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sexta-feira, setembro 22, 2006

Operação Setembro Negro

Se tudo mais falhar....

Finalmente, chegou o fatídico dia 22. Não que estivesse muito nervoso... Somente angustiado! Finalmente, arrancaria os malditos sisos, que tanto haviam tornado minha vida miserável no último mês!

Marcado para as 09h00 da manhã, creio que teria tempo suficiente para TODA a operação. Por mim, eu arrancaria OS QUATRO de uma vez. Não que seja um ato de coragem, ou algo assim. Muito pelo contrário. Não queria passar por isso duas vezes .O melhor, é ganhar tempo. Já que tinha de doer, que fosse tudo de uma vez.

Mas o primeiro ato de coragem, mesmo, foi tomar os 4 comprimidos, uma hora antes da mesa do dentista. Dois Amoxil e dois Decadron – de uma vez! Li e reli as indicações, e ainda liguei antes para confirmar... E como não teve jeito, fui tomar café da manhã em um lugar público, caso desse algum peri-paque. Acredito que, se alguém tivesse visto (ainda bem que ninguém repara em ninguém mesmo), teria pensando que seu estava tentando me matar com comprimidos.

Voltei para casa, peguei minhas malas – afinal, recuperação em casa dos pais, melhor não há – e fui cumprir o acordo com a cadeira de dentista. Busão e mala, combinação irritante, mas bem conhecida.

O escritório do dentista é bem interessante. Logo na entrada, há uma série de aparelhos odontológicos e remédios antigos. Um mini-museu. Espero bater uma foto, quando retornar. E a mensagem é bem clara: antigamente, seria bem pior...

Acondicionado na cadeira, vem a parte da anestesia. Eu tenho certa dificuldade em ser anestesiado. Desde pivete. Mas, na técnica do cara, isso não é problema. As primeiras picadas, e meia hora de espera ouvindo musica relaxante. Depois, outras anestesias. E mais música relaxante. Só que isso não funciona comigo – pelo menos, eu não deixo. Assim que virou as costas, voltei a sala ao lado, onde havia deixado minhas coisas, e peguei meu Palm. E comecei a digitar esse texto, da cadeira mesmo. Lógico que, quando voltou, o doutor não ficou muito contente, por não ficar quieto como devia. Mas não tem jeito, ficar parado é pior, e entramos em acordo (dei umas dicas de como configurar o notebook dele). Mais uma alfinetadas, e mais uma pequena espera, e o circo ia começar.

Vem ele e a assistente, colocam aquele saco azul em cima de mim, abre minha boca com um afastador, bomba de sucção a postos, e vamos lá.... Apetrechos de destrinchamento na mesa, colocados um por um pelo médico, em ritmo lento e ritual, lembram que os equipamentos odontológicos do mini-museu lá fora, não evoluíram tanto assim...

E vem aquele papo técnico entre eles. Termos que só eles entandem, e que só podemos especular. Assim como nós, informátiticos, comentando sobre DNS, DHCP, ADSL, CMD, e outros termos para impressionar pessoas em churrascos, era a vez dos técnicos de boca usarem seu vocabulário. Em cima de mim....

O primeiro a ser arrancado, o esquerdo de cima, estava mais fácil. Comecei a usar a técnica pai-do-andy-panda para me acalmar, contando até 10. não cheguei no 9. Foi arrancado tão rápido, que mal percebi. Somente quando as laçadas fecharam os pontos, vi que o dente já era. Mais um dente sãozinho, sem falhas, sendo arrancado...

Me animei um pouco. Tão rápido assim, poderia sair logo daquele lugar. Mas lógico que o dente inferior ia dar mais problemas. Como já disse antes, nada comigo é fácil. Uma coisa é você ouvir dos amigos que você é osso duro. Outra coisa, é ouvir isso de alguém tentando arrancar um dente seu, e dos difíceis. Mas logo o doutor viu o que estava “pegando”. Usando o motorzinho e a broca, e nem um pouco de amenidade (que não era nada necessário), já se livrou o que o prendia, cortou o dente no meio e arrancou tudo, Não durou mais que 15 minutos. Talvez até mesmo – mas é que do meu ângulo, tempo foi bem mais lento para passar. Mais uns pontos e tudo estava acabado.

Pena que a quantidade de sangue perdida nesse último dente revoltado foi deveras maior que o esperado. E, por isso, ficou adiado os dentes do outro lado da boca. Ao menos, esse estava desenvolvendo uma cárie-monstro, que já estava a décimos de milímetros do meu nervo. Foi arrancado na hora certa. Nãoq eu tenha ido verificar de perto – não fazia questão de ver aquele treco sanguinolento que havia saído da minha boca tão de perto.

O saldo final foi bem positico. Sai de lá, fui para casa dos meus pais, pegando ônibus na Rodoviária Tiete, tudo na seqüência.

Só utilizei gelo durante a primeira hora, e tomei um analgésico durante a viagem – a maldita gaze ficava incomodando, depois de passado o efeito de todo aquela anestesia. Mas depois de chegar em casa, e me livrar dela, nem precisei mais dele – não doeu o suficiente para justificar o gasto do remédio .

Agora, o que anda incomodando são os pontos. Que coçam. Mas nada demais, perto do que andei passando desde o começo do mês. Espero que a última etapa seja tão tranqüila quanto essa.

Mas, como dizem, na segunda é para valer....

[]s, Sovi, perdendo o juízo de vez

(Postado em 27/09/06. Mas mantenho o registro no dia em que iniciei o texto)

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