do bom tempo e da boa companhia, o feriado acabou mais cedo do que gostaria. Parte por causa desse incômodo irritante, que mesmo controlado, ainda me tirava do sério, e não me fazia aproveitar oportunidades que surgiam.

Decidido a ir buscar ajuda especializada (até que não demorou tanto, dessa vez...), marquei consulta com o dentista para segunda - afinal, não só estava em cima da hora, como tinha o emendo do feriadão, que muitos, mais sabiamente, o fazem. Durante esse fim de semana, foi a amoxilina e o cataflan que fizeram com que continuasse coexistindo com meus semelhantes (talvez não tão semelhantes assim).

Segunda, fui ter com meu dentista. Ele em si não faz trabalho buco-maxilo - é periodonto. Mas deu uma olhada, e a cerne de todo o problema eram os sisos mesmos, que acumulavam placa bacteriana em locais impossíveis de limpar e que deflagravam toda a irritação e infecção. Indicou um bom dentista nessa área, que havia inclusive, retirado os sisos de seu filho, e com consultório em frente. Acabei optando por ele, depois de ainda ver a opinião de outro doutor, indicado pelo meu ortodontista. A operação foi marcada para sexta-feira, dia 22. Duas semanas de espera, ainda!

Mas ate que preferi assim. Tinha de ser sexta, pois tinha o fim de semana para me recuperar. Histórias de arranque de sisos não costumam ser agradáveis E, como sempre digo, comigo a coisas nunca são fáceis. Fora que, no fim de semana iminente, haviam aniversários que não queria perder.

(Havia também a esperança, nesse ínterim, do problema desaparecer - e com isso, eu poderia desistir de tudo, covardemente. Creio que isso também passou pela minha cabeça).

Mas não só o problema persistiu - com variações de intensidade, dependendo da hora, local e humor, durante toda a semana. Mesmo mantendo a medicação. E na sexta, acordo com um bônus - tanto anti-inflamatório e tanto anti-biótico, minhas defesas foram pro vinagre (assim como minha flora intestinal, que deve ter virado o maior sahel). Acordo com dor de garganta! Como essas bactérias conseguiram sobreviver com tanto remédio em meu sangue, e ainda proliferar, me deixaram ainda mais preocupado - afinal, já devia ser uma cepa mais resistente.

O fim de semana prosseguiu assim. E, apesar de tudo, cumpri todos os meus compromissos sociais. Se eu vou trabalhar com febre, imagine se vou deixar de sair ou ir a qualquer evento por causa disso. Acordei 6h30, debaixo de um pusta frio e chuva, para ir a um curso - mas levei o cano do instrutor! Não que estivesse lá em condições de aprender algo. Mas foi chato... Ainda fui depois, na Santa Ifigênia, resolver um problema com um presente de aniversário para o filho de um amigo meu - que eu havia comprado. Resolvido o problema, havia o aniversário do moleque a noite (junto com outro, coincidente e convenientemente, na mesma hora e local). E como diria a bruxa do Pica-Pau, e lá vamos nós...

Só para complementar o sabadão, quando vou tomar meu banho recuperador, antes de ir para a(s) festa(s), derrete o fio do meu chuveiro, e dá curto em toda minha fiação, desarmando toda minha rede elétrica. Água fria na cabeça, na escuridão total e todo molhado, em busca da lanterna iluminadora (de um milhão de velas - quando comprei, me senti comprando uma arma desintegradora! Ela até se parece com uma. Nunca a apontei para ninguém...). Rearmei os disjuntores, menos o 220v, da rede do chuveiro. Estava em curto e lá se caiu toda a energia de novo, quando tentei. Bem, subi o que dava (micro e Internet estavam salvos, AMEM!), me troquei e deixei esse problema para o domingão. Sem esquecer os remédios de praxe.

Mesmo meio "tchalau", a noite foi muito legal, mais que salvando o sábado, e fim de semana em si. Volto para casa as 4h00, durmo às 05h00 e acordo as 08h00, atrás de eletricista. Ainda bem que o sindico esta lá, e da um jeito para mim, ainda pela manhã. À tarde, ainda saio, para mais uma empreitadas.

Segunda, acordo muito pior do que já acordara antes, tanto em relação ao siso quanto a garganta. E com tosse, evolução natural de toda dor de garganta que tenho. Remédios unidos (agora com um xarope) fui pro trampo. Dia de cão, mas foi o último. Terça, já estava muito melhor, e quarta, sem dor alguma - tanto de garganta quanto na arcada.

basicamente, como previra. Sabia que a boca pararia de encher o saco antes da extração dos sisos. Sem dor, havia chance de desistir da tão ameaçadora operação. Mas não foi assim que aconteceu. Eu não havia chegado até aqui, para desistir. E eu fui cumprir minha meta. Ou melhor, minha sina. Pelo menos, em parte.

[],
Sovi,quase sem juízo

(Esse é o post que mais se aproxima de um diário - algo que eu sempre evitei. E como podem ver pela data, ainda há o que se contar. Isso foi só o prólogo)

terça-feira, setembro 19, 2006

Eleições 2006 - Parte II

mercadante ponto com!

Ao firmar minha posição de apoio (mesmo que um pouco vacilante, é verdade) ao PT esse ano, fui em busca dos links e imagens nos sites das campanhas. Encontrei e as utilizei, como vêem. Mas há algo que gostaria de usar, mas não encontrei: um “banner”. Não um pop-up chato ou algo do tipo, mas uma imagem e/ou link oficiais, para linkar essa página que vos lêem ao das campanhas. Podia até ter com controle de acesso, para ver se alguém, desse meu blog, foi até o site de campanha. E saber se algo da minha parte ajudou a promover, ou não. Mas ninguém da parte de campanha do PT pensou nisso. E acabei editando umas imagens e referenciando por mim mesmo. Espero não ter problemas legais com isso.

A página de campanha do Lula e feita em PHP - www.lula13.org/index.php. Muito lógico, já que o PT, com destaque principal em suas gestões nos estados do Sul, sempre incentivaram o uso do Software Livre. O ".org" ressalta ainda mais o caráter "organização não comercial".

Já o site de campanha do Mercadante - www.mercadante.com.br/default.asp é justamente o contrário. Uma ".com" , que significa "fins comerciais" - e ainda por cima, usando tecnologia ASP, mais voltada para a Micro$oft. Ato falho? :)

Além disso, o site é "dele" mesmo. Não é "de campanha", como os outros. Não tem o número "13", é apenas "mercadante.com.br". Os sites de campanha da Heloisa Helena e do PSDB estão registrados como ".org", e utilizam PHP também. E nessa última legenda, houve uma preocupação maior com a propaganda WEB e internautas brasileiros em geral. Foram criados os "banners", que eu tanto queria (mas do partido que não quero!), com o código-fonte HTML prontinho para ser inserido nas páginas pelos e-militantes. E até modelos para postar fotos junto ao candidato no orkut (um fenômeno quase que exclusivamente brazuca).

Não que qualquer um desses candidatos tenha a mínima idéia do que se trata isso ou aquilo. Nem deveriam ter - são os acessores da campanha que devem se preocupar com isso. Estou para ver um político com um pé em TI. Creio que, por trabalharmos com Segurança, onde todas as informações sigilosas e secretas das empresas (sendo que na maioria das vezes, a empresa não se dá conta que essas informações são sigilosas e secretas) passam por nossas mãos, somente os verdadeiros íntegros e honestos (ou com pouca astúcia!) estão nesse ramo - atributos que não condizem com a carreira de um político.

