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quarta-feira, agosto 09, 2006

Nagasaki, 61 anos

Com amor, tio sam...

Hoje, Fatboy faz 61 anos de debut. Talvez seu irmãozinho Little Boy seja mais famoso. Mas só porque ele saiu primeiro pelo alçapão de descarga de bombas. E mesmo ele, andou meio esquecido esse ano. A não ser em sua cidade adotiva, Hiroshima. Provavelmente

Nagasaki não deve ter esquecido sua co-exclusividade conjunta. Elas devem brigar entre si ate hoje: a primeira, por ter sido a primeira a ser escolhida para ser bombardeada, sua destruição ter sido maior e ser lembrada até hoje. Enquanto que a outra só foi bombardeada por acaso, já que Tóquio estava encoberta por nuvens, e ainda ter uma destruição menor (apesar da bomba se mais power).E ela sempre lembrada sempre após Hiroshima. Sempre em segundo lugar.

O fato é que Nagasaki estava no lugar geográfico errado e no tempo histórico errado. Era a cidade errada para levar bomba. Era uma cidade singular demais, a mais "ocidental" do Japão. Por séculos, foi o único porto aberto a estrangeiros, enquanto toda Nippon se auto isolava do mundo moderno, mantendo-se no período feudal até Meiji acordar para o século XIX. Lá se concentravam, não só estrangeiros, mas também seus influenciados. Era dos últimos locais onde havia japoneses cristãos - fruto da catequização portuguesa 500 anos antes – talvez um dos poucos fracassos da Companhia de Jesus em cristianizar uma nação indígena. Era montanhosa, e conteria (como conteve) parte da explosão. O que deve ter frustrados muitos, que esperavam um espetáculo maior. Mas os americanos precisavam fazer a entrega. Não podiam, nem queriam voltar com o pacote de volta, assinado com tantos nomes (gostaria de saber como se sentiram apos a explosão, alguns dos que escreveram seus nomes e mensagens sobre a bomba a ser entregue).

Historiadores-do-mal (os mesmos que dizem que os americanos sabiam do ataque a Pearl Harbor, mas deixaram acontecer, para entrarem na guerra e ganharem o Mundo) dizem que o Japão já havia se rendido, após tomarem aquele tarubo nuclear dia 06. Só que foram pedir arrego justo para Stálin... o "aliado". Só que este "demorou" para dar o recado. Para ver se os EUA tinham outra Bomba A, ou não. E se tinham, melhor jogar ela sobre os japoneses, que sobre a Praça vermelha. Pode ser até teoria da conspiração, mas corrobora com a persona de Stálin. Cujo lema era: "Matar um homem é criminoso. Matar um milhão é estatística".

De qualquer forma, a bomba explodia naquela manhã. E pela segunda vez, em três dias, seres humanos foram atomizados.

Se algum dia encontrarmos civilizações extraterrestres, superiores ou igualmente avançados, provavelmente já saberão alguma coisa sobre nós. Que somos uma raça capaz de lançar uma arma nuclear sobre si mesma. Senão, teremos algo para ensinar. Ou mais provavelmente, para esconder.

[ ]s
Sovi-boy

(Quem esteve por aqui durante o mês de Agosto, notou que esse post só apareceu dia 29/08. Como é uma matéria "datada", alterei a data do post para dia certo em que caiu a bomba - e desde quando estava no meu Rascunho. E há muito mais em meus Rascunhos, podem esperar)

domingo, agosto 06, 2006

Hiroshima, 61 aos

Cuidado! Mas você já devia saber disso!

Impressionante, como não ouvi NADA hoje a respeito. Não que domingo seja um dia de se ter notícias – de todos os dias alienados, esse é mais alienante. E estou meio "isolado", de qualquer maneira. Tem que acontecer algo muito RUIM para tirar o povo da ilusão de seu fim-de-semana feliz, com seu esporte, seus programas e suas vídeo-cassetadas. Mesmo nas ditas “revistas de domingo”, o famigerado “Fantástico” e seu clone da Record. Não assisti eles inteiramente, mas não ouvi nenhuma chamada ao assunto. Ma-le-má, algo sobre a treta no Líbano. Talvez esse, um fator a mais para ao tocarem no assunto.

Gastaram toda saliva televisiva na década passada, "comemorando" os 50 anos. Mesmo ano passado, sexagenária, a data quase que passou em branco. Houve uma ou outra homenagem, documentário e afim. Mas a tendência geral é esperar os 75 anos... Ou centenário. Essas divisões de tempo que a mente humana tira do chapéu, dando mais destaque que datas “quebradas”, como 61 aninhos.

Tam! tam! Tam-tam! Tum... tum... Iiiii iiii. iiii...

Hiroshima é uma data especial demais para parar no limbo, desse jeito. Se a morte de todas aquelas pessoas serviu para algo além de estatística e resultados comparativos de teste nuclear, é o aviso que nos deixaram. Se as imagens que a TV nos mostra dos bombardeios sobre o Líbano nos choca, imagine que tudo isso não passa de cócegas frente a uma arma de destruição em massa atômica.

Nasci e meio a Guerra Fria, e mesmo pivete, aquela aura de Guerra Nuclear era bem palpável, principalmente para mim, que gostava de literatura, sobretudo ficção e ciência. Lembro de ter lido uma biografia de Einstein, onde parte da carta que ele havia escrito a Roosevelt, em prol da pesquisa para a confecção da bomba atômica. E como seus cálculos ajudaram a atingir aquela meta. Nesse momento, o via não só como o gênio, mas também como herói de guerra. E que devia ter orgulho por ter ajudado na vitória sobre o Eixo. Ledo engano. Foi só ler mais umas páginas. A verdade, foi bem outra: Einstein, depois de saber que os nazistas estavam longe demais para ter armamento nuclear, ainda quis impedir a pesquisa. Mas já era tarde demais. Mesmo sendo um pivô desse drama todo, ele nunca se perdoou. Ficou taciturno e magoado, descarregando tudo no seu violino, que sempre tocava para espantar a tristeza. Tocou a vida toda.

Essa reação me alertou sobre o drama. Não precisei assistir "The Day After" nenhum para isso (aliás, nunca o assisti – dormi quando passou no SuperCine). Bomba nuclear é um horror que mal temos noção. Pior, acham que tudo "passou". Hoje, só há guerras "tribais", onde só se usam armas "convencionais" (termo que nunca consegui compreender). Gente pobre, que só tem seus AK-47 e seus distantes sonhos nucleares.

O Paquistão tem a bomba. A Índia não só tem como agora tem o aval do Congresso Americano para comprar combustível nuclear dos EUA. A Coréia do Norte e o Irã têm programas, e gente disposta darem o comando "RUN", depois de compilado. Israel também deve ter a sua, há algum tempo. O dedo da Golda Meir deve ter coçado sobre o botão vermelho, quando foram cercados pelos árabes na guerra do Yom Kippor. Coceira forte o suficiente para fazer o Egito, o único que conseguia peitar na área, na época, dar para trás. Esses dedos devem coçar até hoje...

Gente "rica" também, não se esqueçam – a Europa toda tem das suas. Temos a França, por exemplo, ainda atomizando atóis no meio do Pacífico. E os EUA, com seu arsenal crescente, mesmo depois da URSS, não só parar a corrida armamentista, como começar um desarmamento UNILATERAL – logicamente, ignorado pela indústria bélica americana.

Hoje, as pessoas se preocupam com terrorismo... com se a morte de um punhado significasse algo, em comparação. Devem se preocupar sim, afinal, sse pdoe se o estopim – ou uma desculpa. Preocupam-se com guerra bacteriológica. Contra ela, temos a medicina, as vacinas, e em última análise, ao menos alguma coisa sobrevive – nem que sejam as próprias bactérias! Mas, o que temos contra a radioatividade? Nem as baratas sobrevivem – elas vivem MAIS UM POUCO, só isso.

[]s
Sovi, que não tem anda nesse mundo que não saiba demais

(E não se esqueçam de Nagasaki. Ou Chernobyl. Ou Goiânia.)

sábado, agosto 05, 2006

Estação Portuguesa - Tietê

Lúúúsaaaahhhh!

Uma tendência que pode parecer apenas “besta”, mas que, por mim, acho um pouco perigoso, como tudo o que se refere a esse esporte e a nossas massas: rebatizar as estações do Metrô com nome de times de futebol.

