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quarta-feira, maio 31, 2006

O Monstro do Antártico - O Filme

Assista ao filme (se puder)...

Graças a generosidade de um amigo, que me emprestou o DVD (que será devolvido, não se preocupem), pude assistir de novo o CLÁSSICO "O Enigma do Outro Mundo" - "John Carpenter's The Thing". Assisti a esse filme poucas vezes, a primeira vez no Supercine (antes dos filmes serem baseadas em fatos reais - mas será que já não eram?), quando era novo demais para conseguir me manter suficiente acordado, mas era um filme que merecia. Cheguei assistir em outras ocasiões – é um filme em que procuro assistir, caso passe. Mas sempre passa em madrugadas insones e outros horários ingratos, e com todos os cortes que a TV aberta costuma fazer. E há mais de 10 anos que não via seu rastro na programação – não é o tipo de filme que costumam colocar na grade.

Assistir em DVD reviveu tudo o que achava do filme – e muito mais! Prestei muita atenção a trama – que não é anda "simples", principalmente pela quantidade de gente que tem (para morrer). Em DVD, além de uma renovada na imagem, há várias cenas acrescentadas.

O filme envelheceu por um lado – ver aqueles videocassetes enormes, o Kurt Russel novinho, computadores 8 bits de tela verde – estamos em 1982! Mas por outro lado, o filme continua bem atual. Não é preciso ter tecnologia digital para fazer um bom filme de ficção ou de terror.. Muito pelo contrário. O filme é bem mais nojento usando os efeitos especiais da época. Por mais digital que seja, o sangue nunca é tão viscoso...

... jogue os jogos (se conseguir)...

Tanto que fez escola – suas cenas foram serviram de "inspiração" (ou seja, "copiadas"), em vários outros filmes e mídias. De inúmeros exemplos, pinço os CGs do jogo "Parasite Eve", lançado em 1997 pela SquareSoft para PSX – com destaque mais que "óvio" para a cena do cão.

A direção do John Carpenter está bem "afiada". Afinal, ele é "O" especialista nesse tipo de filme. Cria uma atmosfera de terror claustrofóbico (a la Alien), uma tensão crescente, onde ninguém pode confiar em ninguém. O som (remasterizado) de Enrio Morricone acrescenta mais pontos "positivos", inclusive uma batida de fundo (uma espécie de "MID") persistente e amedrontadora. Efeito Pavlov puro.

... leia o livro (se achar)!

O filme é uma "refilmagem" de "O Monstro do Ártico" - "The Thing from Another Word", de 1951. Mas se fez muito mais que transferir a ação do pólo norte para o pólo sul – e retirar a propaganda marcartista subliminar. A idéia de transformar a criatura em um monstro a nível celular, foi uma pusta sacada, transformando o que era um monstro meio humanóide (a la Spectreman) em disformes montes de carne e entranhas mortais (a la stop-motion). Quantos exemplos existem em outros filmes, jogos e afins? Não precisa esforçar muito a cabecinha para se lembrar...

O interessante é que a história original de "O Monstro do Ártico", que se chamava "Who are there?" foi escrita pelo já citado John W Campbell Jr. O Universo da ficção científica talvez não seja tão infinito assim

[]s
Sovi, o que gosta do frio

(pela primeira vez, faço um link para algo já escrito aqui mesmo. O enigma agora é saber poque o Blogger muda a maioria de minhas "aspas" quando colo o texto!)

terça-feira, maio 30, 2006

Wííííiííííííí!.....

O novo instrumento de prazer...

No começo, a desconfiança. A Nintendo promete um videogame REVOLUCIONÁRIO - por isso, codinome Revolution - para sua nova geração de consoles. Para isso, a sua maior aposta está no âmago de todo entretenimento eletrônico - o controle! Um controle sem-fio e que corresponderia aos MOVIMENTOS do usuário - seu personagem seguia por onde você APONTASSE você "duelaria" com uma espada, segurando o controle como “empunhadeira”, dirigiria um veículo com o controle deitado, fazendo a vez de volante, seguraria uma raquete de tênis e se jogaria no chão par apegar a bola MESMO, usaria um taco de golfe, com toda a precisão, MESMO... Difícil explicar... Vejam vocês mesmos!

As possibilidades serão infinitas. Não mais seriam necessários setas, analógicos e botões aos montes, como tem seguido o padrão mercado desde a "geração 16 bits": inovação que a própria Nintendo implantou, com seu Super Famicom com 8 botões no controle.

A princípio, poucos levaram fé.

Inovador demais - não havia como comparar. E junto com o fator "insegurança pelo NOVO", o fator "defender o meu" - a maioria hoje joga PSX2 e XBOX, ou outro videogame tradicional, e tem aquele "apego" natural a seu aparelho e a seu fabricante (lembra um pouco a torcida por time de futebol). E o mesmo vale para os que jogam o atual equipamento da ex-Big N, GameCube, que segue o modelo tradicional.

Ainda por cima, o CEO da Nintendo abre a boca, para falar que os yakuzas não pretendem dominar o mercado (de novo), mas ser o segundo console dos gamers - seu preço será suficiente barato para isso. Essa declaração (do tipo, não vamos poder peitar de frente, então estamos querendo o 2o lugar), já foi desanimador. As especificações técnicas também deixam a desejar: é inferior ao (já lançado) XBOX360, da Microsoft, e do (mítico) PSX3, da Sony (dizem eles).

Mas apostar em JOGABILIDADE, enquanto os concorrentes apostam em GRÁFICOS e poder de processamento, já fez com que simpatizasse com a Nintendo - simpatia que há muito havia pedido da minha parte. Um jogo tem que ser DIVERTIDO - não BONITO, a priori. É minha filosofia.

Aí já surgiram as piadas. Comparam o joystick - que parece um controle remoto, com uma extensão acoplada, a aparelhos de diversão de ordem SEXUAL. Comentários assim circularam por diversos fóruns de gamers por aí.