No entanto, ao dar uma olhada nos planos de governo apresentados para a Educação (como sabem, meu mote diferencial para essa eleição), foi justamente o do Mercadante que me chamou a atenção. De todos os projetos, esse me parece o mais consistente. Sobretudo, porque e o único que tem Inclusão Digital em mente. De fato.

Pena que as pesquisas mostram Serra disparado na frente. Esperava uma campanha melhor do PT para o governo de São Paulo. Vejo repetirem os mesmos erros da campanha municipal. Como se não se importassem, realmente, em ganhar a eleição. Já que a presidência esta garantida, para que gastar mais dinheiro? E o que esperar de gente que usa ASP em uma página .com para um político dito de esquerda?

[ ]s,
Sovi serrador serra o papo do vovó

(realmente, essa campanha eleitoral está um lixo. Melhor é jogar "Golpe”)

segunda-feira, setembro 11, 2006

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

Jamais perdoar. Jamais esquecer

Se eu estava reclamando sobre a pouca atenção dada esse ano sobre o bombardeamento nuclear em Hiroshima e Nagasaki, mês passado, aqui esta uma possível resposta. Hoje, como todo o MUNDO sabe, faz cinco anos que os EUA tiveram sua própria hecatombe. Não chegou a 0,00001% do que infligiram ao Japão, 61 anos atrás. Ou mesmo o custo de vidas e dinheiro que houve depois, nesses cinco anos pós-traumáticos. Mas foi nesse dia 11/09, fizeram o que TODOS achavam impossível. Aquilo que os americanos (sobretudo, seu governo) jamais cogitariam. Alguém os feriu.

Meu lado ser humano tem completo e total repúdio a esse ato terrorista. Assim como tem completo e total repúdio a política intervencionista norte americana, anterior e posterior a essa data. Foram quase três mil pessoas mortas. Pessoas comuns, com familia, contas a pagar e que tinham de chegar cedo no trabalho. Mas, visto agora em retrospecto, comparando com as demais guerras que pipocam pelo Mundo (muitas, bancadas descarada mente pelos americanos) e o próprio saldo que Bush causou nesses seus anos de governo, esse número de vidas chega a ser irrisório. Pode tentar argumentar que se tratava de pessoas comuns". Mas o soldado que esta nas trincheiras de Tora Bora ou no bairro sunita do Iraque, além dos próprios afegãos e iraquianos também são "pessoas comuns". Todos são pessoas. Não existe essa história de pessoas comuns. Ninguém merece ter a vida interrompida sobre qualquer pretexto.

Mas a minha parte humanitária pára aqui. Garanto que as vítimas e famílias terão todas as homenagens que merecem. E toda atenção da mídia. Afinal, esse é o ponto que todos querem tocar - o sentimentalismo daqueles que viveram (e morreram) a tragédia. Só que essa tragédia não foi um fenômeno natural, como o Katrina. Nem foi um ato de um supervilão hollywoodiano em começo de filme. Como toda a mídia parece se esforçar para aparentar. O que causou toda a desgraça foi algo bem diferente. E que todos, sobretudo os norte americanos, não querem encarar. Só se mostra como as pessoas morreram. Ou sobreviveram. Mas não porque foram atacadas.

(Estranhamente, só se fala nas Torres Gêmeas. O Pentágono mal é citado)

A verdade e que Bin Laden é um monstro, sim. Mas um monstro criado pelos próprios americanos. E que, seguindo a inexorável lógica dos monstros, se volta contra seus criadores. Não me refiro apenas ao treinamento dado pela CIA e ao financiamento americano para a então embrionária Al Qaeda, quando esses promoviam ataques terroristas (a pessoas comuns... mas algumas pessoas são mais comuns que outras...) a nações não alinhadas aos interesses americanos. E depois descartado, quando perdeu sua utilidade.

Mas é preciso ainda mais que apenas revanchismo. É preciso uma inspiração diferente para fazer com que alguém levante em um belo dia, e resolva explodir aviões comerciais em edifícios cheios de pessoas (aviões e edifícios). É preciso acreditar de forma tenaz em uma ideologia, ter força de vontade, caráter, carisma e disciplina. Lembrando que Bin Landen, ainda por cima, desistiu de curtir uma vida idílica, que toda sua fortuna podia propiciar, com zilhares mulheres, concubinas, haréns e todo conforto possível, para viver em cavernas, lugares remotos e sempre em transito, já que é o hokem mais procurado no mundo, perseguido pelas autoridades do mundo inteiro. Tudo para combater o que considera "o Mal". Talvez por ironia (ou não), é o arquétipo do herói idealizado pelos próprios americanos. Como diz um amigo meu (que eu gostaria de citar, mas não sei se devo), Bin Laden é o “Bruce Wayne"!

Sim, talvez haja certa admiração por ele nessa declaração. Da minha parte, há. Duvido que, lá no fundo, a maioria das pessoas, principalmente aqui no Terceiro Mundo, também não sinta essa admiração. Primeiro não foi no nosso quintal que se derrubou os prédios. Foi no quintal dos riquinhos da rua de cima. E quando se trata de americanos, sabemos muito bem de que lado do cano da metralhadora do Rambo estamos - por mais que gostaríamos de estar junto ao cara de boca torta que está atrás da culatra.

Mas convenhamos: ele conseguiu, com poucos recursos (como qualquer coisa comparada ao país mais rico da Terra), e ainda usando os recursos de seu inimigo contra ele mesmo!, o que os EUA tentam desde então, e nem chegaram perto. E fazendo muito mais estrago que esse, com todo seu poderio militar e econômico. E, até ouso dizer, com menos desperdício de vidas de seus inimigos!

Ele mesmo, não lucrou tanto com isso. Poderia apostar que não esperava que as torres desmoronassem. Lembro da cara que ele tinha, quando admitiu o ataque. Já Bush, tirou a égua da sombra. Logo em seguida aos ataques, conseguiu aprovar o escudo de defesa anti mísseis, com uma orçamento de 300 bilhões. (TREZENTO BILHÕES!!!) de dólares INICIAL (como se terrorista usassem mísseis balísticos intercontinentais) , mandando diversos acordos nucleares às favas (e agora, quer ter moral sobre os outros), invadiu o Afeganistão – que o próprio Clinton havia mandado bombardear, na vã tentativa de desviar a atenção do povo norte americano para uma certa CHUPADA HISTÓRICA; e, de qbra, aumentou seu quintal petrolífero, com o Iraque, depondo seu antigo aliado Saddam Hussein.

Os Estados Unidos continua inatingível. Mas seu povo, não pensa mais assim. Esse talvez seja o grande objetivo alcançado pelo terrorista. O que fez com que pensassem melhor sobre seu próprio papel, e o preço que (os outros) pagam pelo “american way of life". Pessoas lançadas a uma vida miserável, sem perspectivas e esperança de dias melhores, têm poucas coisas a se apegarem. Religião é uma delas – se essa vida é uma bosta, melhor garantir a próxima. Daí, para o fanatismo, não resta mais nada. Só um alvo. E nada melhor que os EUA, não só por sua posição predadora da economia mundial, como também pelo esbanjamento que sua sociedade demonstra.