Começou anos atrás, com a adoção do nome para a estação “Corinthians – Itaquera”. Não só pelo gosto para lá de duvidoso para um nome de estação dita pública. Mas também porque nada tinha a ver com o clube. Se era para relacionar, deveriam ter batizado a estação Carrão (que de Carrão, não tem nada, ali ainda é pleno bairro do Tatuapé), esse sim, o mais próximo do Parque São Jorge.

Mas a estação deveria se chamar Itaquera. Só.

Timão! ê ô! Timão! ê ôooo! PORCOOO! PORCOOOOO!

Depois desse precedente idiota, torcedores de outras camisas ficaram “indignados”, e passaram a exigir a mesma “homenagem” também. E para atendê-los (afinal, é ano eleitoral), temos agora a estação “Palmeiras – Barra Funda”. Essa, talvez, a torcida que mais o “exigiu”. Talvez por isso, a estação Barra Funda seja verde... E esteja no exato oposto da Corinthians-Itaquera.

E para disfarçar, temos agora também a estação “Portuguesa – Tietê”. Mais um exemplo de mal gosto.

Não sou nada entusiástico com futebol. Nada tenho contra os clubes (e sim, com as torcidas organizadas). Mas essa “descaracterização” da nomenclatura das estações me incomoda. Deviam servir aos bairros onde se encontram, não a um clube que estão por perto.

Pode parecer uma crítica besta, mas “homenagear” determinados grupos, e não outros, E COM DINHEIRO PÚBLICO, não e parece perigoso. Primeiro, porque há diversos times de futebol na Capital. Quem será o próximo/ Juventus-Bresser? E, em segundo, vale lembrar que as placas mapas, indicações e afins não vão se modificar automaticamente. Alguém vai ter que pagar um cara ir até cada uma das portas de cada vagão, e colocar um novo informativo, com os novos nomes, por exemplo. Adivinhem com que dinheiro...

[]s
Sovi MST - Movimento dos Sem Time.

(“Sem Time” pode ser lido também como sem tempo... mas vou tentando manter esse espaço, mesmo empurrando com a barriga)

segunda-feira, julho 31, 2006

Eu vi a YANSAN (Ou: A Maldição de YANSAN)

oh!

Sexta-feira saio correndo para ver a sessão Curta 7 no Anima Mundi. Horário ingrato, 18h00. E o Memorial da América Latina no ponto mais distante possível de onde estava (no trampo). Seria muito pretensioso chegar a tempo – saí muito em cima da hora. Mas tinha que, ao menos, TENTAR cumprir minha promessa a Yansan. Pena que ela não engole esse tipo de desculpa...

O pior não foi ficar mais de UMA HORA preso no trânsito de São Paulo das seis da tarde. O pior foi ficar preso do ônibus COM UM BANDO DE MÓRMONS, cantando (muito desafinadamente) hinos de louvores, durante todo o tempo. Eles sabem realmente fazer com que o Inferno seja bem assustador...

Bem, não cheguei a tempo para ver a sessão. Aproveitei todo social da noite, mas o filme que e bom (também) ficou para a próxima. Próxima MOSTRA, já que estava de viagem marcada para sábado, quando seria a próxima sessão.

Mas Yansan tinha outros planos.

Afinal, ela é a senhora dos raios... E quando já estava em plena Rodoviária Tietê, puto da vida por ter perdido o ônibus das 09h00 e conformado em pegar o das 10h00, toca o celular... da empresa... TUDO FORA DO AR! E lá vou eu, de volta p/ firma... Mais puto, impossível.

Queda de força, azar ou raio que o parta. Sei lá o que houve. Sei sim... Foi A maldição de Yansan!. Para encurtar a história, saio de lá as 16h00, quando todo o sistema volta ao ar. A viagem, já era... Nada mais óvio do que cumprir minha pena (e como dizia Shadow, "Cumpra usa pena. Ninguém a cumpre por você."), e ir para o Memorial. E vê-la.

Ainda dei uma passada em casa, para dar uma relaxada leve, tomar um banhão e me preparar. Lógico que, com isso, QUASE PERCO a sessão de novo! Nem me atrevo imaginar o que aconteceria se tivesse pisado na bola com ela de novo...

Mas cheguei a tempo de pegar o ingresso com o Carlos. O pai da moça. De encontrar o pessoal, e ir ver a sessão.

O primeiro curta, "Dehors Novembre", apesar de até bem feito, não teve minha simpatia. O próximo, "Bid 'Em In", até despertou simpatia por seu tema, mas não pela sua execução.

Aí veio Yansan! O salto qualitativo era gritante. Ainda mais depois, quando veio o fraquíssimo "Opera". Depois, veio o bem melhor, "Lê Moulin", que salvaria a sessão, caso não houvesse Yansan. Depois, o chatíssimo "La Memoria Dei Cani" (foi o cão!) e, para remediar, o divertido "Walkampf", que agradou bastante. Depois, o psicodélico (nessas mostras, sempre tem dessas) "Careful" e, para fechar a sessão, sempre tem um divertido: "Citoplasmas En Medio Ácido", que eu já tinha visto (junto com todos que assistam MTV de vez em quando).

Depois teve a votação. Achei estranho, pois não havia urna – a cédula era recolhida por uma funcionária no fim da sessão. Mas não há o que duvidar da idoneidade da premiação.

Ou há? Yansan não ganhou NADA! Isso é um absurdo! Está certo que a mostra estava bem competitiva. Não era porque a sessão Curta 7 estava fraca, que as outras estavam. Quem acompanhou a mostra, apontou vários concorrentes fortes. E esses, acabaram por levar a melhor. Mesmo não tendo assistido a eles (só quando sair o DVD com o melhor do Anima Mundi 2006), confio na superioridade de Yansan. Foi uma pena não terem prestigiado ela.

Mas ainda está no início da carreira. Outras mostras e outras premiações virão. Há a próxima Mostra Internacional de Curtas de São Paulo. Vide horários abaixo. E as mostras internacionais. Quem sabe, Hiroshima... E além?

Mas, enquanto isso, espero que a Maldição de Yansan caia sobre os infiéis!

[]s
Sovi, o filho-da-santa

Mostra Internacional de Curtas de São Paulo

Cinesesc (Rua Augusta, 2075):
25/08/06 - 18:00

MIS (Av. Europa, 158):
26/08/06 - 21:00

Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000):
30/08/06 - 18:00

sábado, julho 22, 2006

Actraiser - A Jornada

Corre corre corre core corre...

Estávamos nos primórdios da era dos 16 bits. E estávamos nos primórdios de nossas vidas também: eu, o Hildo, o Jomar e o Agnaldo. Estávamos em 1991. E tínhamos um recém lançado Super Famicom (na verdade, era do Jomar, mas...). E apenas três cartuchos: "Super Mario World", "Final Fight!" e "F-Zero". Já jogados a exaustão. Precisávamos de um novo game. Não sei quem, mas se descolou o endereço de um muambeiro, que trazia. Só que ficava num lugar de outra cidade, São Caetanodo Sul, depois da divisa.

Percorremos ao Guia de Mapas de São Paulo. O ponto de ônibus mais "próximo" dos ônibus que conhecíamos parava no inicio da Avenida Renata, no meio da Zona Leste. Tínhamos (o Jomar tinha) grana para a fita, mas não para buso nenhum. Sem saber direito como chegar, decidiu-use ir a um ponto “próximo”, e seguir “parte” do caminho a pé. Cabacisse geral. Vão vendo...

Descemos a Avenida Renata lá pela 09h00. Animados pela companhia, pelo passeio e pela perspectiva de uma nova fita. Não só no sentido figurado - é um decidão mesmo. E tudo que desce, vira subida mais para frente. Quando começamos a subir, começamos a subir MESMO. Tivemos que atravessar a Vila Alpina, não tem esse nome à toa... Mas antes, passamos pela Vila Formosa, Vila Ema, Vila Margarida, Vila Ivone, Jardim Independência, Vila Prudente, e outros recônditos da ZL, atravessamos a Sapopemba, a Anhanhanhaia Melo, a Oratório, a Costas Barros, e em algum momento, a Avenida do Estado. Virava uma rua, atravessava outra, desvirava a próxima. Uma verdadeira peregrinação. Pegamos sol, pegamos chuva. Um verdadeiro senhor dos anéis!

