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quinta-feira, setembro 21, 2006

Meu Setembro Negro

A origem de todo  Mal....

Esse mês não foi lá um mês bom para mim. Foi um mês marcado pela podridão física. Aconteceram coisas muito legais, é verdade: fiz vários acertos de vida, dei inicio a atividades novas e conheci pessoas interessantes. Mas tudo isso foi marcado por algo . Uma dor mais forte. Depois de anos adormecido, de repente os meus dentes do siso resolveram me dar bom dia.

Começou com um dor leve e incomoda sob meu dente do fundo, na mandíbula do lado esquerdo. No domingo, dia 03. Quando saí de casa, me arrependi de não ter feito uma profilaxia mais vigorosa pela manhã. Quando voltei ao meu banheiro, tentei remediar isso. Ledo engano. Já era tarde demais. Já tive de entrar do diclofenaco potássico, em busca de paz. E de uma cura rápida. Aliviou, mas o incomodo persistiu. Por todo esse mês!

Não era a dor no dente em si, mas na gengiva que o rodeia. Algo persistente e muito, muito irritante. Meu humor foi às favas. E tudo tendia a piorar. Como piorou

Desde então, não houve um dia esse mês que não tenha tomando remédio. De seis em seis horas. Às vezes, dois de uma vez! Quis o destino cruel, que problemas em um das principais redes onde eu trabalho, fizesse com que ficasse sob o ar condicionado gélido - e isso catalisava a dor. E começou a se alastrar, atingindo a região periodôntica dos demais dentes próximos. Terça, dia 05, passei a tentar bocejos com Periogard, sob indicação de uma boa amiga dentista (mas infelizmente, longe demais para me ajudar in loco - não sabem o quão perto estive de pegar um avião e ir até ela! No fim, acho que sairia mais barato... além de muito mais agradável.)

Já na quarta-feira, dia 06, passei para a boa amiga Amoxilina - por indicação, tanto dela (viva o MSN!), quando do meu dentista aqui(teria começado sem isso, em verdade). Mesmo a perspectiva de trabalhar no feriado da Independência, dia 07, não me deixava tão angustiado. Já predizia um feriado perdido.

Acabei não indo para o serviço, afinal. Mas, apesar do bom tempo e da boa companhia, o feriado acabou mais cedo do que gostaria. Parte por causa desse incômodo irritante, que mesmo controlado, ainda me tirava do sério, e não me fazia aproveitar oportunidades que surgiam.

Decidido a ir buscar ajuda especializada (até que não demorou tanto, dessa vez...), marquei consulta com o dentista para segunda - afinal, não só estava em cima da hora, como tinha o emendo do feriadão, que muitos, mais sabiamente, o fazem. Durante esse fim de semana, foi a amoxilina e o cataflan que fizeram com que continuasse coexistindo com meus semelhantes (talvez não tão semelhantes assim).

Segunda, fui ter com meu dentista. Ele em si não faz trabalho buco-maxilo - é periodonto. Mas deu uma olhada, e a cerne de todo o problema eram os sisos mesmos, que acumulavam placa bacteriana em locais impossíveis de limpar e que deflagravam toda a irritação e infecção. Indicou um bom dentista nessa área, que havia inclusive, retirado os sisos de seu filho, e com consultório em frente. Acabei optando por ele, depois de ainda ver a opinião de outro doutor, indicado pelo meu ortodontista. A operação foi marcada para sexta-feira, dia 22. Duas semanas de espera, ainda!

Mas ate que preferi assim. Tinha de ser sexta, pois tinha o fim de semana para me recuperar. Histórias de arranque de sisos não costumam ser agradáveis E, como sempre digo, comigo a coisas nunca são fáceis. Fora que, no fim de semana iminente, haviam aniversários que não queria perder.

(Havia também a esperança, nesse ínterim, do problema desaparecer - e com isso, eu poderia desistir de tudo, covardemente. Creio que isso também passou pela minha cabeça).

Mas não só o problema persistiu - com variações de intensidade, dependendo da hora, local e humor, durante toda a semana. Mesmo mantendo a medicação. E na sexta, acordo com um bônus - tanto anti-inflamatório e tanto anti-biótico, minhas defesas foram pro vinagre (assim como minha flora intestinal, que deve ter virado o maior sahel). Acordo com dor de garganta! Como essas bactérias conseguiram sobreviver com tanto remédio em meu sangue, e ainda proliferar, me deixaram ainda mais preocupado - afinal, já devia ser uma cepa mais resistente.

O fim de semana prosseguiu assim. E, apesar de tudo, cumpri todos os meus compromissos sociais. Se eu vou trabalhar com febre, imagine se vou deixar de sair ou ir a qualquer evento por causa disso. Acordei 6h30, debaixo de um pusta frio e chuva, para ir a um curso - mas levei o cano do instrutor! Não que estivesse lá em condições de aprender algo. Mas foi chato... Ainda fui depois, na Santa Ifigênia, resolver um problema com um presente de aniversário para o filho de um amigo meu - que eu havia comprado. Resolvido o problema, havia o aniversário do moleque a noite (junto com outro, coincidente e convenientemente, na mesma hora e local). E como diria a bruxa do Pica-Pau, e lá vamos nós...

Só para complementar o sabadão, quando vou tomar meu banho recuperador, antes de ir para a(s) festa(s), derrete o fio do meu chuveiro, e dá curto em toda minha fiação, desarmando toda minha rede elétrica. Água fria na cabeça, na escuridão total e todo molhado, em busca da lanterna iluminadora (de um milhão de velas - quando comprei, me senti comprando uma arma desintegradora! Ela até se parece com uma. Nunca a apontei para ninguém...). Rearmei os disjuntores, menos o 220v, da rede do chuveiro. Estava em curto e lá se caiu toda a energia de novo, quando tentei. Bem, subi o que dava (micro e Internet estavam salvos, AMEM!), me troquei e deixei esse problema para o domingão. Sem esquecer os remédios de praxe.

Mesmo meio "tchalau", a noite foi muito legal, mais que salvando o sábado, e fim de semana em si. Volto para casa as 4h00, durmo às 05h00 e acordo as 08h00, atrás de eletricista. Ainda bem que o sindico esta lá, e da um jeito para mim, ainda pela manhã. À tarde, ainda saio, para mais uma empreitadas.

Segunda, acordo muito pior do que já acordara antes, tanto em relação ao siso quanto a garganta. E com tosse, evolução natural de toda dor de garganta que tenho. Remédios unidos (agora com um xarope) fui pro trampo. Dia de cão, mas foi o último. Terça, já estava muito melhor, e quarta, sem dor alguma - tanto de garganta quanto na arcada.

basicamente, como previra. Sabia que a boca pararia de encher o saco antes da extração dos sisos. Sem dor, havia chance de desistir da tão ameaçadora operação. Mas não foi assim que aconteceu. Eu não havia chegado até aqui, para desistir. E eu fui cumprir minha meta. Ou melhor, minha sina. Pelo menos, em parte.

[],
Sovi,quase sem juízo

(Esse é o post que mais se aproxima de um diário - algo que eu sempre evitei. E como podem ver pela data, ainda há o que se contar. Isso foi só o prólogo)

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