E falando em sociedade, vale a pena citar que, apesar do Ocidente não entender muito bem a psique do médio-oriental, esse entende melhor a do outro. Vale citar uma das mulheres-bombas chechênias, que participou daquele seqüestro-monstro no teatro russo em 2002. Quando inquirida por um dos seqüestrados (e que sobreviveu, oviamente) do porque ele estava sendo ameaçado, e se ela realmente achava que a culpa era dele, um “homem comum", ela responde: “Sim, Vocês escolhem seu governo". E ela está certa! Não há desculpa na Democracia. Seja por votação, omissão ou aceitação, nós elegemos o governo. Essa responsabilidade é algo que ninguém quer encarar. Somos responsáveis pelas decisões de nossos líderes, e não os contrários, como gostariam que fosse. Mesmo naquela eleição roubada, que colocou o Bush no poder. Todo povo tem o governo que merece. A reeleição de Bush corrobora isso.

[]s
Sovi, aka taleban

sexta-feira, setembro 08, 2006

O Dia do Curinga

haaHAHAHAHAhahaaHHAAHAHhhhAHhah

Meu primeiro contato com Jostein Gaarder começou do jeito certo. Lembro da euforia que levou "O Mundo de Sofia (1991)", pelos idos de 1995/96 (quando foi lançado aqui) ao topo da lista dos mais vendidos. E quando não consegui comprá-lo, fiquei muito puto!

Mas aí, um amigo meu, que já conseguira o seu exemplar, e lido (chegou a fazer um ano de curso superior em filosofia, depois). E também, já havia emprestado. Mas me recomendou outro livro do autor, na mesma linha filosófica-ficcional, tão bom, quiçá até melhor. Ele o havia comprado também, logo depois de ter lido "O Mundo de Sofia", seguindo a boa referência do escritor. E esse livro estava disponível para empréstimo compulsório por tempo indeterminado. Oba!

Até hoje, "O Dia do Curinga (1990)" é um dos melhores livros que já li (assim como "O Mundo de Sofia"). Reli-o agora, após mais de dez anos, e ele ainda me fascinou. O ritmo do livro é bom (não sabem o quanto estranhei o ritmo de "O Mundo de Sofia", quando o li logo depois). Só no finalzinho do livro, se perde um pouco do embalo - mas nada comprometedor. Há várias personagens no livro, em flashback (e em flashback no flashback), passando o legado do Curinga adiante. Cuidado para não se confundir – não há nenhuma página de referência as personagens, como fez Marquês de Sade em "120 Dias de Sodoma". E no presente, o protagonista Hans-Thomas, e seu pai, atravessando a Europa em busca da ás de copas, ops!, digo, mãe. No caminho, vão filosofando sobre quase tudo - perguntas que nos fazemos, ou deveríamos fazer a nós mesmo, nas noites insones. Mas não muito profundamente: apenas prólogos para "O Mundo de Sofia", que germinaria nesse enredo aqui. As relações entre pai e filho vão se definindo, e se entrelaçando com o legado do Curinga, conforme vai sendo passado para Hans-Thomas. E para nós.

Apesar de não ter lido apenas duas vezes, metade das vezes em que li "O Mundo de Sofia", gosto mais desse. Mesmo alguns pormenores saltaram aos olhos agora,

A narrativa é um tanto irregular, afinal, foi um dos primeiros livros do autor. Mas você nota algumas diretrizes de seu pensamento, que ainda norteiam seus escritos, mais "maduros". Frases como "o destinado é uma cobra faminta, que se alimenta de si mesmo" e "se você quer compreender o destino, deve sobreviver a ele" podem ser percebidos nos outros livros do autor, como o próprio "O Mundo de Sofia", "Maya (1999)" (eu arriscaria dizer que é uma espécie de continuação de "O Dia do Curinga – antes da 21º folha, já foram citadas 3 frases do livro anterior, ipso facto – mas vamos esperar que eu o termine primeiro!") ou "O Contador de Histórias (2001)". Alguns, sobrevivem, outros não.

Mas , principalmente, não se deve esquecer que o público para quem o livro foi escrito e destinado, é o infanto-juvenil MESMO. Não adianta - você deve ler com os olhos que você tinha aos 12 anos - olhos que jamais devíamos termos perdido.

[]s
Sovi, fora do baralho

(Já estou bem adiantado na leitura de Maya. Mas ainda não há como interpretá-lo. Terei que esperar até o final. Como em todos os romances de Jostein)

segunda-feira, setembro 04, 2006

Eleições 2006

Lula lá

Esse ano eleitoral está difícil. Mas que qualquer outro. Chegamos ao fim do livro "A Revolução dos Bichos" – você olha para os homens do PSDB e a Direita, e olha para os porcos do PT e da Esquerda – e NÃO VÊ DIFERENÇA ALGUMA! Mas mesmo assim, não posso deixar de tomar posição. Posso não concordar com a posição política dos outros, mas uma coisa que não suporto é ficar em cima do muro. Ou responder com evasivas.

Já tomei minha decisão. Como costumamos dizer no jogo de cartas, não adianta ficar olhando para elas – elas não vão mudar! Mas vou aproveitar, e expor aqui minha posição. E esse é meu veículo. Não que eu precise me justificar para ninguém. Gosto de expor minhas opiniões. Esse é o sentido da palavra Política. E o que separa gente consciente dos paus-mandado, por aí.

Tanto para o Governo Estadual quanto para o Federal, eu sou PT. De ponta a ponta

Lula Presidente.

Mercadante Governador.

Suplicy Senador.

Deputado Estadual: Legenda PT

Deputado Federal: Legenda PT

Não que sinta muito orgulho disso. Dessa vez. Era engajado antes ao partido. Não mais. E não só uso eu. Não existe mais militância. Foi substituída pela máquina de propaganda política. Como todos os demais partidos. Apesar de tê-la, minha estrela do PT está escondida na minha gaveta das cuecas.

Depois de passar pelo governo municipal da Marta e os quatro anos de Governo Lula, foram decepções sobre decepções. A inocência, que nunca deveria ter existido, está perdida. Pode é Poder. Manter o Poder tem suas regras.Não deve haver outra forma de exercê-lo, não importa posição política, ideologia, sexo ou religião. Como diriam os poloneses, "O Capitalismo: o Homem explora o Homem. Socialismo: o contrário".

Porém, a alternativa é pior. Não esqueci o governo federal, nem a oposição PSDB, e muito menos o governo Estadual do PSDB ( e seus amigos PFLs, que agora me governam).

Vamos começar pela disputa do Governo estadual. Tenho ojeriza especial pelo Serra. E isso não vem (só) do fato de ter abandonado a Prefeitura em prol de suas ambições, e agora sermos governados pelo PFL! Aquele partido mesmo, que acusa o PCC de ser o braço armado d PT, como se não houvesse qualquer responsabilidade social no que se fala por aí. Esse asco é tanto, que eu votei na Marta nessas ultimas eleições municipais, mesmo tendo por ela, uma rejeição tão grande quanto a ele. A Marta *É* um dos maiores erros do PT, não só por ter chifrado o Suplicy com um argentino (não é só isso não.. pior foi ainda fazer pressão para se alterarem algumas leis, permitindo que um estrangeiro assumisse cargo de confiança no Governo – pelo menos,até onde sei, ele arrumou um cabide com o Duda Mendonça), mas por ter obscurecido tudo de bom que (o PT) fez na usa gestão: chego rápido no trampo, graças aos corredores de ônibus, e faço altas baldeações com o bilhete único, ganhando tempo; o CEU era algo que poderia ter dado certo, não só em termos de EDUCAÇÃO (o grande mote agora), mas também em integração social; etc. Tudo por sua arrogância e burrice, que a tornaram tão impopular, até por quem se beneficiava com tudo isso: a população mais pobre, mas altamente influenciável pela mídia, além das classes médias, que não tomam ônibus e ficaram presos nos engarrafamentos que as obras nas vias públicas causavam.