Mas aí veio a E3. E a Nintendo pode mostrar A QUE VEIO. Mostrou que o giroscópio de seu controle funciona, e bem. E, por mais céticos que estivessem, todos que viram, pegaram e jogaram, ficaram maravilhados. Quem antes desdenhava, passou a ficar interessado. Agora, as pessoas discutem A FAVOR, e esperam, COM ANSIEDADE, o lançamento desse ano. O discurso mudou. Será que o mundo do games mudou também? Ou vai mudar junto?

[]s
Sovííííiííí

(escrevi a maior parte do texto no fórum “Players”, por volta de out/2005. Os dois últimos parágrafos são novos. E não termina por aqui...)

domingo, maio 28, 2006

Baú da Felicidade

Chegou a hora. DA alegria. Vamos sorrir e cantar...

Visitem o site: Baú de Jogos! e vejam o que acham. Já vou dizendo que é um site de jogos, na maioria, jogos antigos, dos mais variados sistemas. Há alguns jogos atuais também, apesar de não ser o foco.

Possui um dos melhores bancos de dados e de consulta do gênero, bem completo e totalmente politicamente incorreto.

Tem algumas categorias únicas (como "Esportes para Gordos", como bem observou o Chester), "jogos do mal", e "libere toda sua grana", e por aí vai. Além das consideradas "normais", como "1st person shooter", "R.P.G.", etc. Todas cruzadas e intercaladas, permitindo buscas avançadas.

Um dos destaques é a categoria Burusera e hentai - não só pelo texto explicativo ao tema, mas porque possui muitas das melhores resenhas (recebe uma atenção especial, com certeza...).

Algumas resenhas sugeridas:

  1. Gals Panic S - Extra Edition (Japan). Frase: "Não deviam ter parado em Nagasaki"
  2. Sexy Parodius (Ver JAA) . Frase "queria saber amarelo para entender o que os bicholas dizem no inicio das fases".
  3. Gokujyou Parodius (Ver JAD). Frase "Os cenários tem desde piças até surubas com pinguins."

Há muita coisa lá, e já perdi um bom tempo lendo sobre as "patifarias" dos "amarelos", entre outras formas de expressão inusitadas. Muito palavrão e escatologia também.

ATENÇÃO: o termo "amarelo" não é referencia pejorativo a asiáticos e descendentes, mas a "covardes". Pelo menos, é o que dizem no FAQ...

Vou usar o site como referência, sempre que possível. Grande parte das opiniões sobre os jogos "batem" com as minhas (pelo menos, as que irei linkar). Será minha primeira opção, antes de usar os gringos MobyGames ou o Gamespot.

Vale também pelos links com emuladores e roms, para quem quiser jogar e conferir.

Infelizmente, o site está cada vez MENOS atualizado. Mas tem material de sobra. E, com um pouco de apoio (e cliques nos sponsers), quem sabe, volta a ativa?

[]
Sovi do Baú

(achei esse "belo" site em 25 de Jun de 2003, e logo passei a dica adiante nas listas de discussão, primeiramente na Eteca. Coloque o banner - não oficial, pelo jeito - deles na área dedicada, ao pé-da-página).

sábado, maio 27, 2006

Café sem Bolinho :(

Eu quero meu bolinho! Eu quero! Eu quero!

Como havia proposto, fui até o Evian Cafeterie, na manhã nesse sábado. Acordei cedo, fui andando até o Largo do Café (uma caminhada de, por volta, de 20 minutos daqui de casa), para iniciar bem meu dia de peregrinação. Sou devoto de Santa Ifigênia, minha próxima parada.

Infelizmente, as coisa não aconteceram como havia previsto. Já haviam sido avisado, mas eu não acreditava aos alertas dos amigos. Tolo crédulo... Eles NÂO FAZEM mais bolinho de ovo! Um absurdo! Alegam que não havia muito procura! Que sacrilégio!

Mea culpa, talvez. Há muito tempo não passava por lá. Mais de ano...

Ao menos, o café (e o atendimento) continuam ótimos!

Mas bem que podiam voltar a fazer o bendito bolinho-de-ovo. Agora, só vou se for para tomar café apenas. Mas se for para tomar café comendo algo mais, vou na Padaria Santa Tereza, na Praça da Sé. O café é muito bom também (são mais de 100 anos de tradição), e tem a tradicional COXA-CREME.

Fica registrado meu protesto! E aberto minha campanha!

[]s
Sovi, o cafeinado

quarta-feira, maio 24, 2006

Café! Café! Café!

O que eu não faço por um cafezinho...

Não podia ir dormir sem comentar o “Dia Nacional do Café”, que se comemora hoje (ou se comemorava hoje, já que o dia já era), 24 de maio. E não há anda melhor que NOSSO CAFEZINHO, por isso prefiro essa data ao “Dia Internacional do Café”, que se comemora em 12 de março (na verdade, existem outras datas também, em abril e novembro, mas dane-se...).

Somos o maior produtor mundial – o que não é pouco, visto que a concorrência por esse primeiro lugar é acirrada. Mas, sobretudo, somos o SEGUNDO maior CONSUMIDOR do cafezinho – perdendo só para os EUA.

Para quem já experimentou um café (norte)americanizado, sabe que esse primeiro lugar não deveria valer. Eles tomam um “chá-fé”, aguado e frio, e em copos cheios, como “refrigerantes”. Nada têm a ver com nosso cafezinho FORTE e QUENTE. Só tomem cuidado ao oferecer um de nosso café a um yankee... Eu já vi a reação, e é (para nós), engraçado... Mas para eles, não só é um atentado psicológico, quanto físico – o que pode até incluir queimaduras!
O único lugar onde parece haver um café decente por lá, fica na Lousiana, mais precisamente em New Órleans, onde há o famoso “cafe-au-lait” do bairro francês. Um dia, vou lá verificar.

De origem ÁRABE (originário provavelmente da Abissínia, aka Etiópia), teria sido dado ao Profeta Maomé pelo próprio ANJO GABRIEL, para que derrotasse 40 homens e comesse 40 mulheres. Não era bem visto pela cristandade, já que ainda por cima, foi trazido pelos conquistadores turcos, quando invadiram a Itália. Quando foram escorraçados de lá, deixaram um monte de café estocado, dando sopa. E os espertos comerciantes italianos, assim que viram do que se tratava, passaram a comercializá-lo... e com as bençãos do Papa, que provou e gostou (e abençoou, tirando as influências satânicas-muçulmanas inerentes, até então). Santo Padre!