Para encurtar a historia, chegamos ao dito lugar TRÊS DA TARDE. Cansados (todos com o característico físico de adolescente nerd, imaginem o estado), famintos (sem grana para buso, imagine para almoço) e esfarrapados (nem sei como deixaram a gente entrar - vai ver, estavam acostumados a receber esse tipo de gente).

O importante e que chegamos a terra de Mordor, ops, digo, comprarmos o tal jogo. Não participei das negociações (não tinha lá cabeça para mais nada), mas a fita que buscávamos já havia sido vendida, ou o dinheiro não dava. Só sei que para não perder a viagem (e o Jomar, a vida), acabou comprando outra, a Actraiser.

Aí entra mais um detalhe, que não estava planejado ainda: voltar... Mais uma vez, uma caminhada ate um ponto de ônibus conhecido o suficiente, para pegar um ônibus para casa. Chegamos quase as 20 h. Tempo suficiente para colocar o cartucho, que, lógico, não funcionou de primeira, nos deixando naquela tensão frustrante. Na verdade, o jogo demorava um pouco para "carregar", a tela ficava toda "apagada", ate que o logo aparecesse e se movimentasse. Mais cabacisse...

Demos start. Caímos numa "nuvem", que so andava para lá e para cá. Conseguimos chegar a um menu cheio das opções - EM JAPONÊS, óvius. Não sei como, mas chegamos a opção certa do menu, estando na posição certa no mapa. E entramos na porrada! (isto é, na ação do jogo propriamente dito - sem bem que quase rolou porrada de verdade, naquela altura do campeonato).

Matamos uns monstrinhos, tomamos umas bifas, até chegamos no primeiro mestre. E morremos.

Ai já era tarde pra caramba e fomos cada um para seu canto, lamber as feridas.

Mas não se enganem. Valeu MUITO a pena ter esse jogo (depois que aprendemos como jogar). Um dos melhores lançamentos para Super Nintendo.

[ ]s,
Sovi, o peregrino

(Breve, comentarei do jogo em si. É um dos que mais gosto.)

sexta-feira, julho 14, 2006

YANSAN - Pré crítica & Divulgação

Olhem para os olhinhos de Yansan. Yansan olha por vocês.

Prestigiem!

O novo filme do Carlos!

Apesar de ser amigo de eras, e acompanhar a carreira desde os primórdios, o FILHO DA PUTA não deixou que eu assistisse o filme em DVD.

CERTO ELE! Mal posso esperar para ver a animação completa, aqui em São Paulo. Malditos cariocas, que assistirão antes... Coisas de Animamundi, fazer o que?

Mesmo não tendo assitido o filme finalizado, acompanhei toda a pré-produção, a confecção de várias cenas e o trabalho árduo que dá fazer uma animação, mesmo "curta" como essa. Se algum infiel acha que é moleza, só ficar sentado na frente da estação de trabalho, dar uns cliques aqui e umas puxadas em nodes acolá, está POLIGONALMENTE enganado! É um trampo do cacete, e só com muita PACIÊNCIA e muito SUOR sobre o teclado, sai uma produção dessa. Mais que TÉCNICA, mais que EXPERIENCIA, mais que VONTADE DE VIAJAR para as mostras e mais que GANHAR UM MONTE DE PRÊMIOS nacionais e internacionais, tem que gostar do que faz...

Vou deixar essa rasgação de seda e puxa-saquismo descarado, antes de comprometer mais. De qualquer maneira, o ANIMAMUNDI está aí, mais uma vez. Assistam as animações, e comparem. Não percam!

[ ]s,
Sovi San

(está aqui a programação COPIADA do site oficial)


Animamundi - Sessão CURTAS 7

Rio de Janeiro

CINEMA ESTAÇÃO BOTAFOGO

14/07/2006 - 16:00
18/07/2006 - 14:00

PRAÇA ANIMADA - CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS
15/07/2006 - 13:00
20/07/2006 - 11:00

CINEMA ODEON BR
16/07/2006 - 13:30
19/07/2006 - 17:00

São Paulo

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA - SALA 1
28/07/2006 - 18:00

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA - SALA 2
29/07/2006 - 19:00

quinta-feira, julho 13, 2006

São Paulo em Sitio – Parte IV

Panela paulistana para panelaço

Acabou a Copa do Mundo, e o PCC, como bons brasileiros que também são, voltaram a realidade. E voltaram a suas atividades, como todos nós. Talvez um pouco mais frustrados. Como a maioria nós.

Eu culpo mais é a TV brasileira. Não a Globo protecionista, SBT apático ou BAND sensacionalista. Eu culpo a PROGRAMAÇÃO. Se, no início, tudo se resolveu com TVs para assistir a Copa nas prisões, sem ela, não há nada que os entretenha agora. Se a PROGRAMAÇÃO fosse melhor, talvez menos ônibus tivessem sido incendiados. Não pensem que uma TV a Cabo, plano Ultra ++ plus , para a carceragem ver, poderia resolver. A programação da TV paga anda tão ruim quanto da TV aberta, hoje em dia. Enquanto antes perceberem que a solução está na televisão, mais rápido voltaremos a programação normal. Até que o PCC descubra como é legal jogar FIFA 2006 (duvido que curtam GTA) no PS/2, e comecem a exigir videogames para todos. (Vou mandar essa sugestão pro Marcola...)

Mas voltando a falar (mais) sério. Se fala em nova crise. O CARALHO, é a mesma. Só tivemos um interlúdio futebolista. A mais de semanas, começaram a atacar a polícia. Mata um aqui, outro ali. COMO SE FOSSE A COISA MAIS NATURAL DO MUNDO! O tom da notícia é esse mesmo! Assistam ao noticiário, entre um a desculpa do Roberto Carlos ou do Ronalducho. Todos tentando tapar o sol com a peneira, pensado na eleição.

Agora, mais uma vez, sem condução para o trabalho, e São Paulo pára. Pára, não, manca. Continua andando, aos trancos e barrancos. A gente se nos espremendo nos poucos ônibus que circulam, pegando várias baldeações, andando a pé, encarando filas e ainda se ressentindo por chegar tarde no serviço, com medo dos descontos que o Patrão pode fazer na folha de pagamento. Mas, com é bonzinho e compreensivo, não faz.

NOS RECENTIMOS DA FALTA DE ONIBUS, das (talvez a menor das) conseqüências. Chego a desejar que o PCC atue ainda mais. Transforme Sampa na Faixa de Gaza sul-americana. Aliás, a vendo a reportagem de uma e depois da outra situação, não há (in)diferença.

Quem sabe a população perceba que, cedo ou tarde, você, ou alguém de quem goste, vai morrer nessa história. Provavelmente irá sobrar uma bala perdida para mim também. Mas o brasileiro no geral, e o paulistano em particular, não acordam. Acha legal ter desculpa para não ir, ou para chegar tarde no serviço...

REALMENTE, cada povo tem o GOVERNO QUE MERECE.

Tenho que admirar os POLÍTICOS do PSDB, também, que tentam (e conseguem) REVERTER a situação. Os ataques estão acontecendo porque estão ATUANDO MAIS na questão da segurança, e por isso, os "bandidos" estão respondendo. Pior que esse papo de político cola. Ambos saem ganhando, e Lestásia e a Oceania, ops, digo, o. PCC e PSDB. Sendo que o segundo parece depender mais disso que o primeiro.

Devíamos estar na Av. Paulista, ou em frente ao Palácio do governador, em protesto. Devíamos ter PARADO TOTALMENTE São Paulo! Feito um panelaço. Porque a Argentina passa a gente? Porque são MAIS POVO. Eles não engolem esse tipo de coisa. Nem esquecem, e brigam por seus direitos para SEGURANÇA, TRANSPORTE, RESPEITO. E brasileiro fica feliz porque saiu depois dos argentino na Copa. Talvez, no caso deles, um pouco menos frustrados. Não como a maioria de nós.

[]s
Sovi, o brasileiro (que ao menos escreve – mas protegido confortavelmente na mesa de trabalho...)

(Vejam os capítulos anteriores: 1, 2 e 3. Talvez, nunca o FINAL)

quarta-feira, julho 12, 2006

Sandman: Um Jogo de Você

Minha vez! Passo... Truco!!!!

