Está uns 60 contos por aí... Comprei o meu na FNAC Paulista, que ESTAVA dando -20% (colando os malditos adesivos na capa! Já fiz reclamação a respeito!), e sai 48 pilas. Está certo que pagar tanto por três histórias (o prólogo de "Nada", "Casa de Bonecas" propriamente dito, e o bônus "Homens de Boa Fortuna"), ou quatro (se contar a do "Chapeuzinho Vermelho") parece muito $$$. Mas em se tratando de Sandman, não é...
E eu acabei comprando... Mesmo tendo os antigos fascículos lançados pela editora Globo no inicio dos anos 90 (e muito bem conservados, ainda hoje!). Mais um rombo no orçamento....
Mais uma vez, a diferença de tradução é muito evidente. Principalmente em "Homens de Boa Fortuna", onde há zilhares de referências a história da Inglaterra, que duvido que os próprios ingleses saibam... A Editora Globo cortou tudo isso antes, colocando frases "parecidas" nos balões das falas, para não perder tempo explicando. Nessa nova edição, o texto está bem mais parecido com o original - e com milhares de notas de fim de texto.
Há vários ouros exemplos, onde Editora. Globo praticamente invertia o sentido da frase... Tradução às pressas, que até foi bem feita, diga-se de passagem... Muita coisa agora fez bem mais sentindo!
O trabalho nas cores também trouxe novos efeitos. A camiseta do "Terra da Alegria", com a estampa do Lobo Mau está muito mais evidente - uma ligação-chave com a história original do Chapeuzinho Vermelho,contada pouco antes....
Quanto ao conteúdo, o que há de se contar? Quase nada SE DEVE CONTAR. Deve-se ler. Mas vamos lá...
Começa com a (aparentemente nada a ver) história de Nada. Só há ligação (muito importante) em uma curta frase de uns dos primeiros diálogos no segundo capitulo. E que os mais desatentos podem até perder, uma vez que a palavra “Nada” tem um correlato em nosso idioma. Aí que começa a história de “A Casa de Bonecas”, um título que se torna evidente, já que uns dos itens chave do enredo (em todo o volume) é a manipulação. E, quase no auge da trama, quando a tensão da história está no seu maior apogeu, Gaiman CORTA todo “fio-da-meada”, e coloca uma história (aparentemente também, “nada-a-ver”), deixando a tensão no ar por mais um capítulo. Na encadernação, nem é tão grave, mas imaginem isso nos tempos da Editora Globo, quando a periodicidade era (ou deveria ser) mensal. Mas, como é uma das MELHORES HISTÓRIAS escritas (inspirado claramente em Highlander, de Gregory Widen), não há muito o que reclamar.
[ ]s
Sovi, o hieromante
(comprei a minha edição em 15/09/2005, e escrevi os seis primeiros parágrafos para a lista Eteca. Complementei agora)

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