Histórias do café existem por aqui também. Segundo “relatos”, as primeiras sementes foram “seqüestradas” da Guiana Francesa, em uma operação digna de “James Bond” – que inclui a sedução da esposa do governador da Guiana, que teria dado as sementes originais para o sedutor agente secreto português. Ora pois.

De qualquer maneira, desde que chegou aqui no século XVIII, o café achou um ótimo local para proliferar. As implicações econômicas aqui são mais que evidentes, mas também há implicações econômicas lá fora. É só lembrar que estávamos a caminho da Revolução Industrial inglesa, e o café foi um dos fatores para isso – ajudando a manter os trabalhadores proletários despertos em suas jornadas de 16 horas diárias.

Nosso BOM café é exportado até hoje, e o que fica aqui deixa muito a desejar. Apesar do nosso mercado, estamos acostumados a ficar com o pior grão, enquanto que os gringos tomam o melhor café. Espero que essa realidade mude, já que tomar um CARÍSSIMO café IMPORTADO (que, no final, FOI PLANTADO AQUI) é o fim da picada. E se o café nacional já e bom assim, imagine com uma melhor qualidade. Hummmm.

Há muitos lugares legais para tomar café em São Paulo. Espero comemorar (tardiamente, infelizmente) nesse sábado, no Largo do Café (pelo simbolismo do lugar), no Evian Cafeterie (acompanhado por um bolinho de ovo).

[]s
Sovi, o cafeicômano

(aceito sugestões onde encontrar um bom café!)

segunda-feira, maio 22, 2006

Sandman e O Faminto

Bela Lugosi is dead is dead is dead is dead

Não foi o Robert Smith do The Cure que serviu de modelo para o Sandman. Mas sim o vocalista do Bauhaus. O Robert Smith é da mesma "corrente" artística, e são muito parecidos - mas tem cara de "bonzinho" demais, enquanto o Peter Murphy consegue ser muito mais sinistro. Mesmo batendo de frente com a Wikipédia, sustento minha opinião Perdi ótima (e talvez única) oportunidade de perguntar isso diretamente a Neil Gaiman, se ele (e demais criadores: Mike Dringenberg, Sam Keith e Malcolm Jones III) se inspiraram em um ou outro, quando participou do iG Papo, em maio/2001.

Eu sou Sandman! Eu sou Sandman!

Quem tiver dúvida, assistam a introdução do filme Fome de Viver (The Hunger), do Tony Scott (irmão do Ridley), com a (sempre linda) Catherine Deneuve e a (linda na época) Susan Saradon. Lá está o Bahaus, em uma boate dark anos 80, cantando o "hit" ,Bela Lugosi is Dead. O vocalista é muito mais sinistro e gótico que o vocalista do The Cure. Lá está o Sandman!

Bem, vejam as fotos, e tirem suas conclusões... Apesar de ter escolhido a foto do Robert Smith mais parecida com Sandman que encontrei...

Falando de oportunidades perdidas, esse filme era o único que queria realmente assistir no Vivo Open-Air do ano passado. Assisti ele na TV aberta a, no mínimo, 10 anos atrás, em uma madrugada insone. Gostaria muito de revê-lo, e ver se sua magia persiste. É um dos melhores filmes de vampiros que já assisti, que (re)cria toda uma nova concepção - não há dentes afiados, mas laminas afiadas guardadas em "anks" egípcios (mais Morte) -, uma atmosfera onírica (mais Sandman) e uma luminosidade um tanto artificial, tão artificial como a vida eterna que perseguem. A "belle de jour" Catarine Deneuve está maravilhosa e intocável pelo tempo (como hoje), que adiciona uma aura a mais ao filme.

Está aí um DVD que gostaria de ver...

[]s
Sovi, undead undead undead

(o tema é misto, mas acabei considerando-o na categoria "Filmes", que anda meio negligenciada)

sábado, maio 20, 2006

A Noite Mais Longa de Isaac Asimov

Inteiro após tantos anos e tantas lidas!

Creio que após terminar de ler o "O Futuro Começou" (incluindo as histórias), tive vontade de continuar a ler contos asimovianos. Por sorte, foi me devolvido um dos meus empréstimos mais "caros", em relação a meus livros: “O Cair da Noite”.

Esse e um dos livros mais antigos que possuo. Foi por volta de 1985 que foi comprado. Estava atrás de "Eu, Robô" - que estava muito caro para nós, no Circulo do Livro. Como não foi encontrado, acabei aceitando outro livro, do mesmo (ate então, apenas recomendado) escritor, com muitas páginas (para valorizar o preço pago) e com capa chamativa, que evocava naves e ação interestrelar.

Eu tinha 10 anos quando tentei ler. Nem tinha vocabulário para ler a 1a história - a única que li então. Li, mas não a entendi picas. Custou para entender que não era a Terra, que não eram terráqueos e toda a "falação" do texto. Ao invés de ação espacial, falava-se sobre sociedade, ciência e loucura, onde ninguém sabia o que era a noite, e um grupo de cientistas debatia enquanto esperava o apocalipse.

A história me perturbou pelo menos o pouco que compreendi. Acabei deixando o livro de lado por mais de dois anos. Mas a história ficou em minha cabeça. Depois de ler muitos outros livros, inclusive de Asimov (“Viagem Fantástica II"), voltei ao volume.

Foi ai que pude apreciar realmente a história, merecida mente dada como um dos melhores contos de ficção já escritos, e talvez o melhor de Asimov. E difícil saber, lendo esse compendio - aqui temos a coleção dos melhores contos do autor, reunidos. Particularmente, sou mais "A Anfitriã" e "O Homem em Cultura" me impressionaram bem mais. Mas todos os contos são tão bons, ou possuem particularidades que a tornam ainda mais interessantes.

