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quarta-feira, maio 24, 2006

Café! Café! Café!

O que eu não faço por um cafezinho...

Não podia ir dormir sem comentar o “Dia Nacional do Café”, que se comemora hoje (ou se comemorava hoje, já que o dia já era), 24 de maio. E não há anda melhor que NOSSO CAFEZINHO, por isso prefiro essa data ao “Dia Internacional do Café”, que se comemora em 12 de março (na verdade, existem outras datas também, em abril e novembro, mas dane-se...).

Somos o maior produtor mundial – o que não é pouco, visto que a concorrência por esse primeiro lugar é acirrada. Mas, sobretudo, somos o SEGUNDO maior CONSUMIDOR do cafezinho – perdendo só para os EUA.

Para quem já experimentou um café (norte)americanizado, sabe que esse primeiro lugar não deveria valer. Eles tomam um “chá-fé”, aguado e frio, e em copos cheios, como “refrigerantes”. Nada têm a ver com nosso cafezinho FORTE e QUENTE. Só tomem cuidado ao oferecer um de nosso café a um yankee... Eu já vi a reação, e é (para nós), engraçado... Mas para eles, não só é um atentado psicológico, quanto físico – o que pode até incluir queimaduras!
O único lugar onde parece haver um café decente por lá, fica na Lousiana, mais precisamente em New Órleans, onde há o famoso “cafe-au-lait” do bairro francês. Um dia, vou lá verificar.

De origem ÁRABE (originário provavelmente da Abissínia, aka Etiópia), teria sido dado ao Profeta Maomé pelo próprio ANJO GABRIEL, para que derrotasse 40 homens e comesse 40 mulheres. Não era bem visto pela cristandade, já que ainda por cima, foi trazido pelos conquistadores turcos, quando invadiram a Itália. Quando foram escorraçados de lá, deixaram um monte de café estocado, dando sopa. E os espertos comerciantes italianos, assim que viram do que se tratava, passaram a comercializá-lo... e com as bençãos do Papa, que provou e gostou (e abençoou, tirando as influências satânicas-muçulmanas inerentes, até então). Santo Padre!

Histórias do café existem por aqui também. Segundo “relatos”, as primeiras sementes foram “seqüestradas” da Guiana Francesa, em uma operação digna de “James Bond” – que inclui a sedução da esposa do governador da Guiana, que teria dado as sementes originais para o sedutor agente secreto português. Ora pois.

De qualquer maneira, desde que chegou aqui no século XVIII, o café achou um ótimo local para proliferar. As implicações econômicas aqui são mais que evidentes, mas também há implicações econômicas lá fora. É só lembrar que estávamos a caminho da Revolução Industrial inglesa, e o café foi um dos fatores para isso – ajudando a manter os trabalhadores proletários despertos em suas jornadas de 16 horas diárias.

Nosso BOM café é exportado até hoje, e o que fica aqui deixa muito a desejar. Apesar do nosso mercado, estamos acostumados a ficar com o pior grão, enquanto que os gringos tomam o melhor café. Espero que essa realidade mude, já que tomar um CARÍSSIMO café IMPORTADO (que, no final, FOI PLANTADO AQUI) é o fim da picada. E se o café nacional já e bom assim, imagine com uma melhor qualidade. Hummmm.

Há muitos lugares legais para tomar café em São Paulo. Espero comemorar (tardiamente, infelizmente) nesse sábado, no Largo do Café (pelo simbolismo do lugar), no Evian Cafeterie (acompanhado por um bolinho de ovo).

[]s
Sovi, o cafeicômano

(aceito sugestões onde encontrar um bom café!)

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