Aproveitem a promoção da FNAC Paulista, para variar, dando 20% de desconto no lançamento. Será difícil achar esse preço depois, assim na lata. Só tomem cuidado com a encadernação: a minha veio com a capa toda solta. Foi trocada, óvius, por uma em boas condições. Mas continuo cismado que a encadernação não esta boa, como as outras.

Houve um pouco atraso, mas altamente justificável. A Conrad segue firme e forte, e lança o novo volume encadernado de Sandman: Um Jogo de Você. Um pouco estranho para mim, pois "pula" as historias "solo" de "Espelhos Distantes". A compilação dessas histórias (e que não saíram em seqüência, de qualquer modo) deve sair em breve, em novembro (em combo com "Convergência").

Mas voltando ao jogo. Essa edição marca a ultima serie lançada de forma completa, pela Editora Globo. As diferenças de tradução são bem evidentes, pois a primeira omitiu alguns "palavrões" e textos de sentido duplos (como chamar Tessaly de "baunilha", ao invés de simplesmente "careta", como fez a Ed. Globo no inicio dos anos 90). Claro que isso requer mais dos posfácios explicativos, mas ate que nessa historia, este bem comedido.

Mas falando nisso, NÃO LEIAM O PREFÁCIO, pelo menos não antes de ler a serie. Ele entrega vários pontos, e da vários spoilers. Depois de ler, fiquem a vontade para comparar o que o cara escreve com a historia. E interessante, mas já li prefácios melhores.

Originalmente, era para ser uma sub-trama de "A Casa de Bonecas". Que acabou ficando de lado. Há um "que" de manipulação nessa historia, herdada. Mas a trama evoluiu dentro da cabeça maluca de Gaiman.

O resultado foi a historia MAIS FEMININA que ele já escreveu (e eu li). Praticamente protagonizada por mulheres (inclusive Wanda), e um mergulho aos sonhos e pesadelos das mulheres. Barbie esta lindamente desenhada, e há um apuro visual caprichado, em sintonia com a historia. Mas não vá pensando que a historia é bonitinha e tal. São poucas as revistas que mostram um bebe recém nascido ser eviscerado...

[ ]s,
Sovi, o hieromante

(Estamos voltando a nossa programação normal....)

quarta-feira, julho 05, 2006

Eu, a NET e a Internet - Parte I

Fora do ar...sshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Estou em um período bem turbulento, e isso se reflete nesse pobre e indefeso BLOG. Um dos motivos, dentre outras desculpas, foi que minha internet foi PODADA. A NET TV (ou melhor, o sistema de cobrança deles) NÃO QUIS me cobrar, apesar de estar tudo certo no débito automático... Aí, veio um cara aí, com um tesourão, e... snikt! no meu cabo ... :((((

Abaixo, o e-mail que enviei ao ombudsman:

Cara NET,

Vou descrever os eventos que ocorreram, para, primeiramente, explicar o problema, e, em segundo lugar, porque não consigo mais contar essa história toda vez que ligo para vocês.

Quando fiz a assinatura com vocês, optei por débito automático na minha conta no banco. Tudo ocorreu bem, até fevereiro desse ano, quando houve um erro junto ao banco, justo na época da quitação da mensalidade, e não houve saldo para completar o débito.

Fui notificado pela NET, e entrei em contato com vocês. Pedi para que o valor fosse adicionado na fatura de MARÇO. Porém, a atendente disse que o SISTEMA não o permitia. Pedi então o envio do boleto, para pagamento no banco.

A fatura do mês de março foi debitada automaticamente (com um acréscimo, ainda - mas com o problema foi em meu banco, acabei aceitando)

O boleto foi enviado, porém não estava no formato adequado. Era quase um aviso. Não havia sequer código de barras. Fui até o banco, peguei fila (já que, sem código, não havia como usar o caixa automático). Mas o banco se recusou o pagamento, justamente por isso.

Entrei em contato com vocês, novamente. Pedi o envio de outro boleto, dessa vez com código de barras. O boleto foi enviado. Fui novamente ao banco. Peguei novamente a fila. Mas, na hora de pagar, novamente foi recusado. Só havia uma via, e o banco precisava, ou ficar com uma, ou me dar uma.

Pela TERCEIRA VEZ, entrei em contato. Contei o porquê que não haviam aceitado o boleto. E pedi para ser enviado um boleto correto, de modo ao banco aceitar. E ainda insisti para ser debitado junto com a fatura de abril, a fim de evitar outra ida ao banco. Tive esperança que isso tivesse acontecido, uma vez que nenhum outro aviso mais foi enviado.

ONTEM, desligaram minha conexão. Sem qualquer aviso.

Seu SISTEMA simplesmente não mais debitou automaticamente as mensalidades. Apesar de estar devidamente autorizado junto ao banco.

Entrei em contato com vocês ontem. A atendente me explicou que o sistema parou de processar minha conta, por causa do problema em fevereiro (então, porque debitou MARÇO?). E que o técnico foi, por solicitação do sistema, desligar o cabeamento. E que deveria conversar com a COBRANÇA, em primeiro lugar. E me passou o número (2112-2310).

Entrei em contato com esse telefone. A atendente me explicou que não poderia fazer nada também. Deveria esperar a baixa do técnico que havia ido até o condomínio. Que havia essa dívida desde fevereiro (ou abril), porque o sistema simplesmente não debitou o que deveria. Ainda falou que o valor inicial do problema (a fatura de fevereiro) podia SIM ser debitado junto com a de março. E que havia ainda um modo de imprimir o boleto corretamente, através da Internet. Não verifiquei nenhum desses fatos, mas muita dor de cabeça poderia ser evitada, desde o começo, se algo assim tivesse sido feito, ou me avisado.

Liguei hoje, novamente. Com a cabeça "mais fria". Mais uma vez, a Central não conseguiu lidar com meu problema. Mandaram novamente falar com a COBRANÇA, mas em outro telefone (3526-3330).

O atendente levantou meus dados, e as seguintes soluções: o RELIGAMENTO só se efetuaria DEPOIS de quitar todo o montante. Eu não tenho como quitar quase R$ 500,00 de uma vez. Uma coisa é programa os 113,00 por mês. Poderia parcelar ATÈ em 3x, mas só depois de quitar o terceiro mês, que seria religado. Tudo absurdo.

Esse meu é e-mail é minha última tentativa de conseguir um meio de resolver esse problema. Cada vez que entro em contato com a NET, você parece fazer pressão para que eu DESISTA dos seus serviços. E conseguiu me convencer. Realmente, isso é o melhor que devo fazer, pelo jeito.

[]s
Sovi Returns

(Algum resultado eu já obtive. Vieram religar o cabo hoje (era para dia 03/07). Como podem ler, isso não termina aqui....)

quarta-feira, junho 28, 2006

Os Piores Filmes do Mundo (até 2003)

Rose... Jack! Roseeee... Jack! Roseeblurg. Gasp! Burgh! Blub! Blub bgub glub...
  1. Titanic
  2. AI: Inteligência artificial
  3. Pearl Harbor
  4. Vanilla Sky
  5. A Bruxa de Blair
  6. Batman e Robin
  7. Os Vingadores
  8. A Reconquista
  9. De Olhos Bem Fechados
  10. Highlander 2: A Ressurreição

Link do comentário:
link

Também não concordo.Se bem que filme "ruim" é difícil classificar. Tem muito filme que "ruim" que eu gosto - mesm osabndo que é "ruim" mesmo! Trashs como "O Vingador Tóxico" são "crássicos". Eles deveriam ter escolhido o termo "blockbusters ruins", para restringir o espaço de amostra. Mesmo assim, cadê "Armaggedon"? Cadê o filme da Madonna, feito pelo Guy Ritchie? Cadê A "Ilha da Garganta Cortada"?
(Os últimos exemplos para fixar a idéia que diretores NÂO DEVEM SE CASAR com atrizes. É melhor para ambos)

Titanic podia até fazer parte, mas não em primeiro. Ele tem alguns méritos, mas esse lance de ter recebido trocentos mil oscares aumentou sua repulsa. Se ele não tivesse ganhado tantos, não estaria nessa lista. Ou em primeiro.

Eu até defendo alguns pontos em "AI". Foi um filme infeliz. Mas há coisas piores... Cadê "A Dança da Morte"????

"Vanilla Sky" não deveria fazer parte da lista. Mesmo sendo uma refilmagem piorada do original espanhol, não é o 4o. pior filme do mundo... Cadê o "A Tempestade do Século"?