Não é só por isso. Eu sou MERCADANTE porque não posso aceitar o CONTINUISMO no Estado. E isso se reflete para o governo federal. Não posso premiar o Geraldo Alckmin pelo que fez durante todo esse tempo em São Paulo. Não estou falando de PCC, embelezado o Tietê (apesar de o cheiro continuar cada vez pior... mas isso, TV não transmite) ou nada assim. Estou focando única e exclusivamente um ponto, que até me faria olhar com melhores olhos o Serra, e que garantiria meu voto ao Geraldo: a EDUCAÇÃO.

Eu (e meus maiores amigos) estudávamos em escola pública, estadual no meu caso, durante o final da década de 80 - governo PMDB. Já meus dois irmãos, não tiveram essa sorte: estudaram em escola estadual durante TODO o longo governo PSDB paulista. A diferença é gritante. Está certo que era meio CDF (como meu irmã caçula é... ou tenta ser), mas passei para uma escola técnica (estadual) direto, sem estudar nada a mais, e até hoje tenho uma bagagem intelectual que remonta aquela época. Não só em relação a conhecimento, mas em cultura também. E perspectiva na vida. As professoras, mesmo ganhando mal e fazendo greve direto, se engajavam para nos dar uma boa educação, mesmo que fosse em represália ao governo que as oprimia e fazia questão de tentar nos emburricar. Mas na década de 90, esse governo ganhou a parada, e as professoras entregaram os pontos - afinal, nem repetir os alunos podiam mais! Meus irmãos seriam pouco mais de analfabetos funcionais, se não fosse por reforço em casa. São inteligentes, e fico imaginando as oportunidades que teriam se tivessem tido o mesmo respaldo que tínhamos uma geração atrás.

Sei que o Alckmin não ganha. Nem o PSDB quer que ele ganhe. Afinal, o Serra irá abandonar o cargo de Governador, e está certo em ganhar as próximas eleições presidenciais. Infelizmente, para o Mercadante, está mais difícil. O maior colégio eleitoral está com o Serra, mesmo ele tendo feito o que fez. A sombra da Marta ainda obscura os votos petistas de São Paulo.

Meus olhos já se voltaram para a Heloísa Helena (sem segundas intenções, vejam lá... se bem que, em uma ocasião, era foi vestida para um casamento no Congresso,e vez muito sucesso... e na revista Cláudia), mas também não me oferece opção. Ela é fiel e defende seus princípios até o fim, não há dúvida. Ela me lembra muito Mahmoud Ahmadinejad.

[]s

Sovi lá

(Quase um mês segurando isso. Comecei a escrever isso ANTES do início do horário eleitoral. Preciso parar com essa mania de ficar revisando e revirando os textos, antes de publicá-los. É que sempre fui muito cobrado, pelo que digo. E isso se reflete aqui. Ainda mais, se tratando de assunto delicado como Política)

quarta-feira, agosto 09, 2006

Nagasaki, 61 anos

Com amor, tio sam...

Hoje, Fatboy faz 61 anos de debut. Talvez seu irmãozinho Little Boy seja mais famoso. Mas só porque ele saiu primeiro pelo alçapão de descarga de bombas. E mesmo ele, andou meio esquecido esse ano. A não ser em sua cidade adotiva, Hiroshima. Provavelmente

Nagasaki não deve ter esquecido sua co-exclusividade conjunta. Elas devem brigar entre si ate hoje: a primeira, por ter sido a primeira a ser escolhida para ser bombardeada, sua destruição ter sido maior e ser lembrada até hoje. Enquanto que a outra só foi bombardeada por acaso, já que Tóquio estava encoberta por nuvens, e ainda ter uma destruição menor (apesar da bomba se mais power).E ela sempre lembrada sempre após Hiroshima. Sempre em segundo lugar.

O fato é que Nagasaki estava no lugar geográfico errado e no tempo histórico errado. Era a cidade errada para levar bomba. Era uma cidade singular demais, a mais "ocidental" do Japão. Por séculos, foi o único porto aberto a estrangeiros, enquanto toda Nippon se auto isolava do mundo moderno, mantendo-se no período feudal até Meiji acordar para o século XIX. Lá se concentravam, não só estrangeiros, mas também seus influenciados. Era dos últimos locais onde havia japoneses cristãos - fruto da catequização portuguesa 500 anos antes – talvez um dos poucos fracassos da Companhia de Jesus em cristianizar uma nação indígena. Era montanhosa, e conteria (como conteve) parte da explosão. O que deve ter frustrados muitos, que esperavam um espetáculo maior. Mas os americanos precisavam fazer a entrega. Não podiam, nem queriam voltar com o pacote de volta, assinado com tantos nomes (gostaria de saber como se sentiram apos a explosão, alguns dos que escreveram seus nomes e mensagens sobre a bomba a ser entregue).

Historiadores-do-mal (os mesmos que dizem que os americanos sabiam do ataque a Pearl Harbor, mas deixaram acontecer, para entrarem na guerra e ganharem o Mundo) dizem que o Japão já havia se rendido, após tomarem aquele tarubo nuclear dia 06. Só que foram pedir arrego justo para Stálin... o "aliado". Só que este "demorou" para dar o recado. Para ver se os EUA tinham outra Bomba A, ou não. E se tinham, melhor jogar ela sobre os japoneses, que sobre a Praça vermelha. Pode ser até teoria da conspiração, mas corrobora com a persona de Stálin. Cujo lema era: "Matar um homem é criminoso. Matar um milhão é estatística".

De qualquer forma, a bomba explodia naquela manhã. E pela segunda vez, em três dias, seres humanos foram atomizados.

Se algum dia encontrarmos civilizações extraterrestres, superiores ou igualmente avançados, provavelmente já saberão alguma coisa sobre nós. Que somos uma raça capaz de lançar uma arma nuclear sobre si mesma. Senão, teremos algo para ensinar. Ou mais provavelmente, para esconder.

[ ]s
Sovi-boy

(Quem esteve por aqui durante o mês de Agosto, notou que esse post só apareceu dia 29/08. Como é uma matéria "datada", alterei a data do post para dia certo em que caiu a bomba - e desde quando estava no meu Rascunho. E há muito mais em meus Rascunhos, podem esperar)

domingo, agosto 06, 2006

Hiroshima, 61 aos

Cuidado! Mas você já devia saber disso!

Impressionante, como não ouvi NADA hoje a respeito. Não que domingo seja um dia de se ter notícias – de todos os dias alienados, esse é mais alienante. E estou meio "isolado", de qualquer maneira. Tem que acontecer algo muito RUIM para tirar o povo da ilusão de seu fim-de-semana feliz, com seu esporte, seus programas e suas vídeo-cassetadas. Mesmo nas ditas “revistas de domingo”, o famigerado “Fantástico” e seu clone da Record. Não assisti eles inteiramente, mas não ouvi nenhuma chamada ao assunto. Ma-le-má, algo sobre a treta no Líbano. Talvez esse, um fator a mais para ao tocarem no assunto.

Gastaram toda saliva televisiva na década passada, "comemorando" os 50 anos. Mesmo ano passado, sexagenária, a data quase que passou em branco. Houve uma ou outra homenagem, documentário e afim. Mas a tendência geral é esperar os 75 anos... Ou centenário. Essas divisões de tempo que a mente humana tira do chapéu, dando mais destaque que datas “quebradas”, como 61 aninhos.

Tam! tam! Tam-tam! Tum... tum... Iiiii iiii. iiii...

