A Conrad Editora segue firme e forte (espero) nas publicações encadernadas de Sandman, seguindo o padrão adotado lá fora. Agora é a vez de uma das melhores "series", "Estação das Brumas".
Paguei 48 kiwis na promoção de lançamento na FNAC (em 15/03/2006)... Se você contar que são 8 edições, sai 6 frutas-do-conde cada... Não é tão absurdo assim...
Mais uma vez, eu chamo a atenção para a tradução. A Editora Globo fez uma tradução decente, mas a nova tradução revela muitas falhas - e muitas perdas em relação a primeira impressão.
Por exemplo, quando Destino convoca a Morte, ela chega e diz algo assim, na primeira versão: "E aí, irmãozão?", na tradução original. Um chiste engraçado, e só. Na nova tradução, fica: "E aí, grande irmão?". Não só mantém o bom humor, como faz referência direta à obra de George Orwell – muito mais ao estilo de Neil Gaiman. O diálogo final entre Lúcifer e o velho na praia australiana é outro exemplo. Principalmente porque o tinhoso não é mais confundido com um "hippie", como escrito na tradução anterior, mas é chamado de inglês... (“existem ingleses bons”...).
(A relação entre australianos e ingleses deve ser semelhante a nossa com os portugueses... talvez até mais acirrada).
Não há espaço (e tempo) para descrever a história (e “sub-histórias”) presentes nessa obra prima. Há assuntos e referências a torto e a direito, que seriam usados em outras obras da série, mesmo depois da série ter terminado.
Acredito que foi ao escrever essa série, quando os deuses se reúnem para o leilão do Inferno, que germinou a idéia do livro Deuses Americanos, que Gaiman escreveria mais tarde.
[ ]s
Sovi, o velho bastardo
(E-mail original enviado em 19/03/06, para a lista Eteca. Não, eu não “pulei” nada. Ainda NÃO COMPREI o terceiro volume da “Biblioteca de Sandman”. Mas “Terra dos Sonhos” já está sendo encomendado...)

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