"A Bruxa de Blair" também não deveria fazer parte disso. Não que tenha gostado dele. Mas é um filme original e inovador1, principalmente no markentig interneteiro (que eu acompanhei na época). A continuação, sim, deveria estar aqui (não tive coragem de vê-lo até agora!2)

Não assisti3 "De Olhos Bem Fechados" inteiro, mas pelo que assisti, nunca deveria estar aqui. Vai ver, eram críticos puritanos ingleses demais... Ou, simplesmente, não gostam do Tom Cruise!

Todos o filmes não citados na lista (mas por mim), deviam por direito, fazer parte da lista, e nos primeiros lugares!

[]s
Sovibuster

ps: "A Dança da Morte" e "A Tempestade do Século" são filmes p/ TV (compactos de mini serie, agora eu sei...). Mas como citei no início, não houve restrição dos termos da pesquisa.
ps2: Highlander 2 não fez bilheteria suficiente p/ ser nem blockbuster. Ou para nada.

(Apenas para desenterrar esse post, publicar algo. Escrito em 06/11/2003, para a lista ETECA, com alguns pouco adendos aqui. Comenta vários filmes que não merecem mais que isso.)

1 Escrevi isso antes de assistir "canibal Holocauto". Esqueçam o item originalidade e inovador.
2 Já assisti (mês passado, na TV a cabo). Divertido...
3 Já assisti, e aprovei. O filme é boa, ops, digo, bom...

terça-feira, junho 20, 2006

Wííííiííííííí! Parte ÍÍ

Nintendo!... Sony!... BIL GATES!!!!

A briga pelo mercado de videogames será deveras interessante, quando todas as cartas estiverem na mesa. Há apenas três concorrentes dessa vez - Sega, SNK, Phillips, todas já arregaram... E até agora, somente a M$ (a empresa "caçula" no ramo) lançou o seu videogame de última geração, saindo na frente. Mas essa vantagem pode ser ilusória - vide o triste destino do DreamCast, da SEGA - antiga grande rival no mercado de consoles domésticos..

Ele traz MAIS do MESMO. É GRANDE para um console moderno (lembra até o NeoGeo CD), já que se trata de um PC "modificado" - as placas mães de PC não se miniaturizaram o suficiente ainda. Mas já herdou de seu predecessor, o XBOX, a conectividade online, que por si só, já é revolucionária para o mercado de videogames domésticos. Tem muita gente jogando, e até, extrapolando, os "limites" do videogame. Quem já assistiu os episódios da série "RED vs BLUE" e o talk show "This Spartan Live", realizados dentro do mundo online de HALO/HALO 2, propiciado pelo sistema XBOX Live, sabe do que estou falando. E há um trunfo que muitos estão esquecendo: a evolução do XBOX Live para o Live Anywhere – a possibilidade dos jogos "cross-plataform", entre o XBOX360 e o Windows Vista (e Windows Mobile). Já foi demonstrado os games Shadowrun, e HALO 2 deve seguir o mesmo principio – apesar de terem dito que não será "compatível". Ele é o carro-chefe do XBOX360 e será lançado EXCLUSIVAMENTE para PC, rodando no Windows Vista... Tá bom, acreditamos em papai-noel também... Se não HALO 2, o 2+, ou 3, com certeza, será cross-plataform. E as softhouses já devem lançar jogos assim, principalmente as que já têm o (bom) costume de lançar jogos semelhantes para micro e console, tipo a EA. A Microsoft pode ser muitas coisas (pejorativas), mas não é burra... E promete lançar o XBOX360 no Brasil oficialmente!

A Sony promete uma revolução no hardware do PSX3, um processador miraculoso CELL (que ninguém sabe direito o que é, só que é MUITO foda...), drive Blu-Ray (que ninguém sabe direito o que é também, mas tem poder de armazenamento e leitura MUITO fodas – deverá substituir o DVD, mas está muito cedo, na minha opinião) e saída HDTV (que não é lá revolucionário, mas já é o padrão adotado no Brasil). Seria algo como lançar o PSX2 em 1994, ao invés de lançar o (então simplório, mesmo para a época) PSX. Mas até agora ninguém viu... De qualquer maneira, vai continuar sendo MAIS do MESMO também. Mais bonito, mais rápido, mais vídeos, mais tudo.

Mas vai herdar a liderança do mercado. Será compatível com jogos anteriores de PSX e PS2, o que já lhe garante uma biblioteca de jogos respeitável. E irá herdar os PARCEIROS da Sony. E esses parceiros podem fazer a diferença. O próprio controle analógico foi criado por terceiros, antes de ser fagocitado pela Sony. Tem os já consagrados "tapete de dança" e a série Dance Dance Revolution, que já inovaram a forma de jogar nos anos 90.

Would you like to play a game of chess? I play very well.

E HOJE temos o EyeToy, a "webcam" criada pela Logitec (que tem o design do antigo modelo de PS2), que detecta movimentos – na verdade, é o estúpido poder de processamento do PS2 que separa o jogador do ambiente, e interpreta seus trejeitos - e cuja tecnologia tem se aperfeiçoado jogo. A Série EyeToy traz os excelentes "EyeToy: AntiGrav" e "EyeToy: Kinetic". E outras produtoras como a Sega, já estão apostando na tecnologia. Se o modo de jogar é o novo paradigma dos consoles, ela está muito bem amparada.

E temos o Nintendo Wii...

[]s
Sovi, que queria ter mais tempo para jogar

(Temos ainda que ver o fator Preço e o fator pirateável...)

domingo, junho 18, 2006

Na teia das Aranhas

Homem aranha africano o caralho!

Não foi no domingo esperado, mas terminei de ler Os Filhos de Anansi. Talvez tenha deixado coisas importantes de lado para poder me dedicar a ele, mas não há arrependimentos – foi o livro certo na hora certa. Sem sua companhia, minha vida teria sido mais miserável nesses meus dias.

Ratifico tudo o que escrevi nas minhas primeiras impressões do livro, quando o comprei. O livro é muito bom, bem escrito e bem traduzido. Leitura fácil, desde que você aceite o que Neil Gaiman escreve. Sem muitas reservas. Deixe o texto fluir e aceite o mundo descrito por ele como ele é. Porque é assim que ele é. Como o autor mesmo escreveu uma vez em Sandman (no. 39, série "Convergência"), sempre acredite na história, e não em quem a conta.

(Foi quando ele disse isso, que Anansi nasceu. Talvez nem Gaiman saiba disso)

Ainda não gosto da capa nacional, principalmente pela disposição das letras do nome do autor e título. Mas a capa gringa, apesar de ser esteticamente mais bonita, é vazia: lembra os combates épicos e forças divinas, em "Deuses Americanos" (mais uma vez, com o uso da queda de um raio). Nada a ver!

Apesar de estar imerso no "mundo" criado em "Deuses Americanos", não é nada-nada obrigatório ler esse livro antes. São obras muito diferentes MESMO, em quase tudo, desde o estilo narrativo até o tom mais leve e humorístico deste aqui. A única ponta de ligação entre as obras é uma personagem coadjuvante (mas bem marcante) em ambas: Anansi.

Para quem não é familiarizado com o folclore africano, já deve ter ouvido esse nome na cultura pop. Anansi aparece em várias outras histórias por aí. (Assim como várias outras personagens vinculadas a ele, como o "Velho Tigre"). Não é copyright de Gaiman, ou nada disso. Até em episódio do "Super Choque", ele já contracenou. Mas isso é de sua natureza.

Só que somente Gaiman para dar uma roupagem nova ao tema, que o torna tão personagem de Gaiman quanto Sandman, Orfeus ou a Morte.

[]s
Sovi, ainda preso a teia

(a Conrad atrasou o lançamento do novo volume de Sandman encadernado, por causa desse livro. Justificável, desde que não adie demais...)

quinta-feira, junho 15, 2006

Chaves para Jogo

O que já tivemos que fazer para poder jogar hoje no micro

Quando escrevi o post sobre "The Thing", terminei a matéria dizendo que jogava através de meu controle de PS/2 conectado por um adaptador USB. Só que havia um porém... O jogo NÃO tem suporte a joystick... E antes de cair em contradição, e acabar com a confiabilidade desse blog (se é que há), e, principalmente, alguém ache que possa ganhar o troféu cata-piolho em cima de mim, vou explicar como. Pensei em fazer apenas um pequeno adendo, mas vale a dica, para outras eventuais ocasiões. Lá vem história....

