O filme deixa de lado o propósito do próprio título. A ORIGEM de Lecter é praticamente esquecida, principalmente do trauma que causa sua psicose - que envolve irmãzinha, nazistas e o inverso russo... E como a presença de Clarisse se relaciona a isso tudo. Mas, grosso modo, toda a parte que envolve Lecter e Clarice está lá - MENOS O FINAL!!! A "melhor" parte do livro foi total e inteiramente mudada, a pedido da Judie Foster, quando ela ainda dava esperanças de fazer o papel. Mesmo ela caindo fora do projeto, eles mantiveram a porcaria do final! Afinal, tinham pagado roteirista para quê?
O final não é bom? Bem, como não é igual ao livro, até que se enquadrou. Mas o final do livro é MUITO, MUITO PIOR do que vocês podem imaginar (em mais de um sentido). É mais interessante, para dizer o mínimo Se quiserem ler apenas os últimos capítulos, aproveitando o enredo do filme para completar a história, até pode ser... Afinal, o fim do livro é daqueles "infilmáveis", na lógica distorcida da moral e bons costumes americanos. Imagino que o que passou pelo autor foi: "já que me encheram o saco para continuar a história, para poderem fazer o raio do filme, então vou me vingar com um final que os faça se arrepender pelo que me forçaram a escrever - e quero ver filmar". Bem, ninguém viu... O que o Ridley filmou foi só uma (carninha) requentada.
[]s
Sovi da Rua Morgue
(e-mail enviado em 12/11/02, em resposta a uma discussão a lista eteca. E ainda mantenho minha palavra: eu não conto o fim dado no livro!)

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