A grande fórmula de Asimov talvez seja, não só a “plausibilidade científica”, que requer qualquer história para ser considerada ficção científica. Ele une um bom conhecimento de história antiga (“eu vejo o futuro repetindo o passado... eu vejo um museu de grandes novidades”), crítica social e resolução lógica que não depende de “tirar do chapéu” o desfecho da narrativa. Além da fluência e bom humor mais que característico.

Sou meio suspeito em avaliar. Afinal, ler um dos maiores escritores de ficção científica, já em sua(s) maior(es) história(s) de cara, impressionaria qualquer um.

O conteúdo do volume, com as datas de publicação (e que devem seguir as datas de escrita) é:

  1. “O Cair da Noite” ("Nightfall")- 09/41.
  2. “Manchas Verdes” (“Misbegotten Missionary”) - 11/50.
  3. “A Anfitriã” ("Hostess") - 05/51 (daria uma ótimo enredo a Cris Carter!).
  4. “O Homem Em Cultura” (“Breeds There A Man...”) - 06/51 (somente Shayaman poderia contar essa história no cinema!).
  5. “O Tubo da Morte” ("The C-Chute") - 10/51.
  6. “Por Uma Boa Causa...” ("In A Good Cause" )- 12/51? (um ótimo roteiro para Oliver Stone, se um dia fosse dirigir uma ficção!).
  7. “E Se...” ("What If...")- Verão/52.
  8. “Sally” (idem)- Mai-Jun/52. (Stephen King a leu antes de escrever “Christine”?)
  9. “Moscas” ("Flies") - 06/53.
  10. “Ninguém Aqui, Só Nós...” ("Nobody Here But... ") - 09/53(?).
  11. “Um Dia Tão Belo” ("It's Such A Beatiful Day ") – 1954. (esse é o meu futuro idílico - Asimov também achava, apesar de muitos considerarem um pesadelo)
  12. “Fura-Greve” ("Strikebreaker") - 01/57.
  13. “Ponha O Pino A No Furo B” ("Insert Knob A In Hole B") - 12/57 (A mais rápida. A mais curta).
  14. “O Feiticeiro Moderno” ("The Up-To Date Sorcerer") - Jul/58 (Uma nova versão para “O Feiticeiro”, de Giulbert & Sullivan. Vão reconhecer vários filmes sobre o tema, na hora).
  15. “Ate A Quarta Geração” ("Unto The Fourth Generation")- 4/59.
  16. “O Que É Essa Coisa Chamada Amor?” (“Playboy And The Slime God”) - 03/61 (Asimov escreve até para a Playboy!).
  17. “A Máquina Que Ganhou A Guerra” ("The Machine That Won The War") - 10/61.
  18. “Meu Filho, O Físico” ("My Son, The Physicist!") - 02/62.
  19. “Olhos Fazem Mais Do Que Ver” ("Eyes Do More Than See ") - 04/65.
  20. “Segregacionista” ("Segregationist") - 1967.

Leitura obrigatória para os iniciados e para se iniciarem. Pechincha em qualquer sebo!

[]s
Sovi, o anfitrião

(como estou fazendo um inventário dos meus livros, creio que será o tema mais comentado aqui, por uns tempos.)

quinta-feira, maio 18, 2006

São Paulo em Sítio - Parte III

Cuidado ao usr a camisa do Partido Comunista da Catalunha!

Agora, passado quase uma semana do "início das hostilidades", até parece que já nos "acostumamos" com a nova realidade. Ainda se queimam "alguns ônibus" por aí - como se isso fosse um fato já corriqueiro. Ainda há atentados e ataques por aí... Como se esse "por aí" não fosse logo aí, na esquina. A Impressa parece ter acatado o "pedido" de não pressionar tanto a população com as notícias sobre a violência, minuto a minuto, e se restringir aos horários onde ela (a população) já está acostumada a receber más notícias.

O governo está tão desacreditado, que NÍNGUEM acreditou que não haviam sido feitas negociações junto aos líderes. O governador fala que não, que não houve acordo, mas as palavras não diziam o que se escutava - ouvia-se que "sim, fizemos acordo correndo, qualquer coisa para tentar salvar-nos para essas eleições". Os próprios "bandidos" já afirmaram que houve essa negociação, e isso CONFIRMOU o fato - dada a CREDIBILIDADE deles, muito maior que a do Governo...

E agora, o PCC (já está parecendo sigla de partido) diz que os ataques de lá para cá, estão sendo realizados por outras facções criminosas, que estão indo "no embalo". Não sei o que é pior, ele estar dizendo a verdade, ou ele estar mentindo. De qualquer maneira, as televisões já estão sendo entregues as cadeias, e vamos esperar que essa Copa comece logo...

(Quem estava na fumaça (e no fogo) segunda-feira, mal prestou atenção a Convocação do Parreira. Isso não é um parâmetro p/ medir o medo da população, não sei o que é...)

Agora, a autoridades mostram “serviço”, pretendo e matando “bandidos” nas ruas. Mas há uma grande restrição a informação. Por exemplo, os nomes não são divulgados. Como sabemos que estão pegando as pessoas certas? Ou apenas ladrões de galinha, ou (o mais provável), pessoas que estavam no fogo cruzado. Agora, dizem que SABIAM (da possibilidade?) de haver rebeliões e ataques. Mas só não avisaram, como liberaram todos aqueles presos para o “Dia das Mães” – pelo menos 1000 não voltaram. E as discussões políticas continuam entre governo federal petista, que quer esconder, mas está com um sorriso de orelha-a-orelha, pelo comprometimento do PSDB na históia, e governo estadual, com o (vice) governador fraco e sem credibilidade, que junto com o partido, quer proteger seu candidato a presidência dessa lama toda. E quem sai mais fortalecido continua sendo o PCC.

Como diria um provérbio árabe, e que eu li em "A Espada Selvagem de Conan” no. 5, por volta de 1985 (eu tinha uns 10 anos!), e que ficou gravado em minha memória, para usar em momentos como esse: "Maldito é o Homem que vive em época decadente".

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Sovi, o maldito

(ainda não acabou. Mas preciso voltar a minha rotina normal. Com todo mundo.)

terça-feira, maio 16, 2006

São Paulo em Sítio - Parte II

Cidadão ficam presos ao voltar do trabalho...

