Da série "Parasite Eve" para PSX a série "Resident Evil" (nesse caso, misturado com as idéias de George A. Romero), passando por "Odium" (aka "Gorky 17"), "Abomination: The Nemesis Project", "Incubation: Time is Running Out", só para citar os mais parecidos (apesar de menos conhecidos – acho que só eu joguei.. por isso, já aproveito para fazer a propaganda! Foram difíceis de achar paca...), a lista de jogos onde o principal inimigo é um vírus infeccioso que cria mutações nojentas nos seres vivos (inclusive e, principalmente, no homem) é extensa. E todos eles têm um pé (ou outro membro viscoso) no filme de ""John Carpenter´s The Thing".
Só que o filme foi lançado em 1982, na já decadente "Era Atari", onde então não era praxe acompanhar o lançamento dos filmes com jogos, salvo raras e execráveis exceções. Se alguém deve o (des)prazer de jogar o E.T., lançado no mesmo ano, deve dizer "graças a Deus" (Lendas dizem que milhões de cartuchos foram enterrados secretamente no deserto de Mojave. Provavelmente, nos fundos do Hangar 18....)
E a "franquia" do "The Thing" parou aí, sem qualquer outra continuação, em qualquer outra mídia. Isso mais durou 20 anos, até que em 2002, o filme finalmente foi retirado do ostracismo, e o game foi criado pela VU Games (mais conhecida hoje por F.E.A.R.). Não sei se foi à nostalgia, ou por gostar do filme pra caramba, mas gostei muito do jogo. Ganhou nota 7.7 no Gamespot. Quer dizer que já não é um jogo medíocre. Talvez não seja um clássico... Mas eu recomendo!
O jogo começa com algumas cenas, aparentemente do filme, feitas sobre o próprio engine 3D. Aí, chegam duas equipes de resgate a Antártida, algum tempo depois de quando termina o filme...
O jogo pode ser definido como "em terceira pessoa". Mas você não está sozinho. Sobre seu comando, há até quatro membros da equipe, para você tomar conta. Tem o "médico" (mais para curandeiro), que te cura passando a mão... O engenheiro, que põe a mão na massa, e dá um jeito de fazer funcionar portas e switchs. Tem o soldado, que mete bala em tudo. E tem você, para dar ordens a eles... os pobres coitados, estão numa fria...
Você quem distribui as armas, itens e munição, posiciona-os, envia em missões E, se isso não bastasse, ainda tem mais dois itens muito importantes para se preocupar: o stress/medo e a confiança...
Quando a coisa começa a ficar preta, os caras começam a se borrar todo. Se você não acabar com isso logo, o cara fica inútil, passando mal, tremendo, e pode até chamar o hugo. Aí, você tem que acalmar o cidadão: dar arma, munição (só em filme, digo, jogo americano mesmo...), pode deixar ele quieto num canto seguro (de preferência, acompanhado), essas coisas. Se tudo mais falhar, lasca uma injeção de adrenalina nas nádegas dele, que o cara fica feliz...
E tem o lance da confiança. Principalmente quando você tem que arregimentar novos membros para a equipe. Fazer os manos confiarem em você requer mais "tato", mais distribuição de armas (é, ou não é, coisa de americano mesmo?), ordens e afins. E também, quando os personagens ficam sozinhos por aí (o que é inevitável), e depois se agrupam: quem garante que não foram infectados pela "coisa" nesse ínterim? Esse era um dos grandes motes do filme original. Trazê-lo para o jogo, já merece ponto positivo.
Lançaram esse game para PS/2 e XBOX. Eu jogo no meu PC. Como foi feito pensando em console, tem até poucos comandos. Fica bem com um controle de PS/2 com adaptado por USB. Saiba como aqui
[]s
Sovi, que quer entrar numa fria.
(Primeiro “review" de jogo. Espero escrever mais. Só que, e tempo para jogar? Ainda não zerei. Mas já estou na 15º fase. E só jogo no hard! :) )

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