Hiroshima é uma data especial demais para parar no limbo, desse jeito. Se a morte de todas aquelas pessoas serviu para algo além de estatística e resultados comparativos de teste nuclear, é o aviso que nos deixaram. Se as imagens que a TV nos mostra dos bombardeios sobre o Líbano nos choca, imagine que tudo isso não passa de cócegas frente a uma arma de destruição em massa atômica.

Nasci e meio a Guerra Fria, e mesmo pivete, aquela aura de Guerra Nuclear era bem palpável, principalmente para mim, que gostava de literatura, sobretudo ficção e ciência. Lembro de ter lido uma biografia de Einstein, onde parte da carta que ele havia escrito a Roosevelt, em prol da pesquisa para a confecção da bomba atômica. E como seus cálculos ajudaram a atingir aquela meta. Nesse momento, o via não só como o gênio, mas também como herói de guerra. E que devia ter orgulho por ter ajudado na vitória sobre o Eixo. Ledo engano. Foi só ler mais umas páginas. A verdade, foi bem outra: Einstein, depois de saber que os nazistas estavam longe demais para ter armamento nuclear, ainda quis impedir a pesquisa. Mas já era tarde demais. Mesmo sendo um pivô desse drama todo, ele nunca se perdoou. Ficou taciturno e magoado, descarregando tudo no seu violino, que sempre tocava para espantar a tristeza. Tocou a vida toda.

Essa reação me alertou sobre o drama. Não precisei assistir "The Day After" nenhum para isso (aliás, nunca o assisti – dormi quando passou no SuperCine). Bomba nuclear é um horror que mal temos noção. Pior, acham que tudo "passou". Hoje, só há guerras "tribais", onde só se usam armas "convencionais" (termo que nunca consegui compreender). Gente pobre, que só tem seus AK-47 e seus distantes sonhos nucleares.

O Paquistão tem a bomba. A Índia não só tem como agora tem o aval do Congresso Americano para comprar combustível nuclear dos EUA. A Coréia do Norte e o Irã têm programas, e gente disposta darem o comando "RUN", depois de compilado. Israel também deve ter a sua, há algum tempo. O dedo da Golda Meir deve ter coçado sobre o botão vermelho, quando foram cercados pelos árabes na guerra do Yom Kippor. Coceira forte o suficiente para fazer o Egito, o único que conseguia peitar na área, na época, dar para trás. Esses dedos devem coçar até hoje...

Gente "rica" também, não se esqueçam – a Europa toda tem das suas. Temos a França, por exemplo, ainda atomizando atóis no meio do Pacífico. E os EUA, com seu arsenal crescente, mesmo depois da URSS, não só parar a corrida armamentista, como começar um desarmamento UNILATERAL – logicamente, ignorado pela indústria bélica americana.

Hoje, as pessoas se preocupam com terrorismo... com se a morte de um punhado significasse algo, em comparação. Devem se preocupar sim, afinal, sse pdoe se o estopim – ou uma desculpa. Preocupam-se com guerra bacteriológica. Contra ela, temos a medicina, as vacinas, e em última análise, ao menos alguma coisa sobrevive – nem que sejam as próprias bactérias! Mas, o que temos contra a radioatividade? Nem as baratas sobrevivem – elas vivem MAIS UM POUCO, só isso.

[]s
Sovi, que não tem anda nesse mundo que não saiba demais

(E não se esqueçam de Nagasaki. Ou Chernobyl. Ou Goiânia.)

sábado, agosto 05, 2006

Estação Portuguesa - Tietê

Lúúúsaaaahhhh!

Uma tendência que pode parecer apenas “besta”, mas que, por mim, acho um pouco perigoso, como tudo o que se refere a esse esporte e a nossas massas: rebatizar as estações do Metrô com nome de times de futebol.

Começou anos atrás, com a adoção do nome para a estação “Corinthians – Itaquera”. Não só pelo gosto para lá de duvidoso para um nome de estação dita pública. Mas também porque nada tinha a ver com o clube. Se era para relacionar, deveriam ter batizado a estação Carrão (que de Carrão, não tem nada, ali ainda é pleno bairro do Tatuapé), esse sim, o mais próximo do Parque São Jorge.

Mas a estação deveria se chamar Itaquera. Só.

Timão! ê ô! Timão! ê ôooo! PORCOOO! PORCOOOOO!

Depois desse precedente idiota, torcedores de outras camisas ficaram “indignados”, e passaram a exigir a mesma “homenagem” também. E para atendê-los (afinal, é ano eleitoral), temos agora a estação “Palmeiras – Barra Funda”. Essa, talvez, a torcida que mais o “exigiu”. Talvez por isso, a estação Barra Funda seja verde... E esteja no exato oposto da Corinthians-Itaquera.

E para disfarçar, temos agora também a estação “Portuguesa – Tietê”. Mais um exemplo de mal gosto.

Não sou nada entusiástico com futebol. Nada tenho contra os clubes (e sim, com as torcidas organizadas). Mas essa “descaracterização” da nomenclatura das estações me incomoda. Deviam servir aos bairros onde se encontram, não a um clube que estão por perto.

Pode parecer uma crítica besta, mas “homenagear” determinados grupos, e não outros, E COM DINHEIRO PÚBLICO, não e parece perigoso. Primeiro, porque há diversos times de futebol na Capital. Quem será o próximo/ Juventus-Bresser? E, em segundo, vale lembrar que as placas mapas, indicações e afins não vão se modificar automaticamente. Alguém vai ter que pagar um cara ir até cada uma das portas de cada vagão, e colocar um novo informativo, com os novos nomes, por exemplo. Adivinhem com que dinheiro...

[]s
Sovi MST - Movimento dos Sem Time.

(“Sem Time” pode ser lido também como sem tempo... mas vou tentando manter esse espaço, mesmo empurrando com a barriga)

segunda-feira, julho 31, 2006

Eu vi a YANSAN (Ou: A Maldição de YANSAN)

oh!

Sexta-feira saio correndo para ver a sessão Curta 7 no Anima Mundi. Horário ingrato, 18h00. E o Memorial da América Latina no ponto mais distante possível de onde estava (no trampo). Seria muito pretensioso chegar a tempo – saí muito em cima da hora. Mas tinha que, ao menos, TENTAR cumprir minha promessa a Yansan. Pena que ela não engole esse tipo de desculpa...

O pior não foi ficar mais de UMA HORA preso no trânsito de São Paulo das seis da tarde. O pior foi ficar preso do ônibus COM UM BANDO DE MÓRMONS, cantando (muito desafinadamente) hinos de louvores, durante todo o tempo. Eles sabem realmente fazer com que o Inferno seja bem assustador...

Bem, não cheguei a tempo para ver a sessão. Aproveitei todo social da noite, mas o filme que e bom (também) ficou para a próxima. Próxima MOSTRA, já que estava de viagem marcada para sábado, quando seria a próxima sessão.

Mas Yansan tinha outros planos.

Afinal, ela é a senhora dos raios... E quando já estava em plena Rodoviária Tietê, puto da vida por ter perdido o ônibus das 09h00 e conformado em pegar o das 10h00, toca o celular... da empresa... TUDO FORA DO AR! E lá vou eu, de volta p/ firma... Mais puto, impossível.

Queda de força, azar ou raio que o parta. Sei lá o que houve. Sei sim... Foi A maldição de Yansan!. Para encurtar a história, saio de lá as 16h00, quando todo o sistema volta ao ar. A viagem, já era... Nada mais óvio do que cumprir minha pena (e como dizia Shadow, "Cumpra usa pena. Ninguém a cumpre por você."), e ir para o Memorial. E vê-la.