Domingo, foram mais de 70 ônibus queimados. Era DOMINGO a NOITE! Tinha algum outro ônibus na rua, além desses? Faltou é ônibus para ser depredado! Isso para dizer o mínimo, por mais impressionante que uma pira urbana dessas queimando, seja. O que dizer dos policiais (e outras autoridades, bombeiros, GUARDA FLORESTAL! - covardia pura) mortos. Esse baque é ainda pior. Se não há segurança pública para quem faz parte da própria corporação, quem dizer para nós?

A gravidade da situação parece ser amenizada para a população, por uma série de fatores. Para começar, é fim de semana, e ainda, Dia das Mães. O foco era a compra de presentes e o almoço familiar. Afinal, numa sociedade de violência banalizada, era apenas um teaser dos noticiários das 18h. Gente assassinada e mães chorando fazem parte do entretenimento televisivo nesse horário. Rebeliões também são rotinas - e como todos os presídios se parecem, a dimensão não fica aparente.

Mas agora, segunda-feira, e é dia útil. As pessoas vão para o trabalho, e notam uma estranha atmosfera no ar. Para começar, não há ônibus nas ruas. Além dos "queimados", as empresas se recusam a liberar outros carros - quem asseguraria seu patrimônio? Só que esse efeito também foi um tanto arrefecido - o paulistano está acostumado a greves de ônibus, e a se safar para conseguir chegar ao trabalho de formas alternativas, quando necessário.

Mas não estão acostumados a serem "bombardeados" com tantas informações de ataques e violência, fora dos horários padronizados dos repórteres policiais. A polícia fazendo barulho nas ruas, ostentando sua bandeira. E logo a onda de BOATOS se espalha, criando sua própria rede de informações falsas, porém muito plausíveis nesse cenário de caos e pouca confiança nas forças oficiais investidas.

Essa é a verdadeira força do ato terrorista. O terror. Não é preciso fazer nada - as pessoas criam os atos de horror em suas próprias mentes férteis e línguas-soltas. E temos alerta de bombas em aeroportos, toque de recolher, transportes públicos paralisados a partir de certa hora. Todos comentam, ninguém se concentra no trabalho, as empresas não sabem o que fazer, e na dúvida, liberam o pessoal antes do término do expediente - isso, sim!, duvido que haja precedentes. E lá vai o povo para casa, enfrentar a falta de ônibus, o transito caótico e o maior engarrafamento do ano na cidade. E pouco mais a noite, tudo vazio - todos recolhidos em casa, obedecendo a um toque de recolher que nunca foi emitido. E tem gente que ainda estava feliz, porque saiu do trabalho mais cedo...

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Sovi, aquartelado

(ainda não acabou!)

segunda-feira, maio 15, 2006

São Paulo em Sítio - Parte I

Linha 3407 não teve diferença no seu dia-a-dia

Parece que finalmente os profetas do apocalipse social foram atendidos. Pelo menos os paulistas - já que o de vários lugares por aí, já haviam sido atendidos a muito tempo. Uma força paramilitar se mostra para a sociedade e a política brasileira. Notem que eu separei os termos, pois não acho que estejam agindo juntas. Ou pensando juntas. Uma, quer ser protegida. A outra quer se proteger.

Fico irritado quando ouço a palavra "bandido" sendo usada a cada 30 segundos na mídia. Bandido é ladrão que rouba, comete latrocínio, recebe suborno. É quem ganha dinheiro com ato ilícito. O que esses caras estão ganhando com esses ataques? Não é simplesmente dinheiro. É outra moeda. Não é simplesmente uma "gang". É um grupo armado, organizado e com objetivos. Eu não engulo essa "diminuição" que querem atribuir ao PCC, para "bandidos" e "gangs". Eu prefiro colocar o problema na altura de uma "farc", um IRA ou outra facção terrorista urbana. Estamos sofrendo ataques terroristas. Talvez estejamos entrando no primeiro mundo, afinal...

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Sovi no bunker

(isso não acaba aqui)

quinta-feira, maio 11, 2006

Sandman: Estação das Brumas

Ergamos um brinde aos velhos fantasmas, amigos ausentes, amores perdidos e à Estação das Brumas. E que cada um dê ao demônio aquilo que lhe é merecido.

A Conrad Editora segue firme e forte (espero) nas publicações encadernadas de Sandman, seguindo o padrão adotado lá fora. Agora é a vez de uma das melhores "series", "Estação das Brumas".

Paguei 48 kiwis na promoção de lançamento na FNAC (em 15/03/2006)... Se você contar que são 8 edições, sai 6 frutas-do-conde cada... Não é tão absurdo assim...

Mais uma vez, eu chamo a atenção para a tradução. A Editora Globo fez uma tradução decente, mas a nova tradução revela muitas falhas - e muitas perdas em relação a primeira impressão.

Por exemplo, quando Destino convoca a Morte, ela chega e diz algo assim, na primeira versão: "E aí, irmãozão?", na tradução original. Um chiste engraçado, e só. Na nova tradução, fica: "E aí, grande irmão?". Não só mantém o bom humor, como faz referência direta à obra de George Orwell – muito mais ao estilo de Neil Gaiman. O diálogo final entre Lúcifer e o velho na praia australiana é outro exemplo. Principalmente porque o tinhoso não é mais confundido com um "hippie", como escrito na tradução anterior, mas é chamado de inglês... (“existem ingleses bons”...).

(A relação entre australianos e ingleses deve ser semelhante a nossa com os portugueses... talvez até mais acirrada).

Não há espaço (e tempo) para descrever a história (e “sub-histórias”) presentes nessa obra prima. Há assuntos e referências a torto e a direito, que seriam usados em outras obras da série, mesmo depois da série ter terminado.

Acredito que foi ao escrever essa série, quando os deuses se reúnem para o leilão do Inferno, que germinou a idéia do livro Deuses Americanos, que Gaiman escreveria mais tarde.

