Graças a generosidade de um amigo, que me emprestou o DVD (que será devolvido, não se preocupem), pude assistir de novo o CLÁSSICO "O Enigma do Outro Mundo" - "John Carpenter's The Thing". Assisti a esse filme poucas vezes, a primeira vez no Supercine (antes dos filmes serem baseadas em fatos reais - mas será que já não eram?), quando era novo demais para conseguir me manter suficiente acordado, mas era um filme que merecia. Cheguei assistir em outras ocasiões – é um filme em que procuro assistir, caso passe. Mas sempre passa em madrugadas insones e outros horários ingratos, e com todos os cortes que a TV aberta costuma fazer. E há mais de 10 anos que não via seu rastro na programação – não é o tipo de filme que costumam colocar na grade.
Assistir em DVD reviveu tudo o que achava do filme – e muito mais! Prestei muita atenção a trama – que não é anda "simples", principalmente pela quantidade de gente que tem (para morrer). Em DVD, além de uma renovada na imagem, há várias cenas acrescentadas.
O filme envelheceu por um lado – ver aqueles videocassetes enormes, o Kurt Russel novinho, computadores 8 bits de tela verde – estamos em 1982! Mas por outro lado, o filme continua bem atual. Não é preciso ter tecnologia digital para fazer um bom filme de ficção ou de terror.. Muito pelo contrário. O filme é bem mais nojento usando os efeitos especiais da época. Por mais digital que seja, o sangue nunca é tão viscoso...
Tanto que fez escola – suas cenas foram serviram de "inspiração" (ou seja, "copiadas"), em vários outros filmes e mídias. De inúmeros exemplos, pinço os CGs do jogo "Parasite Eve", lançado em 1997 pela SquareSoft para PSX – com destaque mais que "óvio" para a cena do cão.
A direção do John Carpenter está bem "afiada". Afinal, ele é "O" especialista nesse tipo de filme. Cria uma atmosfera de terror claustrofóbico (a la Alien), uma tensão crescente, onde ninguém pode confiar em ninguém. O som (remasterizado) de Enrio Morricone acrescenta mais pontos "positivos", inclusive uma batida de fundo (uma espécie de "MID") persistente e amedrontadora. Efeito Pavlov puro.
O filme é uma "refilmagem" de "O Monstro do Ártico" - "The Thing from Another Word", de 1951. Mas se fez muito mais que transferir a ação do pólo norte para o pólo sul – e retirar a propaganda marcartista subliminar. A idéia de transformar a criatura em um monstro a nível celular, foi uma pusta sacada, transformando o que era um monstro meio humanóide (a la Spectreman) em disformes montes de carne e entranhas mortais (a la stop-motion). Quantos exemplos existem em outros filmes, jogos e afins? Não precisa esforçar muito a cabecinha para se lembrar...
O interessante é que a história original de "O Monstro do Ártico", que se chamava "Who are there?" foi escrita pelo já citado John W Campbell Jr. O Universo da ficção científica talvez não seja tão infinito assim
[]s
Sovi, o que gosta do frio

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