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terça-feira, outubro 31, 2006

Eleições 2006 - Final Round.. Finish him!

O barbudo levou essa... Sexta-feira, dia do TÂO AGUARDADO (ohhhhh) ÚLTIMO DEBATE (óóóóóóhhhhhh) na GLOBO (óóóóóóóóóhhh). E eu, na rodoviária Tiête, indo para a casa dos meus pais. Mas meu pai fez o favor de gravar para mim. Não que fizesse muita questão. Mas já que já tinha se dado ao trabalho...

Como é de praxe, a Globo fez toda aquela produção faraônica, trazendo "eleitores indecisos" (só se for sexualmente) de todo o Brasil. A iniciativa é até válida, mas o resultado ficou aquém do que esperava. De todo aquele bando, só uns poucos puderam realmente perguntar algo. O restante, apenas descolou uma viagem grátis até o Rio de Janeiro,com direito a tour pelas míticas instalações da emissora. Até aí, nada contra. Só na hora das perguntas, que foram LIDAS. Quem me garante que essas perguntas eram deles mesmos, ou não passavam de oradores (e quase nem isso) inter estaduais?

No teor das perguntas, era evidente a hostilidade para com o "Candidato Lula". As perguntas para o Alckmin eram bem mais "carinhosas", isso era evidente. Isso dava mais valor as repostas do Lula, em contra partida. Esse tipo de hostilidade server mais para promove-lo de que para denegri-lo. Só aumenta essa mística de luta contra as "elites", mais que personificadas pela emissora Globo, desde os tempos do debate contra Collor.

O legal foi que eles ficavam de pé, no "cercadinho", andando a esmo um ao lado do outro. Esse tipo de iniciativa eu gostei. Garanto que houve horas em que vi o Geraldo procurando algum pedaço de pau, que a produção pudesse ter esquecido ao montar o cenário. "E o Inácio, mais de uma vez, deve ter olhado a cadeira e pensado: "É com essa mesmo!". Mais um pouco, e voltaríamos ao método antigo: ambos se digladiariam,e o mais forte (e que sobrevivesse) seria "eleito" o chefe da tribo. Não que considere esse método ruim, face o atual nível dos nossos candidatos

O resultado (ou a falta de resultado) do debate se mostrou nas urnas, nesse domingo. Não mudou em nada. Vitória esmagadora do Lula sobre o Alckmin. Como as pítias das pesquisas haviam previsto. Mesmo eu estava "confiante", que nem fui votar. Como perceberam, fui viajar, e desse modo, fiquei longe da minha zona eleitoral. Não que vá usar isso como "desculpa" mais a frente, como muitos fazem. Se tivesse por perto de casa, teria votado no barbudo.

Mais de uma pessoa me falou que vou me arrepender de ter votado nele. Mas digamos que, se meu voto e de mais da metade da população brasileira fosse diferente, como saberíamos que seria melhor ou não? Não temos como saber. A decisão já foi tomada, por nós todos (quem votou e quem não votou no Lula), e agora, temos que ir em frente. Não adianta ter essa "síndrome de ridondo".

(Em tempo: Ridondo foi uma personagem criado por "Robert E. Howard" para o "Rei kull" – e ainda "reaproveitado para seu personagem mais conhecido, "Conan, o Bárbaro" –, um menestrel louco que fazia grande oposição e mesmo conspiração contra quem estava no poder. Não importava quem. Tanto que, quando uma das personagens howardianas perdia a coroa, geralmente ele passava a ser "amigo", e até ajudava a reaver o trono. Para ser tornar opositor, inimigo ferrenho e (re)iniciar sua campanha contra o monarca, logo em seguida.)

Bem, o importante é que o dia das eleições chegou. E passou. Aleluia! Quem sabe agora tudo caminha melhor. Ou não. A prefeitura paulista PFL já diz em aumentar as tarifas do transporte público. E a política nacional do PT volta a ser o que era. Para o bem ou para o mal. Mas, de qualquer maneira, para todos nós.

[ ]s,
Rei Sovi

(e com o fim do processo eleitoral, voltamos a minha programação normal... e a coloração normal!)

segunda-feira, outubro 23, 2006

14-Bis, 100 anos

Alvo travado. Pronto para atirar. Confirmado. Pode derrubar!

Durante o período nazista, um dos maiores destaques se dá a Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda do 3º. Reich. Ele cunhou uma frase que já o deixaria famoso (no mínimo, nos mundo do Marketing), se já não o fosse por seu envolvimento nesse período negro da História: "Uma mentira, dita muitas vezes, se torna uma Verdade". Infelizmente, ele sabia o que estava dizendo. E um dos maiores seguidores dessa idéia é justamente os EUA, que o "Eixo".

(Além da "eugênia" ser uma idéia tipicamente americana, como a torta de maçã, e por todos os cientistas nazistas fagocitados pelos EUA no pós-guerra. Mas isso é outro post)

O exemplo maior talvez seja que, diferente do resto do mundo, nenhum americano saiba quem foi Santos Dumont. Nenhuma escola yankee deve ter citado seu nome, nos últimos cem anos. A não ser, talvez, como ironia, por alguém querer tirar (mais) esse mérito do povo americano. E impensável o fato do avião não ter sido uma invenção deles (assim como a WEB, mito que pelo menos "Anjos e Demônios" de Dan Browntentou desfazer, ao usar a técnica "fatos verdadeiros que todos desconhecem" versus "fatos não comprovados, mas que no mesmo contexto dos fatos anteriores, ganham mais credibilidade",empregado com mais sucesso em "O Código Da Vinci").