[ ]s
Sovi, o velho bastardo

(E-mail original enviado em 19/03/06, para a lista Eteca. Não, eu não “pulei” nada. Ainda NÃO COMPREI o terceiro volume da “Biblioteca de Sandman”. Mas “Terra dos Sonhos” já está sendo encomendado...)

quarta-feira, maio 10, 2006

Sandman: A Casa de Bonecas

Tire essa etiqueta de cima de mim! Saiu mais uma edição ultra-luxo (e ultra cara – pelo menos para meus padrões) de Sandman, agora o segundo "livro", Sandman: A Casa de Bonecas, pela Conrad.

Está uns 60 contos por aí... Comprei o meu na FNAC Paulista, que ESTAVA dando -20% (colando os malditos adesivos na capa! Já fiz reclamação a respeito!), e sai 48 pilas. Está certo que pagar tanto por três histórias (o prólogo de "Nada", "Casa de Bonecas" propriamente dito, e o bônus "Homens de Boa Fortuna"), ou quatro (se contar a do "Chapeuzinho Vermelho") parece muito $$$. Mas em se tratando de Sandman, não é...

E eu acabei comprando... Mesmo tendo os antigos fascículos lançados pela editora Globo no inicio dos anos 90 (e muito bem conservados, ainda hoje!). Mais um rombo no orçamento....

Mais uma vez, a diferença de tradução é muito evidente. Principalmente em "Homens de Boa Fortuna", onde há zilhares de referências a história da Inglaterra, que duvido que os próprios ingleses saibam... A Editora Globo cortou tudo isso antes, colocando frases "parecidas" nos balões das falas, para não perder tempo explicando. Nessa nova edição, o texto está bem mais parecido com o original - e com milhares de notas de fim de texto.

Há vários ouros exemplos, onde Editora. Globo praticamente invertia o sentido da frase... Tradução às pressas, que até foi bem feita, diga-se de passagem... Muita coisa agora fez bem mais sentindo!

O trabalho nas cores também trouxe novos efeitos. A camiseta do "Terra da Alegria", com a estampa do Lobo Mau está muito mais evidente - uma ligação-chave com a história original do Chapeuzinho Vermelho,contada pouco antes....

Quanto ao conteúdo, o que há de se contar? Quase nada SE DEVE CONTAR. Deve-se ler. Mas vamos lá...

Começa com a (aparentemente nada a ver) história de Nada. Só há ligação (muito importante) em uma curta frase de uns dos primeiros diálogos no segundo capitulo. E que os mais desatentos podem até perder, uma vez que a palavra “Nada” tem um correlato em nosso idioma. Aí que começa a história de “A Casa de Bonecas”, um título que se torna evidente, já que uns dos itens chave do enredo (em todo o volume) é a manipulação. E, quase no auge da trama, quando a tensão da história está no seu maior apogeu, Gaiman CORTA todo “fio-da-meada”, e coloca uma história (aparentemente também, “nada-a-ver”), deixando a tensão no ar por mais um capítulo. Na encadernação, nem é tão grave, mas imaginem isso nos tempos da Editora Globo, quando a periodicidade era (ou deveria ser) mensal. Mas, como é uma das MELHORES HISTÓRIAS escritas (inspirado claramente em Highlander, de Gregory Widen), não há muito o que reclamar.

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Sovi, o hieromante

(comprei a minha edição em 15/09/2005, e escrevi os seis primeiros parágrafos para a lista Eteca. Complementei agora)

terça-feira, maio 09, 2006

Sandman: Prelúdios e Noturnos

exit: light! enter: night! take my hand!!! we`re off to never never land...

Saiu um novo exemplar encadernado de "Prelúdios e Noturnos", pela Conrad. Material de primeira: capa dura, papel especial, prefácios, todas as capas do Dave McKean e, sobretudo, NOVA TRADUÇÃO.

Não que a antiga fosse ruim, muito pelo contrário... Mesmo levando em conta que houve apenas um ano de diferença entre o lançamento de Sandman "lá fora" e o lançamento pela Editora Globo "aqui dentro"... Mas nota-se uma melhor qualidade nos textos, por mais que isso pareça impossível, já que estava tão bom... O preço é pode parecer meio salgado... Mas vale cada centavo! Para os mais pão-duros, é só imaginar que está comprando 8 (oito) revistas em uma – os fascículos de 01 a 08 de Sandman.

Vale lembrar que, nessa época, não havia o selo “Vertigo”, e o personagem estava imerso diretamente no universo da DC Comics. Tanto que, a cada história, Sandman é “apresentado” a esse mundo. Primeiro as personagens que fariam parte definitivamente da "Linha Vertigo", como as “bruxas cinzentas” – que já haviam aparecido em diversas outras publicações de “horror” da editora e ao “iniciante" John Constantine – recém criado por Alan Moore, e recebendo novas e tenebrosas histórias de Jamie Delano. E outros personagens “de linha” da DC Comics, como Etrigan, o Demônio (rimador – pega no meu com louvor!), a própria Liga Da Justiça (na época, Internacional) e o Doutor Destino (não o da Marvel, mas John Dee), que se revela o grande “vilão” da história, e até o próprio capeta...

Mas é na última parte, que Neil Gaiman revela sua (primeira) personagem totalmente original. Mesmo Sandman, é um nome que já fora de personagem antes. Mas é no epílogo que ela aparece, para dar uma força para seu irmão mais novo. E se tornar depois, tão, ou mais popular quanto ele. A Morte.

Essa edição é baseada na edição encadernada oficial. Vamos sonhar para Conrad lançar os outros volumes encadernados também... Vou abrir até um fundo para me preparar...

[]s,
Sovi no despertar eterno.

(comprei minha edição de "Prelúdios e Noturnos" em 14/07/2004. Escrevi parte dessa nota em seguida na lista eteca, mas complementei e escrevi tudo o que queria agora. Comecei a usar links p/ a Wikipédia., para incrementar os artigos.)

segunda-feira, maio 08, 2006

Faça Love, não Jogue War!

He he... Vou me dar bem... Oh! Saddam! Oh! Oh! Ohhhh!!!!! É preciso ser muito idiota para cair na conversa do Bush filho. É óbvio que ele quer o petróleo do Iraque. O controle de uma fonte de energia (e $$$) assim não deve ser ignorada. Vale lembrar que o EUA tem muitas reservas de petróleo, tanto no território do Texas e afins, quanto no Alaska. Mas lógico que estão poupando, pois quando acabar o óleo dos "criadores de cabras" árabes. Quem joga Age of Empires (ou qualquer outro jogos de estratégia) - sabe que se deve explorar as reservas mais "distantes", p/ quando o negócio engrossar, vc ter as reservas "de casa".