No início, eu ODIAVA jogar usando teclado... Estava acostumado a (e adorava) joypads - aqueles teclados AT/XT monstruosos eram pouco precisos e muito desconfortáveis. E assim continuou, mesmo os teclados dando uma melhorada. O ápice foi quando inventaram a MALDITA tecla Windows, que fica entre o CTRL e o ALT, e sempre era acionada no meio do maior tiroteio dentro do DOOM, saindo da tela do jogo e travando toda rede IPX.

Aí vieram os jogos verdadeiramente 3D. E, junto com o tecladão, o mouse passou a ser parte indispensável do controle das personagens, seja na mira, seja para ver o cenário, seja para direcionar o jogador. Creio que deixei jogos de tiro de lado nessa época, e passei a me dedicar a jogos estratégia – onde o mouse é o principal modo de operar, e o teclado, apenas suporte secundário.

Os gamepad de PC sempre foram ruins... Os poucos bons, custam os polegares das mãos... Quando começaram a adaptar os controles de PSX para PC, através da LTP1, foi a redenção! Ótimo custo-benefício – nunca mais fiquei sem um no micro!

Só que nem todos os jogos p/ PC saem com suporte a controle. Muitas vezes não tem jeito, o game não foi feito para ser jogado assim. Em outros casos, um controle via joypad faz falta. Ou mesmo uma "junção" entre eles. É o caso de "The Thing".

Aí, entra um (bom) programador japa, que criou um programinha que resolve isso: Joy2key.

É um emulador de teclado para joystick. Está bem, eu explico: você atribui teclas a controles do joypad. Movimentos e botões do mouse também. Aí, se no jogo você utiliza as letras "W" para avançar, "S" para recuar, "A" para esquerda e "D" para direita, você associa essas letras às direcionais do joystick. Assim por diante. É um programa LEVE e SIMPLES, quase sem mudanças desde que foi criado, em 1999 (para win95). Quase não ocupa memória e fica em "background", sem importunar ninguem. Funciona desde para jogos em janela DOS até sob pesados jogos DirectX.

Isso também abre um novo leque de configurações. Não só para jogos, mas para programas no ambiente Windows. Tenho perfis criados para utilizar o controle em visualizadores de imagens e leitura de PDF, por exemplo. Até navegação na Internet. Principalmente porque, nem sempre estou ergonomicamente sentado a frente do micro. Ele fica do lado da minha cama... :)

[]s
Sovi2key

Download: Joy2key 3.7.9 (308 k)

(Demorou, mas eu acabei gostando da combinação mouse+teclado que os jogos de PC trazem. Foi ote mpo de mais algumas sinapses se formarem no meu cérebro...)

segunda-feira, junho 12, 2006

O Valor do Caché

Como esses caras feios podem ter essas francesas lindas?

Quebrei meu jejum em cinema, finalmente. Em épocas de peso-pesados, como "O Código da Vinci" (que somente uma companhia feminina me levará para assistir) e "X-Men III – O Conflito Final" (malditos subtítulos nacionais!), optei pela sugestão (sempre levada muito em conta) de um amigo, e fui assistir "Cachê". Outro amigo meu (atendendo ao mesmo conselho) foi quem agitou a coisa toda, de última hora. Ainda bem que não fomos sozinhos – é um filme que pode gerar HORAS de discussão. Necessária. Não ter com quem conversar sobre o filme depois, seria uma tortura!

É um filme europeu francês (oui!), com atores desconhecidos para nós (salvo, talvez, Juliette Binoche). Uma das coisas engraçadas em assistir filme europeu é o FENÓTIPO dos atores – você NÃO precisa ouvir o cara falar em francês para saber que o cara é de lá. É só olhar o nariz! E os vincos no rosto dos mais velhos, e outras particularidades francas. Há realmente, uma IDENTIFICAÇÃO racial entre os povos europeus, que a gente, acostumados a essa misturada genética daqui, não consegue sacar, e o quanto isso interfere no subconsciente (e no consciente) de uma população.

(As francesas continuam a manter a boa fama que merecem)

O filme pode ser visto de vários ângulos (por isso, se discute se muito depois!),e esse aspecto racial é uma das alegorias. O filme é cheio disso. A história em si é apenas o fio condutor. Mas não deve ser desprezada. Senão, não estaria comentando tão bem = DETESTO filmes puramente alegóricos. Mas esse se salva, graças, sobretudo ao final.

A personagem principal é a uma FAMILIA FRANCESA típica, de classe média (para nós, terceiro-mundistas, média alta), com destaque para o pai. Aliás, percebe-se que não há lá muita diferença entre eles e nós, no quesito família. Aliás, em quase nada há diferenças. Esqueça pontos turísticos, Torre Eiffel e Arco do Triunfo. As locações são avenidas e ruas NORMAIS, iguaisinhas a que andamos aqui, principalmente nas cidades do interior. Gente normal. Podemos nos identificar com eles, seu cotidiano e seus esqueletos escondidos no armário.

Mas os problemas sociais, não. Ainda bem. Praticamente, tudo que hoje assusta o cidadão gaulês está no filme: gente de oura cor pelas ruas, argelinos rancorosos com o passado, mulçumanos obviamente, até frangos (gripados... até isso deram um jeito de encaixar...)! Se sentem ameaçados, mas se sabe quem ou de onde vem a ameaça – ou até se tem mesmo ameaça. E assim, respondem com violência, intolerância, e tomando analgésicos e fechando as cortinas. Mas ainda sob a máscara da civilidade e do orgulho disso.

Tudo isso é subentendido. Você pode passar o filme inteiro sem reparar nessas coisas, apenas concentrado na trama principal – o que já está de bom tamanho. Não é um filme "cabeça", nem nada estereotipado. É um filme para ser visto e debatido depois. Algo cada vez mais difícil nos filmes hoje em dia.

[]s
Sovi, esvaziando a memória cache

(Semana canina, pouco tempo para escrever. Essa semana, não há melhores expectativas. Mas nada que impeça o bom andamento do blog)

quarta-feira, junho 07, 2006

O Monstro do Antártico - O Jogo

Die, Coisa, die!

Da série "Parasite Eve" para PSX a série "Resident Evil" (nesse caso, misturado com as idéias de George A. Romero), passando por "Odium" (aka "Gorky 17"), "Abomination: The Nemesis Project", "Incubation: Time is Running Out", só para citar os mais parecidos (apesar de menos conhecidos – acho que só eu joguei.. por isso, já aproveito para fazer a propaganda! Foram difíceis de achar paca...), a lista de jogos onde o principal inimigo é um vírus infeccioso que cria mutações nojentas nos seres vivos (inclusive e, principalmente, no homem) é extensa. E todos eles têm um pé (ou outro membro viscoso) no filme de ""John Carpenter´s The Thing".

Só que o filme foi lançado em 1982, na já decadente "Era Atari", onde então não era praxe acompanhar o lançamento dos filmes com jogos, salvo raras e execráveis exceções. Se alguém deve o (des)prazer de jogar o E.T., lançado no mesmo ano, deve dizer "graças a Deus" (Lendas dizem que milhões de cartuchos foram enterrados secretamente no deserto de Mojave. Provavelmente, nos fundos do Hangar 18....)

E a "franquia" do "The Thing" parou aí, sem qualquer outra continuação, em qualquer outra mídia. Isso mais durou 20 anos, até que em 2002, o filme finalmente foi retirado do ostracismo, e o game foi criado pela VU Games (mais conhecida hoje por F.E.A.R.). Não sei se foi à nostalgia, ou por gostar do filme pra caramba, mas gostei muito do jogo. Ganhou nota 7.7 no Gamespot. Quer dizer que já não é um jogo medíocre. Talvez não seja um clássico... Mas eu recomendo!

O jogo começa com algumas cenas, aparentemente do filme, feitas sobre o próprio engine 3D. Aí, chegam duas equipes de resgate a Antártida, algum tempo depois de quando termina o filme...

O jogo pode ser definido como "em terceira pessoa". Mas você não está sozinho. Sobre seu comando, há até quatro membros da equipe, para você tomar conta. Tem o "médico" (mais para curandeiro), que te cura passando a mão... O engenheiro, que põe a mão na massa, e dá um jeito de fazer funcionar portas e switchs. Tem o soldado, que mete bala em tudo. E tem você, para dar ordens a eles... os pobres coitados, estão numa fria...