Ainda dei uma passada em casa, para dar uma relaxada leve, tomar um banhão e me preparar. Lógico que, com isso, QUASE PERCO a sessão de novo! Nem me atrevo imaginar o que aconteceria se tivesse pisado na bola com ela de novo...

Mas cheguei a tempo de pegar o ingresso com o Carlos. O pai da moça. De encontrar o pessoal, e ir ver a sessão.

O primeiro curta, "Dehors Novembre", apesar de até bem feito, não teve minha simpatia. O próximo, "Bid 'Em In", até despertou simpatia por seu tema, mas não pela sua execução.

Aí veio Yansan! O salto qualitativo era gritante. Ainda mais depois, quando veio o fraquíssimo "Opera". Depois, veio o bem melhor, "Lê Moulin", que salvaria a sessão, caso não houvesse Yansan. Depois, o chatíssimo "La Memoria Dei Cani" (foi o cão!) e, para remediar, o divertido "Walkampf", que agradou bastante. Depois, o psicodélico (nessas mostras, sempre tem dessas) "Careful" e, para fechar a sessão, sempre tem um divertido: "Citoplasmas En Medio Ácido", que eu já tinha visto (junto com todos que assistam MTV de vez em quando).

Depois teve a votação. Achei estranho, pois não havia urna – a cédula era recolhida por uma funcionária no fim da sessão. Mas não há o que duvidar da idoneidade da premiação.

Ou há? Yansan não ganhou NADA! Isso é um absurdo! Está certo que a mostra estava bem competitiva. Não era porque a sessão Curta 7 estava fraca, que as outras estavam. Quem acompanhou a mostra, apontou vários concorrentes fortes. E esses, acabaram por levar a melhor. Mesmo não tendo assistido a eles (só quando sair o DVD com o melhor do Anima Mundi 2006), confio na superioridade de Yansan. Foi uma pena não terem prestigiado ela.

Mas ainda está no início da carreira. Outras mostras e outras premiações virão. Há a próxima Mostra Internacional de Curtas de São Paulo. Vide horários abaixo. E as mostras internacionais. Quem sabe, Hiroshima... E além?

Mas, enquanto isso, espero que a Maldição de Yansan caia sobre os infiéis!

[]s
Sovi, o filho-da-santa

Mostra Internacional de Curtas de São Paulo

Cinesesc (Rua Augusta, 2075):
25/08/06 - 18:00

MIS (Av. Europa, 158):
26/08/06 - 21:00

Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000):
30/08/06 - 18:00

sábado, julho 22, 2006

Actraiser - A Jornada

Corre corre corre core corre...

Estávamos nos primórdios da era dos 16 bits. E estávamos nos primórdios de nossas vidas também: eu, o Hildo, o Jomar e o Agnaldo. Estávamos em 1991. E tínhamos um recém lançado Super Famicom (na verdade, era do Jomar, mas...). E apenas três cartuchos: "Super Mario World", "Final Fight!" e "F-Zero". Já jogados a exaustão. Precisávamos de um novo game. Não sei quem, mas se descolou o endereço de um muambeiro, que trazia. Só que ficava num lugar de outra cidade, São Caetanodo Sul, depois da divisa.

Percorremos ao Guia de Mapas de São Paulo. O ponto de ônibus mais "próximo" dos ônibus que conhecíamos parava no inicio da Avenida Renata, no meio da Zona Leste. Tínhamos (o Jomar tinha) grana para a fita, mas não para buso nenhum. Sem saber direito como chegar, decidiu-use ir a um ponto “próximo”, e seguir “parte” do caminho a pé. Cabacisse geral. Vão vendo...

Descemos a Avenida Renata lá pela 09h00. Animados pela companhia, pelo passeio e pela perspectiva de uma nova fita. Não só no sentido figurado - é um decidão mesmo. E tudo que desce, vira subida mais para frente. Quando começamos a subir, começamos a subir MESMO. Tivemos que atravessar a Vila Alpina, não tem esse nome à toa... Mas antes, passamos pela Vila Formosa, Vila Ema, Vila Margarida, Vila Ivone, Jardim Independência, Vila Prudente, e outros recônditos da ZL, atravessamos a Sapopemba, a Anhanhanhaia Melo, a Oratório, a Costas Barros, e em algum momento, a Avenida do Estado. Virava uma rua, atravessava outra, desvirava a próxima. Uma verdadeira peregrinação. Pegamos sol, pegamos chuva. Um verdadeiro senhor dos anéis!

Para encurtar a historia, chegamos ao dito lugar TRÊS DA TARDE. Cansados (todos com o característico físico de adolescente nerd, imaginem o estado), famintos (sem grana para buso, imagine para almoço) e esfarrapados (nem sei como deixaram a gente entrar - vai ver, estavam acostumados a receber esse tipo de gente).

O importante e que chegamos a terra de Mordor, ops, digo, comprarmos o tal jogo. Não participei das negociações (não tinha lá cabeça para mais nada), mas a fita que buscávamos já havia sido vendida, ou o dinheiro não dava. Só sei que para não perder a viagem (e o Jomar, a vida), acabou comprando outra, a Actraiser.

Aí entra mais um detalhe, que não estava planejado ainda: voltar... Mais uma vez, uma caminhada ate um ponto de ônibus conhecido o suficiente, para pegar um ônibus para casa. Chegamos quase as 20 h. Tempo suficiente para colocar o cartucho, que, lógico, não funcionou de primeira, nos deixando naquela tensão frustrante. Na verdade, o jogo demorava um pouco para "carregar", a tela ficava toda "apagada", ate que o logo aparecesse e se movimentasse. Mais cabacisse...

Demos start. Caímos numa "nuvem", que so andava para lá e para cá. Conseguimos chegar a um menu cheio das opções - EM JAPONÊS, óvius. Não sei como, mas chegamos a opção certa do menu, estando na posição certa no mapa. E entramos na porrada! (isto é, na ação do jogo propriamente dito - sem bem que quase rolou porrada de verdade, naquela altura do campeonato).

Matamos uns monstrinhos, tomamos umas bifas, até chegamos no primeiro mestre. E morremos.

Ai já era tarde pra caramba e fomos cada um para seu canto, lamber as feridas.

Mas não se enganem. Valeu MUITO a pena ter esse jogo (depois que aprendemos como jogar). Um dos melhores lançamentos para Super Nintendo.

[ ]s,
Sovi, o peregrino

(Breve, comentarei do jogo em si. É um dos que mais gosto.)

sexta-feira, julho 14, 2006

YANSAN - Pré crítica & Divulgação

Olhem para os olhinhos de Yansan. Yansan olha por vocês.

Prestigiem!

O novo filme do Carlos!

Apesar de ser amigo de eras, e acompanhar a carreira desde os primórdios, o FILHO DA PUTA não deixou que eu assistisse o filme em DVD.

CERTO ELE! Mal posso esperar para ver a animação completa, aqui em São Paulo. Malditos cariocas, que assistirão antes... Coisas de Animamundi, fazer o que?

Mesmo não tendo assitido o filme finalizado, acompanhei toda a pré-produção, a confecção de várias cenas e o trabalho árduo que dá fazer uma animação, mesmo "curta" como essa. Se algum infiel acha que é moleza, só ficar sentado na frente da estação de trabalho, dar uns cliques aqui e umas puxadas em nodes acolá, está POLIGONALMENTE enganado! É um trampo do cacete, e só com muita PACIÊNCIA e muito SUOR sobre o teclado, sai uma produção dessa. Mais que TÉCNICA, mais que EXPERIENCIA, mais que VONTADE DE VIAJAR para as mostras e mais que GANHAR UM MONTE DE PRÊMIOS nacionais e internacionais, tem que gostar do que faz...