Independente do petróleo, a justificativa de depor o Saddam é risível. Porque o Bush pai não o depôs, na Guerra do Golfo? Foi por acordo mútuo: p/ os iraquianos, o Saddam saiu como herói, e o p/ os EUA, o Bush foi reeleito. Fora que o Iraque estava lá p/ frear o Irã, país que ninguém mete o bedelho até hoje. Porque não foram atrás das armas químicas, quando o Saddam jogou-as em cima dos curdos? Foi logo após a guerra do golfo, e americanos não faltavam lá, na época. Porque agora?

O Saddam é um grande “Filho da Puta”. Não há duvidas quanto a isso. Mas ele governa o Iraque, com o "consentimento" do povo. Ditador? Porque o povo deixa. Repressão militar? Não há mercenários no exercito iraquiano, mas iraquianos. Se o Saddam deve ser deposto, deve ser deposto pelo povo iraquiano. Eles devem enxergar, se unir, e tocar o "hómi" de lá. Faz parte da maturidade de uma nação. Se os EUA chegarem lá e exilarem o Saddam, pode ter certeza que ele volta ao poder, com um apoio popular maciço, para a "libertação" do Iraque. Se ele for morto, vai ser pior - vira mártir. Nos dois casos, todos os crimes do pulha serão esquecidos, e ele passará a ser idolatrado como o cabra que peitou os EUA, que defendeu a Nação Árabe contra o Grande Satã. Que foi falsamente acusado, condenado pelos inimigos e pagou o preço por defender sua ideologia. Não ficaria bonito em um capítulo de um livro de História? Só que dedicado ao Saddam Hussein!

Ao meu ver, o Saddam deveria renunciar. Mas a favor de quem? Do filho, que é a cara dele? Ou para um fantoche de Washington? No primeiro caso, não resolve nada os interesses yankees. No segundo, seria como perder a guerra mesmo. Seria engraçado os EUA deporem o Saddam, fazerem eleições gerais, como Saddam concorrendo - é capaz dele ganhar!

Mas o Saddam não vai renunciar. Pode ser o dinheiro que for, uma boa vida no exílio que seja. Quem experimenta o Poder, nunca abrirá mão dele.

Também quero entrar nessa suruba! E depois de fazerem a sua caveira (muito verdadeira, é verdade), os EUA não podem deixar de levá-lo a um tribunal internacional. E aí? Todo o Mundo Árabe será a favor dele. Como condená-lo?

Há muito que discutir. Mas não há duvidas que a Guerra vai estourar. Muita grana já foi gasta nisso - e é preciso que muito mais grana retorne. E a Guerra vai retorna muito lucros. Se não fosse assim, nem haveria Guerra.

[]s
Sovi, que acha que o Saddam deveria aceitar a proposta da Cicciolina, e dar uma risada maliciosa da cara do Bush


(em mais um e-mail a lista eteca, discutindo a iminência da guerra em 17/02/03 - por isso, os verbos no presente e não do pretérito. Por essas e outras, minha personagem preferida em Ilíada é Cassandra)

domingo, maio 07, 2006

Canibalizando Hannibal

mnhamm mnhammm Como (para variar) eu já havia lido o livro, já assisti o filme com descrença. O livro já não é tão bom quanto os anteriores ("O Silêncio dos Inocentes”, e “O Dragão Vermelho”), que eram curtos, precisos e perturbadores. O livro “Hannibal” é bem maior, mais exagerado - e menos "lapidado". Tem uma série de sub-tramas paralelas (a do FBI contra a Clarice é muito mais feroz e revoltante, a ação do pedófilo desfigurado - principalmente, seus crimes – é muito mais explorado, ele tem uma irmã sado-lésbica que trama contra ele, p/pegar a herança, a história do policial italiano - e toda a “parte” italiana da trama - é muito mais explorada, e por aí vai...)

O filme deixa de lado o propósito do próprio título. A ORIGEM de Lecter é praticamente esquecida, principalmente do trauma que causa sua psicose - que envolve irmãzinha, nazistas e o inverso russo... E como a presença de Clarisse se relaciona a isso tudo. Mas, grosso modo, toda a parte que envolve Lecter e Clarice está lá - MENOS O FINAL!!! A "melhor" parte do livro foi total e inteiramente mudada, a pedido da Judie Foster, quando ela ainda dava esperanças de fazer o papel. Mesmo ela caindo fora do projeto, eles mantiveram a porcaria do final! Afinal, tinham pagado roteirista para quê?

O final não é bom? Bem, como não é igual ao livro, até que se enquadrou. Mas o final do livro é MUITO, MUITO PIOR do que vocês podem imaginar (em mais de um sentido). É mais interessante, para dizer o mínimo Se quiserem ler apenas os últimos capítulos, aproveitando o enredo do filme para completar a história, até pode ser... Afinal, o fim do livro é daqueles "infilmáveis", na lógica distorcida da moral e bons costumes americanos. Imagino que o que passou pelo autor foi: "já que me encheram o saco para continuar a história, para poderem fazer o raio do filme, então vou me vingar com um final que os faça se arrepender pelo que me forçaram a escrever - e quero ver filmar". Bem, ninguém viu... O que o Ridley filmou foi só uma (carninha) requentada.

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Sovi da Rua Morgue


(e-mail enviado em 12/11/02, em resposta a uma discussão a lista eteca. E ainda mantenho minha palavra: eu não conto o fim dado no livro!)

sexta-feira, maio 05, 2006

BLOG Morto BLOG Posto

Forças cósmicas de um deus bêbado e muito sacana... Quando eu falo que há FORÇAS CÓSMICAS conspirando contra mim – e se divertem muito comigo! – as pessoas me chamam de pessimista, de sofrer de delírios persecutórios ou apenas ser mais um maníaco depressivo da vida... Ou tudo isso junto. Mas o fato é: após exatos 10 posts do meu PRIMEIRO BLOG no “Weblogger”, o site caiu... E não voltou mais! Chego quase a pensar em pedir desculpas aos outros usuários do serviço...