Você quem distribui as armas, itens e munição, posiciona-os, envia em missões E, se isso não bastasse, ainda tem mais dois itens muito importantes para se preocupar: o stress/medo e a confiança...

Quando a coisa começa a ficar preta, os caras começam a se borrar todo. Se você não acabar com isso logo, o cara fica inútil, passando mal, tremendo, e pode até chamar o hugo. Aí, você tem que acalmar o cidadão: dar arma, munição (só em filme, digo, jogo americano mesmo...), pode deixar ele quieto num canto seguro (de preferência, acompanhado), essas coisas. Se tudo mais falhar, lasca uma injeção de adrenalina nas nádegas dele, que o cara fica feliz...

E tem o lance da confiança. Principalmente quando você tem que arregimentar novos membros para a equipe. Fazer os manos confiarem em você requer mais "tato", mais distribuição de armas (é, ou não é, coisa de americano mesmo?), ordens e afins. E também, quando os personagens ficam sozinhos por aí (o que é inevitável), e depois se agrupam: quem garante que não foram infectados pela "coisa" nesse ínterim? Esse era um dos grandes motes do filme original. Trazê-lo para o jogo, já merece ponto positivo.

Lançaram esse game para PS/2 e XBOX. Eu jogo no meu PC. Como foi feito pensando em console, tem até poucos comandos. Fica bem com um controle de PS/2 com adaptado por USB. Saiba como aqui

[]s
Sovi, que quer entrar numa fria.

(Primeiro “review" de jogo. Espero escrever mais. Só que, e tempo para jogar? Ainda não zerei. Mas já estou na 15º fase. E só jogo no hard! :) )

segunda-feira, junho 05, 2006

Æon Flux - O Filme

Arg! Aeon Flux gostosa! Ergh!!!!

Apesar de gostar muito de filmes, eles envolvem certo custo-benefício. Por isso, cada vez mais eu vou MENOS ao cinema. Só há três razões para desembolsar a grana necessária para ir a um cine aqui em Sampa: (boa) companhia, filmes "alternativos" (que você não vai achar para lugar em DVD depois) e se o filme REALMENTE valer a pena. Cada vez MENOS a última alternativa. Cada vez mais, compensa pegar o filme em DVD - não só pelo custo propriamente em si, mas porque tem filme que foi feito para se ver em casa. É algo pessoal, mas há filmes que, se tivesse visto no cinema, teria ficado muito puto. Em casa, mais light, fica divertido. E está cada vez mais fácil identificar filmes que não valem à pena.

Æon Flux é o exemplo, dessa vez. Assim que foi anunciado, já sabia que JAMAIS iria ao cinema perder meu tempo assistindo isso em tela grande. Seria (mais) uma aventura para ser assistida em tela pequena, para ser alugada na primeira oportunidade. Dito e feito.

Sempre gostei da animação Æon Flux. Desde o saudosos tempos em que a MTV apresentava o “Liquid Televison”, para depois ganhar série própria. Os episódios (não lineares) traziam uma carga de psicodelia, psicose, sadomasoquismo, perversões pan-sexuais (seja lá o que isso signifique, mas dá para ter uma idéia), reflexões existenciais, violência e sexo (é, mais...), que mal o desenho conseguia expressar. Vira e mexe, Æeon se lascava também. E a tensão "amor-perverso"-e-"ódio-autodestrutivo" (REAIS) entre ela e o presidente Goldchild? Imagine só em filme hollywodiano. Nem pensar...

Lógico que iriam se aproveitar MUITO POUCO da série. Para começar, escalaram a lindeza loira (mas amorenada – mas ela fica boa de qualquer jeito!) Charlize Theron para a personagem. A Æon Flux Original era magrela. musculosa e feia de danar em seus sumários trajes de couro sadomasoquistas, que estavam longe de serem sensuais. (pelo menos para mim).

Essa aí não sobreviveria 5 segundos no meu mundo...

Peter Chung o "pai" de Æeon, aparece nos documentários extras do DVD - junto com várias cenas de episódios da animação. Poucos, mas dá para se fazer uma comparação, mesmo para quem nunca o assistiu os episódios.

Curiosidade: pensavam, a principio filmar aqui em Brasília, se aproveitando da arquitetura futurista de Oscar Niemeyer. Mas desistiram da idéia – a cidade devia se deserta demais, e filmar só de terça a quinta, poderia comprometer o prazo.Foram se hospedar no primeiro mundo, e filmaram em Berlin (afinal, já estava sendo modelada para a Copa mesmo). Não foi dessa vez. Quem sabe, quando forem filmar "American Flagg!", nossa capital não vire estúdio de Hollywood?

O filme acaba sendo aquilo esperado. Uma boa diversão padrão. Tem algumas inovações futuristas e algumas questões na trama, que até lembram, muito vagamente, o original em desenho. Mas só serviu para deixar o público padrão um tanto confuso. Por essas e outras, foi um fracasso. Deveriam ter se arriscado mais, e feito algo mais próximo do anárquico desenho. Seria m fracasso de qualquer jeito - o publico não estaria (jamais) preparado para ver o que já se viu na série. Mas pelo menos, fracassariam com estilo. E não na mesma coisa de sempre.

[]s,
§ovi Flux

(Agora, quero pegar a série animada para ver. Ainda bem que um amigo tem para emprestar –desde que eu devolva "O Enigma do Outro Mundo"...)

quinta-feira, junho 01, 2006

Os Novos Filhos de Gaiman

Eu ODEIO selos verdes! Eu ADORO selos verdes!

ONTEM, uma bela surpresa. Fui até a FNAC aqui na Paulista, e quase me passa despercebido o novo livro de Neil Gaiman, "Os Filhos de Anansi".

Esperava esse livro para o mês que vem, mas a FNAC adiantou o lançamento. Mesmo estando com os FAMIGERADOS e MALDITOS selos verdes - mas que pelo menos, significam 20% de desconto - acabei pagando 44 kiwis... Mais que os 39 limões prometidos pela Conrad na pré-venda. De qualquer maneira, esse livro veio em muita boa hora. Estou precisando ler um livro de Gaiman agora. Nem cogitei a idéia de esperar mais para comprar.

É um dos livros no qual posso dizer, estava ansioso para botar os olhos. É uma espécie de continuação de "Deuses Americanos", um dos melhores livros que já li. Na verdade, ele continua no mesmo "universo mítico", tendo apenas a personagem "Sr. Nancy" como ponto de ligação entre as obras. E, ao contrario da obra anterior, esse novo livro preza mais para o HUMOR (bem) BRITÂNICO, ao estilo Gaiman, contrastando com o ar mais "sisudo" e "sombrio" do anterior. Realmente, precisava desse livro agora.

A capa foi um tanto decepcionante. A da versão inglesa era bem melhor. Temo pela PRESSA em fazer esse lançamento aqui no Brasil. Nesse cenário, a tradução pode apresentar problemas. Sempre elogiei as traduções da Conrad, mas sempre há uma primeira pisada na bola...

Se vocês pensam que são só elogios, e não há problemas e erros em livros, me aguardem. Ainda não comentei nada sobre "Fumaça e Espelhos", da Via Lettera... Não acumulei raiva suficiente...

Pelo pouco que já li, não parece ser o caso. Vamos aguardar. Até domingo, devo telo terminado! :)

[]s
Sovi, o Filho de Jor-el

(acrescentei o BLOG de Neil Gaiman em "Recomendados" para conhecerem melhor o autor. É o primeiro BLOG gringo – que não pertence a um amigo(a) - que coloco na lista.)

quarta-feira, maio 31, 2006

O Monstro do Antártico - O Filme

Assista ao filme (se puder)...

Graças a generosidade de um amigo, que me emprestou o DVD (que será devolvido, não se preocupem), pude assistir de novo o CLÁSSICO "O Enigma do Outro Mundo" - "John Carpenter's The Thing". Assisti a esse filme poucas vezes, a primeira vez no Supercine (antes dos filmes serem baseadas em fatos reais - mas será que já não eram?), quando era novo demais para conseguir me manter suficiente acordado, mas era um filme que merecia. Cheguei assistir em outras ocasiões – é um filme em que procuro assistir, caso passe. Mas sempre passa em madrugadas insones e outros horários ingratos, e com todos os cortes que a TV aberta costuma fazer. E há mais de 10 anos que não via seu rastro na programação – não é o tipo de filme que costumam colocar na grade.