Vou deixar essa rasgação de seda e puxa-saquismo descarado, antes de comprometer mais. De qualquer maneira, o ANIMAMUNDI está aí, mais uma vez. Assistam as animações, e comparem. Não percam!

[ ]s,
Sovi San

(está aqui a programação COPIADA do site oficial)


Animamundi - Sessão CURTAS 7

Rio de Janeiro

CINEMA ESTAÇÃO BOTAFOGO

14/07/2006 - 16:00
18/07/2006 - 14:00

PRAÇA ANIMADA - CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS
15/07/2006 - 13:00
20/07/2006 - 11:00

CINEMA ODEON BR
16/07/2006 - 13:30
19/07/2006 - 17:00

São Paulo

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA - SALA 1
28/07/2006 - 18:00

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA - SALA 2
29/07/2006 - 19:00

quinta-feira, julho 13, 2006

São Paulo em Sitio – Parte IV

Panela paulistana para panelaço

Acabou a Copa do Mundo, e o PCC, como bons brasileiros que também são, voltaram a realidade. E voltaram a suas atividades, como todos nós. Talvez um pouco mais frustrados. Como a maioria nós.

Eu culpo mais é a TV brasileira. Não a Globo protecionista, SBT apático ou BAND sensacionalista. Eu culpo a PROGRAMAÇÃO. Se, no início, tudo se resolveu com TVs para assistir a Copa nas prisões, sem ela, não há nada que os entretenha agora. Se a PROGRAMAÇÃO fosse melhor, talvez menos ônibus tivessem sido incendiados. Não pensem que uma TV a Cabo, plano Ultra ++ plus , para a carceragem ver, poderia resolver. A programação da TV paga anda tão ruim quanto da TV aberta, hoje em dia. Enquanto antes perceberem que a solução está na televisão, mais rápido voltaremos a programação normal. Até que o PCC descubra como é legal jogar FIFA 2006 (duvido que curtam GTA) no PS/2, e comecem a exigir videogames para todos. (Vou mandar essa sugestão pro Marcola...)

Mas voltando a falar (mais) sério. Se fala em nova crise. O CARALHO, é a mesma. Só tivemos um interlúdio futebolista. A mais de semanas, começaram a atacar a polícia. Mata um aqui, outro ali. COMO SE FOSSE A COISA MAIS NATURAL DO MUNDO! O tom da notícia é esse mesmo! Assistam ao noticiário, entre um a desculpa do Roberto Carlos ou do Ronalducho. Todos tentando tapar o sol com a peneira, pensado na eleição.

Agora, mais uma vez, sem condução para o trabalho, e São Paulo pára. Pára, não, manca. Continua andando, aos trancos e barrancos. A gente se nos espremendo nos poucos ônibus que circulam, pegando várias baldeações, andando a pé, encarando filas e ainda se ressentindo por chegar tarde no serviço, com medo dos descontos que o Patrão pode fazer na folha de pagamento. Mas, com é bonzinho e compreensivo, não faz.

NOS RECENTIMOS DA FALTA DE ONIBUS, das (talvez a menor das) conseqüências. Chego a desejar que o PCC atue ainda mais. Transforme Sampa na Faixa de Gaza sul-americana. Aliás, a vendo a reportagem de uma e depois da outra situação, não há (in)diferença.

Quem sabe a população perceba que, cedo ou tarde, você, ou alguém de quem goste, vai morrer nessa história. Provavelmente irá sobrar uma bala perdida para mim também. Mas o brasileiro no geral, e o paulistano em particular, não acordam. Acha legal ter desculpa para não ir, ou para chegar tarde no serviço...

REALMENTE, cada povo tem o GOVERNO QUE MERECE.

Tenho que admirar os POLÍTICOS do PSDB, também, que tentam (e conseguem) REVERTER a situação. Os ataques estão acontecendo porque estão ATUANDO MAIS na questão da segurança, e por isso, os "bandidos" estão respondendo. Pior que esse papo de político cola. Ambos saem ganhando, e Lestásia e a Oceania, ops, digo, o. PCC e PSDB. Sendo que o segundo parece depender mais disso que o primeiro.

Devíamos estar na Av. Paulista, ou em frente ao Palácio do governador, em protesto. Devíamos ter PARADO TOTALMENTE São Paulo! Feito um panelaço. Porque a Argentina passa a gente? Porque são MAIS POVO. Eles não engolem esse tipo de coisa. Nem esquecem, e brigam por seus direitos para SEGURANÇA, TRANSPORTE, RESPEITO. E brasileiro fica feliz porque saiu depois dos argentino na Copa. Talvez, no caso deles, um pouco menos frustrados. Não como a maioria de nós.

[]s
Sovi, o brasileiro (que ao menos escreve – mas protegido confortavelmente na mesa de trabalho...)

(Vejam os capítulos anteriores: 1, 2 e 3. Talvez, nunca o FINAL)

quarta-feira, julho 12, 2006

Sandman: Um Jogo de Você

Minha vez! Passo... Truco!!!!

Aproveitem a promoção da FNAC Paulista, para variar, dando 20% de desconto no lançamento. Será difícil achar esse preço depois, assim na lata. Só tomem cuidado com a encadernação: a minha veio com a capa toda solta. Foi trocada, óvius, por uma em boas condições. Mas continuo cismado que a encadernação não esta boa, como as outras.

Houve um pouco atraso, mas altamente justificável. A Conrad segue firme e forte, e lança o novo volume encadernado de Sandman: Um Jogo de Você. Um pouco estranho para mim, pois "pula" as historias "solo" de "Espelhos Distantes". A compilação dessas histórias (e que não saíram em seqüência, de qualquer modo) deve sair em breve, em novembro (em combo com "Convergência").

Mas voltando ao jogo. Essa edição marca a ultima serie lançada de forma completa, pela Editora Globo. As diferenças de tradução são bem evidentes, pois a primeira omitiu alguns "palavrões" e textos de sentido duplos (como chamar Tessaly de "baunilha", ao invés de simplesmente "careta", como fez a Ed. Globo no inicio dos anos 90). Claro que isso requer mais dos posfácios explicativos, mas ate que nessa historia, este bem comedido.

Mas falando nisso, NÃO LEIAM O PREFÁCIO, pelo menos não antes de ler a serie. Ele entrega vários pontos, e da vários spoilers. Depois de ler, fiquem a vontade para comparar o que o cara escreve com a historia. E interessante, mas já li prefácios melhores.

Originalmente, era para ser uma sub-trama de "A Casa de Bonecas". Que acabou ficando de lado. Há um "que" de manipulação nessa historia, herdada. Mas a trama evoluiu dentro da cabeça maluca de Gaiman.

O resultado foi a historia MAIS FEMININA que ele já escreveu (e eu li). Praticamente protagonizada por mulheres (inclusive Wanda), e um mergulho aos sonhos e pesadelos das mulheres. Barbie esta lindamente desenhada, e há um apuro visual caprichado, em sintonia com a historia. Mas não vá pensando que a historia é bonitinha e tal. São poucas as revistas que mostram um bebe recém nascido ser eviscerado...