Mas desculpa o que nada! Pode-se desculpar um problema ou outro – acontece muito nesse mundo totalmente sem lógica da Informática... Mas já se passaram cinco (!) dias de blog offline. Isso é mais do que se pode perdoar em qualquer tipo de serviço – ainda mais se levarmos em conta que não é qualquer empresinha por trás, mas o Terra/Telefônica. Incompetência pura. To fora!

Acabei por optar em migrar para a segunda opção: o BLOGGER. Já havia registrado o "blogdosovi.blogspot.co”" – o "sovi.blogspot.com" já esta registrado, p/ um mané que nem usa (mandei um e-mail para o Blogger, para tentar tê-lo).

O BLOGGER tem muito mais recursos que o Weblogger, alguns bem bacanas. Mas o que mais chamou minha atenção foi o de poder publicar os posts com data e hora estipulados – assim, pude manter a mesma ordem cronológica que estava usando. Meu ódio arrefeceu muito, depois que descobri essa facilidade...

Tive que adaptar meu template ao BLOGGER. Nada muito difícil, depois de estudar as TAGS especiais de publicação. Têm algumas que ainda não utilizei, mas o importante é colocar o site de volta no ar (bem mais rápido que a equipe técnica do Weblogger). Mas agora vem a parte de suprir as DEFICIÊNCIAS do Blogger – afinal, se não existissem, ele teria sido minha primeira opção desde o início. O contador de visitas, por exemplo, veio do Site Meter. Já estava na mão, pois odiava o contador do Weblogger, que não tinha nada a ver com meu template. Apesar de estar acima das 200 visitas, sei que mais de 50% delas foram feitas por mim mesmo, de modo que iniciei a contagem em 100. Não ter “Livro de Visita” também me incomoda. É algo “arcaico”, mas eu acho legal. Estive vendo vários por aí, mas todos colocam malditos banners e ads. Pena que, de qualquer maneira, meu livro de visitas, se voltar, voltará zerado – sem o único assinante que o assinou...

Outra perda foi os comentários. Estava até pensando em usar um sistema de comentários de terceiros, mas isso esbarra no mesmo problema do livro de visitas... banners e ads. Além disso, o sistema de comentários do BLOGGER é altamente eficiente. Vou ficar com ele mesmo...

Outro grande problema é em relação às imagens. O BLOGGER “zoa” muito minhas figuras ao fazer upload, por adotar o padrão PNG – enquanto o dino aqui gosta de usar GIF (mais por causa da transparência). Desse modo, para poder usar minhas imagens de modo “original”, tive de arrumar outra hospedagem para elas. Tem vários serviços por aí, mas não gostei de nenhum – sobretudo, por todos serem muito lentos na hora do download. Acabei usando os 100 mb do meu "Google Page" para armazená-las. Aí, fica tudo “em casa”. É rápido, mas ainda assim não é o ideal. Estou vendo – e tenho esperanças, no flickr.

Não gostei da tela de “perfil” do BLOGGER Até pensei em usá-lo, mas voltei a linkar meu perfil no orkut. Logo, devo me livrar disso, e criar uma página própria – provavelmente, utilizando o meu googlepage.

Eliminar a barra do Blogger foi fácil. Eu a deixaria se não atrapalhasse meu lay-out. Vou abrir um espaço no pé-da-página, para os devido créditos ao BLOGGER, e outros “banners” mais tarde. Mas ó pela propaganda que fiz dele no fórum da Weblogger – em clara tentativa de retaliação, já paga a hospedagem...

O importante é que agora voltei a ativa! Se o Weblogger voltar a funcionar (o que não faço questão), posso a vir a usá-lo como “mirror”. E usar um redirecionar, caso algum dia volte a dar esse problema: sovi.serveblog.net, do No-IP.com; o sovi.antiblog.net (anti é comigo mesmo!) e o famigerado sovi.cjb.net. estão a postos. Afinal, agora as forças cósmicas estão vendo o BLOGGER com outros olhos....

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Sovi Reborn


(post de inauguração do BLOGGER. Pela primeira vez, não editei a data e hora!)

segunda-feira, maio 01, 2006

“Tem muito trabalho para quem estiver disposto"

Giovani... Mata! Essas palavras expressam bem o significado do Dia do Trabalho. Foram ditas pelo empresário e empreendedor americano Henry Ford. Isso só não se aplicou aos 3000 trabalhadores da Ford do Rio Rouge, em Dearborn, Michigan, em plena Grande Depressão de 1932. Protestavam contra o corte de pessoal, salário e condições de trabalho. Violenta repressão policial e quatro mortos por BALAS DE METRALHADORA – arma que os policiais NÃO USAVAM – e sim os seguranças da/de Ford. Foi dada a velha desculpa de “agitadores externos” e ninguém foi condenado.

Quase cinqüenta anos antes, em 1º. De maio de 1886, companheiros haviam recebido o mesmo tratamento em Michigan, quando protestavam contra as mesmas coisas. O movimento foi maior, e maior foi o saldo de mortos – principalmente se contarmos que os líderes trabalhistas foram JULGADOS e CONDENADOS a MORTE pela justiça americana, um ano depois da sufocação do movimento.

Foi um CONGRESSO SOCIALISTA, em 1889, que escolheu a data. Mesmo sendo uma data “comunista”, foi aceita mundialmente, pouco a pouco (preferiu-se usar “Dia do Trabalho”, e não “Dia do Trabalhador”, para desvincular do proletariado, e deixar a data menos "vermelha"). O Brasil só passou a comemorar no fim dos anos 30.

Menos, lógico, nos EUA – que comemora o “Labor Day” na primeira segunda-feira de Setembro – data escolhida pelos motivos que nada têm a ver com os movimentos trabalhistas, e são até idiotas... Coisa de americano...

[ ]s
Sovi é ford

(especial para o Dia do Trabalho. Escrevi meio apressado, pois hoje não é dia de trabalhar...)