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terça-feira, maio 30, 2006

Wííííiííííííí!.....

O novo instrumento de prazer...

No começo, a desconfiança. A Nintendo promete um videogame REVOLUCIONÁRIO - por isso, codinome Revolution - para sua nova geração de consoles. Para isso, a sua maior aposta está no âmago de todo entretenimento eletrônico - o controle! Um controle sem-fio e que corresponderia aos MOVIMENTOS do usuário - seu personagem seguia por onde você APONTASSE você "duelaria" com uma espada, segurando o controle como “empunhadeira”, dirigiria um veículo com o controle deitado, fazendo a vez de volante, seguraria uma raquete de tênis e se jogaria no chão par apegar a bola MESMO, usaria um taco de golfe, com toda a precisão, MESMO... Difícil explicar... Vejam vocês mesmos!

As possibilidades serão infinitas. Não mais seriam necessários setas, analógicos e botões aos montes, como tem seguido o padrão mercado desde a "geração 16 bits": inovação que a própria Nintendo implantou, com seu Super Famicom com 8 botões no controle.

A princípio, poucos levaram fé.

Inovador demais - não havia como comparar. E junto com o fator "insegurança pelo NOVO", o fator "defender o meu" - a maioria hoje joga PSX2 e XBOX, ou outro videogame tradicional, e tem aquele "apego" natural a seu aparelho e a seu fabricante (lembra um pouco a torcida por time de futebol). E o mesmo vale para os que jogam o atual equipamento da ex-Big N, GameCube, que segue o modelo tradicional.

Ainda por cima, o CEO da Nintendo abre a boca, para falar que os yakuzas não pretendem dominar o mercado (de novo), mas ser o segundo console dos gamers - seu preço será suficiente barato para isso. Essa declaração (do tipo, não vamos poder peitar de frente, então estamos querendo o 2o lugar), já foi desanimador. As especificações técnicas também deixam a desejar: é inferior ao (já lançado) XBOX360, da Microsoft, e do (mítico) PSX3, da Sony (dizem eles).

Mas apostar em JOGABILIDADE, enquanto os concorrentes apostam em GRÁFICOS e poder de processamento, já fez com que simpatizasse com a Nintendo - simpatia que há muito havia pedido da minha parte. Um jogo tem que ser DIVERTIDO - não BONITO, a priori. É minha filosofia.

Aí já surgiram as piadas. Comparam o joystick - que parece um controle remoto, com uma extensão acoplada, a aparelhos de diversão de ordem SEXUAL. Comentários assim circularam por diversos fóruns de gamers por aí.

Mas aí veio a E3. E a Nintendo pode mostrar A QUE VEIO. Mostrou que o giroscópio de seu controle funciona, e bem. E, por mais céticos que estivessem, todos que viram, pegaram e jogaram, ficaram maravilhados. Quem antes desdenhava, passou a ficar interessado. Agora, as pessoas discutem A FAVOR, e esperam, COM ANSIEDADE, o lançamento desse ano. O discurso mudou. Será que o mundo do games mudou também? Ou vai mudar junto?

[]s
Sovííííiííí

(escrevi a maior parte do texto no fórum “Players”, por volta de out/2005. Os dois últimos parágrafos são novos. E não termina por aqui...)

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