Assistir em DVD reviveu tudo o que achava do filme – e muito mais! Prestei muita atenção a trama – que não é anda "simples", principalmente pela quantidade de gente que tem (para morrer). Em DVD, além de uma renovada na imagem, há várias cenas acrescentadas.

O filme envelheceu por um lado – ver aqueles videocassetes enormes, o Kurt Russel novinho, computadores 8 bits de tela verde – estamos em 1982! Mas por outro lado, o filme continua bem atual. Não é preciso ter tecnologia digital para fazer um bom filme de ficção ou de terror.. Muito pelo contrário. O filme é bem mais nojento usando os efeitos especiais da época. Por mais digital que seja, o sangue nunca é tão viscoso...

... jogue os jogos (se conseguir)...

Tanto que fez escola – suas cenas foram serviram de "inspiração" (ou seja, "copiadas"), em vários outros filmes e mídias. De inúmeros exemplos, pinço os CGs do jogo "Parasite Eve", lançado em 1997 pela SquareSoft para PSX – com destaque mais que "óvio" para a cena do cão.

A direção do John Carpenter está bem "afiada". Afinal, ele é "O" especialista nesse tipo de filme. Cria uma atmosfera de terror claustrofóbico (a la Alien), uma tensão crescente, onde ninguém pode confiar em ninguém. O som (remasterizado) de Enrio Morricone acrescenta mais pontos "positivos", inclusive uma batida de fundo (uma espécie de "MID") persistente e amedrontadora. Efeito Pavlov puro.

... leia o livro (se achar)!

O filme é uma "refilmagem" de "O Monstro do Ártico" - "The Thing from Another Word", de 1951. Mas se fez muito mais que transferir a ação do pólo norte para o pólo sul – e retirar a propaganda marcartista subliminar. A idéia de transformar a criatura em um monstro a nível celular, foi uma pusta sacada, transformando o que era um monstro meio humanóide (a la Spectreman) em disformes montes de carne e entranhas mortais (a la stop-motion). Quantos exemplos existem em outros filmes, jogos e afins? Não precisa esforçar muito a cabecinha para se lembrar...

O interessante é que a história original de "O Monstro do Ártico", que se chamava "Who are there?" foi escrita pelo já citado John W Campbell Jr. O Universo da ficção científica talvez não seja tão infinito assim

[]s
Sovi, o que gosta do frio

(pela primeira vez, faço um link para algo já escrito aqui mesmo. O enigma agora é saber poque o Blogger muda a maioria de minhas "aspas" quando colo o texto!)

terça-feira, maio 30, 2006

Wííííiííííííí!.....

O novo instrumento de prazer...

No começo, a desconfiança. A Nintendo promete um videogame REVOLUCIONÁRIO - por isso, codinome Revolution - para sua nova geração de consoles. Para isso, a sua maior aposta está no âmago de todo entretenimento eletrônico - o controle! Um controle sem-fio e que corresponderia aos MOVIMENTOS do usuário - seu personagem seguia por onde você APONTASSE você "duelaria" com uma espada, segurando o controle como “empunhadeira”, dirigiria um veículo com o controle deitado, fazendo a vez de volante, seguraria uma raquete de tênis e se jogaria no chão par apegar a bola MESMO, usaria um taco de golfe, com toda a precisão, MESMO... Difícil explicar... Vejam vocês mesmos!

As possibilidades serão infinitas. Não mais seriam necessários setas, analógicos e botões aos montes, como tem seguido o padrão mercado desde a "geração 16 bits": inovação que a própria Nintendo implantou, com seu Super Famicom com 8 botões no controle.

A princípio, poucos levaram fé.

Inovador demais - não havia como comparar. E junto com o fator "insegurança pelo NOVO", o fator "defender o meu" - a maioria hoje joga PSX2 e XBOX, ou outro videogame tradicional, e tem aquele "apego" natural a seu aparelho e a seu fabricante (lembra um pouco a torcida por time de futebol). E o mesmo vale para os que jogam o atual equipamento da ex-Big N, GameCube, que segue o modelo tradicional.

Ainda por cima, o CEO da Nintendo abre a boca, para falar que os yakuzas não pretendem dominar o mercado (de novo), mas ser o segundo console dos gamers - seu preço será suficiente barato para isso. Essa declaração (do tipo, não vamos poder peitar de frente, então estamos querendo o 2o lugar), já foi desanimador. As especificações técnicas também deixam a desejar: é inferior ao (já lançado) XBOX360, da Microsoft, e do (mítico) PSX3, da Sony (dizem eles).

Mas apostar em JOGABILIDADE, enquanto os concorrentes apostam em GRÁFICOS e poder de processamento, já fez com que simpatizasse com a Nintendo - simpatia que há muito havia pedido da minha parte. Um jogo tem que ser DIVERTIDO - não BONITO, a priori. É minha filosofia.

Aí já surgiram as piadas. Comparam o joystick - que parece um controle remoto, com uma extensão acoplada, a aparelhos de diversão de ordem SEXUAL. Comentários assim circularam por diversos fóruns de gamers por aí.

Mas aí veio a E3. E a Nintendo pode mostrar A QUE VEIO. Mostrou que o giroscópio de seu controle funciona, e bem. E, por mais céticos que estivessem, todos que viram, pegaram e jogaram, ficaram maravilhados. Quem antes desdenhava, passou a ficar interessado. Agora, as pessoas discutem A FAVOR, e esperam, COM ANSIEDADE, o lançamento desse ano. O discurso mudou. Será que o mundo do games mudou também? Ou vai mudar junto?

[]s
Sovííííiííí

(escrevi a maior parte do texto no fórum “Players”, por volta de out/2005. Os dois últimos parágrafos são novos. E não termina por aqui...)

domingo, maio 28, 2006

Baú da Felicidade

Chegou a hora. DA alegria. Vamos sorrir e cantar...

Visitem o site: Baú de Jogos! e vejam o que acham. Já vou dizendo que é um site de jogos, na maioria, jogos antigos, dos mais variados sistemas. Há alguns jogos atuais também, apesar de não ser o foco.

Possui um dos melhores bancos de dados e de consulta do gênero, bem completo e totalmente politicamente incorreto.

Tem algumas categorias únicas (como "Esportes para Gordos", como bem observou o Chester), "jogos do mal", e "libere toda sua grana", e por aí vai. Além das consideradas "normais", como "1st person shooter", "R.P.G.", etc. Todas cruzadas e intercaladas, permitindo buscas avançadas.

Um dos destaques é a categoria Burusera e hentai - não só pelo texto explicativo ao tema, mas porque possui muitas das melhores resenhas (recebe uma atenção especial, com certeza...).

Algumas resenhas sugeridas:

  1. Gals Panic S - Extra Edition (Japan). Frase: "Não deviam ter parado em Nagasaki"
  2. Sexy Parodius (Ver JAA) . Frase "queria saber amarelo para entender o que os bicholas dizem no inicio das fases".
  3. Gokujyou Parodius (Ver JAD). Frase "Os cenários tem desde piças até surubas com pinguins."

Há muita coisa lá, e já perdi um bom tempo lendo sobre as "patifarias" dos "amarelos", entre outras formas de expressão inusitadas. Muito palavrão e escatologia também.

ATENÇÃO: o termo "amarelo" não é referencia pejorativo a asiáticos e descendentes, mas a "covardes". Pelo menos, é o que dizem no FAQ...

Vou usar o site como referência, sempre que possível. Grande parte das opiniões sobre os jogos "batem" com as minhas (pelo menos, as que irei linkar). Será minha primeira opção, antes de usar os gringos MobyGames ou o Gamespot.

Vale também pelos links com emuladores e roms, para quem quiser jogar e conferir.

Infelizmente, o site está cada vez MENOS atualizado. Mas tem material de sobra. E, com um pouco de apoio (e cliques nos sponsers), quem sabe, volta a ativa?

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Sovi do Baú

(achei esse "belo" site em 25 de Jun de 2003, e logo passei a dica adiante nas listas de discussão, primeiramente na Eteca. Coloque o banner - não oficial, pelo jeito - deles na área dedicada, ao pé-da-página).