[ ]s,
Sovi, o hieromante

(Estamos voltando a nossa programação normal....)

quarta-feira, julho 05, 2006

Eu, a NET e a Internet - Parte I

Fora do ar...sshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Estou em um período bem turbulento, e isso se reflete nesse pobre e indefeso BLOG. Um dos motivos, dentre outras desculpas, foi que minha internet foi PODADA. A NET TV (ou melhor, o sistema de cobrança deles) NÃO QUIS me cobrar, apesar de estar tudo certo no débito automático... Aí, veio um cara aí, com um tesourão, e... snikt! no meu cabo ... :((((

Abaixo, o e-mail que enviei ao ombudsman:

Cara NET,

Vou descrever os eventos que ocorreram, para, primeiramente, explicar o problema, e, em segundo lugar, porque não consigo mais contar essa história toda vez que ligo para vocês.

Quando fiz a assinatura com vocês, optei por débito automático na minha conta no banco. Tudo ocorreu bem, até fevereiro desse ano, quando houve um erro junto ao banco, justo na época da quitação da mensalidade, e não houve saldo para completar o débito.

Fui notificado pela NET, e entrei em contato com vocês. Pedi para que o valor fosse adicionado na fatura de MARÇO. Porém, a atendente disse que o SISTEMA não o permitia. Pedi então o envio do boleto, para pagamento no banco.

A fatura do mês de março foi debitada automaticamente (com um acréscimo, ainda - mas com o problema foi em meu banco, acabei aceitando)

O boleto foi enviado, porém não estava no formato adequado. Era quase um aviso. Não havia sequer código de barras. Fui até o banco, peguei fila (já que, sem código, não havia como usar o caixa automático). Mas o banco se recusou o pagamento, justamente por isso.

Entrei em contato com vocês, novamente. Pedi o envio de outro boleto, dessa vez com código de barras. O boleto foi enviado. Fui novamente ao banco. Peguei novamente a fila. Mas, na hora de pagar, novamente foi recusado. Só havia uma via, e o banco precisava, ou ficar com uma, ou me dar uma.

Pela TERCEIRA VEZ, entrei em contato. Contei o porquê que não haviam aceitado o boleto. E pedi para ser enviado um boleto correto, de modo ao banco aceitar. E ainda insisti para ser debitado junto com a fatura de abril, a fim de evitar outra ida ao banco. Tive esperança que isso tivesse acontecido, uma vez que nenhum outro aviso mais foi enviado.

ONTEM, desligaram minha conexão. Sem qualquer aviso.

Seu SISTEMA simplesmente não mais debitou automaticamente as mensalidades. Apesar de estar devidamente autorizado junto ao banco.

Entrei em contato com vocês ontem. A atendente me explicou que o sistema parou de processar minha conta, por causa do problema em fevereiro (então, porque debitou MARÇO?). E que o técnico foi, por solicitação do sistema, desligar o cabeamento. E que deveria conversar com a COBRANÇA, em primeiro lugar. E me passou o número (2112-2310).

Entrei em contato com esse telefone. A atendente me explicou que não poderia fazer nada também. Deveria esperar a baixa do técnico que havia ido até o condomínio. Que havia essa dívida desde fevereiro (ou abril), porque o sistema simplesmente não debitou o que deveria. Ainda falou que o valor inicial do problema (a fatura de fevereiro) podia SIM ser debitado junto com a de março. E que havia ainda um modo de imprimir o boleto corretamente, através da Internet. Não verifiquei nenhum desses fatos, mas muita dor de cabeça poderia ser evitada, desde o começo, se algo assim tivesse sido feito, ou me avisado.

Liguei hoje, novamente. Com a cabeça "mais fria". Mais uma vez, a Central não conseguiu lidar com meu problema. Mandaram novamente falar com a COBRANÇA, mas em outro telefone (3526-3330).

O atendente levantou meus dados, e as seguintes soluções: o RELIGAMENTO só se efetuaria DEPOIS de quitar todo o montante. Eu não tenho como quitar quase R$ 500,00 de uma vez. Uma coisa é programa os 113,00 por mês. Poderia parcelar ATÈ em 3x, mas só depois de quitar o terceiro mês, que seria religado. Tudo absurdo.

Esse meu é e-mail é minha última tentativa de conseguir um meio de resolver esse problema. Cada vez que entro em contato com a NET, você parece fazer pressão para que eu DESISTA dos seus serviços. E conseguiu me convencer. Realmente, isso é o melhor que devo fazer, pelo jeito.

[]s
Sovi Returns

(Algum resultado eu já obtive. Vieram religar o cabo hoje (era para dia 03/07). Como podem ler, isso não termina aqui....)

quarta-feira, junho 28, 2006

Os Piores Filmes do Mundo (até 2003)

Rose... Jack! Roseeee... Jack! Roseeblurg. Gasp! Burgh! Blub! Blub bgub glub...
  1. Titanic
  2. AI: Inteligência artificial
  3. Pearl Harbor
  4. Vanilla Sky
  5. A Bruxa de Blair
  6. Batman e Robin
  7. Os Vingadores
  8. A Reconquista
  9. De Olhos Bem Fechados
  10. Highlander 2: A Ressurreição

Link do comentário:
link

Também não concordo.Se bem que filme "ruim" é difícil classificar. Tem muito filme que "ruim" que eu gosto - mesm osabndo que é "ruim" mesmo! Trashs como "O Vingador Tóxico" são "crássicos". Eles deveriam ter escolhido o termo "blockbusters ruins", para restringir o espaço de amostra. Mesmo assim, cadê "Armaggedon"? Cadê o filme da Madonna, feito pelo Guy Ritchie? Cadê A "Ilha da Garganta Cortada"?
(Os últimos exemplos para fixar a idéia que diretores NÂO DEVEM SE CASAR com atrizes. É melhor para ambos)

Titanic podia até fazer parte, mas não em primeiro. Ele tem alguns méritos, mas esse lance de ter recebido trocentos mil oscares aumentou sua repulsa. Se ele não tivesse ganhado tantos, não estaria nessa lista. Ou em primeiro.

Eu até defendo alguns pontos em "AI". Foi um filme infeliz. Mas há coisas piores... Cadê "A Dança da Morte"????

"Vanilla Sky" não deveria fazer parte da lista. Mesmo sendo uma refilmagem piorada do original espanhol, não é o 4o. pior filme do mundo... Cadê o "A Tempestade do Século"?

"A Bruxa de Blair" também não deveria fazer parte disso. Não que tenha gostado dele. Mas é um filme original e inovador1, principalmente no markentig interneteiro (que eu acompanhei na época). A continuação, sim, deveria estar aqui (não tive coragem de vê-lo até agora!2)

Não assisti3 "De Olhos Bem Fechados" inteiro, mas pelo que assisti, nunca deveria estar aqui. Vai ver, eram críticos puritanos ingleses demais... Ou, simplesmente, não gostam do Tom Cruise!

Todos o filmes não citados na lista (mas por mim), deviam por direito, fazer parte da lista, e nos primeiros lugares!

[]s
Sovibuster

ps: "A Dança da Morte" e "A Tempestade do Século" são filmes p/ TV (compactos de mini serie, agora eu sei...). Mas como citei no início, não houve restrição dos termos da pesquisa.
ps2: Highlander 2 não fez bilheteria suficiente p/ ser nem blockbuster. Ou para nada.

(Apenas para desenterrar esse post, publicar algo. Escrito em 06/11/2003, para a lista ETECA, com alguns pouco adendos aqui. Comenta vários filmes que não merecem mais que isso.)

1 Escrevi isso antes de assistir "canibal Holocauto". Esqueçam o item originalidade e inovador.
2 Já assisti (mês passado, na TV a cabo). Divertido...
3 Já assisti, e aprovei. O filme é boa, ops, digo, bom...