Todo ano eles homenageiam os "Irmãos Wright", que dizem ter feito o primeiro vôo em uma avião funcional. Ninguém viu.Só se baseiam na palavra deles. E numa publicação do resultado em uma revista voltada para a agricultura. Mas como é a palavra de um americano, quem duvidaria? Afinal, eles só quebraram 300 tratados de paz com os índios no seu território... E todo ano tem um babaca que faz uma replica do modelo deles, e tenta voar. E sempre quebra a cara (geralmente, literalmente), e nunca conseguem.

Já Santos Dumont voou no meio de Paris, aos olhos de todos. E toda vez que alguém cria uma replica do 14Bis, as chances de ter sucesso no vôo são sempre altas. Até os próprios americanos passaram a copiar os seus modelos, no inicio - principalmente o seu modelo 22. Mas nunca o reconheceram (nem o irão um dia) como o "Pai da Aviação".

Ainda bem que algumas verdades são mais difíceis de mudar que outras. Mas a força da cultura norte-americana dominante cada vez mais pressiona esse conhecimento. Nós sabemos quem são os tais "Irmãos Wright", mesmo não lhe dando o crédito. Mas muitos, não só nos EUA, mas em boa parte do Mundo, nunca ouviram falar desse Santos Dumont (a não ser que ele quer tirar a glória dos esforçados irmãos americanos).

Ainda bem que Santos Dumont se radicou na França (e até possui sobrenome voltado ao francês), o que lhe garante certo apoio do "Velho Mundo" nessa luta pelos direitos autorais.

Se tivesse decolado aqui no Brasil, aprenderíamos tudo sobre os "Irmãos Wright" na escola. Pode ser pessimismo terceiro-mundista e anti-nacionalista. Mas o que esperar dos pais que o levou seu maior inventor ao suicídio? Que usou os aviões que idealizara para bombardear seus compatriotas durante a Revolução de 30?

[]s
Sovi, 51 posts (Quem diria, passei o 50a. post publicado aqui! Mesmo depois de um atraso de quase uma semana!)

sábado, outubro 21, 2006

Eleições 2006 Round Two Fight!

Vote em mim! Rei da selva!!!

A alegria do Alckmin durou menos de uma semana. Sua "moral" também. Foi só o “Garotinho" entrar na festa. Ai, o bolo desmanchou, o suco azedou e as velas botaram fogo na saia da tia Denise. O Geraldo aceitou o apoio, lógico (com aquela cara de "fazer o que?"), já que o Garotinho (hahah, não consigo segurar, por mais piada pronta que seja) era o candidato "evangélico" disponível (o Lula ficou com o outro), e todos sabemos o quanto os votos dos "crentes" são importantes. Infelizmente, a maioria desses eleitores é mais cordeirinho que a maioria, de modo que são votos garantidos. Acho muito perigoso essa união mais estreita entre igreja e política. É só ver casos como o Irã, ver no que dá. Ainda teremos problemas com isso, no futuro. Pelo menos, nesse momento, as igrejas só se interessam por uma coisa: dinheiro. E manter seus privilégios e incencões. Por enquanto.

Depois, veio o tão aguardo debate na "BAND", no domingo, dia 07/10. Se têm uma coisa que pude tirar desse debate, foi que me senti menos mal em ter votado no Lula no primeiro turno. Foi só o Alckmin abrir a boca, com toda uma postura agressiva e sem educação, chamando o Presidente de mentiroso e tal. O papo de sempre. Pegou tão mal, que despencou nas pesquisas, aumentando a vantagem do PT. Tanto que, assim que começou o “Horário Eleitoral Gratuito", ele baixou a bola rapidinho.

Não que o Lula tenha sido melhor no debate. Se há um termo para usar para a sua postura, eu usaria "sonso". Pior que o PSDBestas e os PTrastes ficam dizendo que foi seu candidato do coração quem ganhou. Balela. Não é questão de dizer qual foi o melhor. Mas o “menos pior". Arrisco me a dizer que foi o Lula quem "ganhou" no debate. Por um focinho...

Ainda mantenho meu voto no PT Por negação ao Alckmin e PSDB (e seu partido irmão, PFL, esse sim, sempre tive asco a tudo que ele e o ACM representam... siglas malditas!), do que aprovação ao Lula e seu PT. Gostaria que fosse diferente, mas não é. Agora que podemos ver ambos juntos em debate, percebemos o quanto são iguais. Talvez por isso o Alckmin não seja opção. Ele deveria ser a antítese de Lula. Mas não é.

Eu tento não fazer campanha pro PT, muito pelo contrário. Já tive minhas ilusões quanto ao PT uma vez (e ao PSDB em outra). Mas não mais. Só não voto nulo o em branco, porque é um escapismo que não existe. Espero estar dando um recado ao pessoal de DIREITA para ficar mais esperto e não relegar o plano social como sempre tendem a fazer. Espero voltar no PMDB nas próximas eleições. Quem sabe o Ulisses Guimarães não retorna? É o Neo-sebastianismo brasileiro....

Brincadeiras a parte, se tem algo que não entendo MESMO, é quanto há pessoas mobilizadas para fazer campanha. Que literalmente vestem a camisa. Tirando aquelas que têm seu serviço (e ganhos) ligado a esses partidos (principalmente, na vitória), não vejo sentido algum em discutir (em tom de provocação, não no sentido certo da palavra). Respeito muito mais esses “mercenários", que os outros eleitores engajados apenas pela “emoção". Será que essas pessoas acham mesmo que será melhor um ou outro?Eu que não boto a mão no fogo por ninguém - sobretudo gente desse meio. Respeito mais os antigos eleitores que elegeram o “Collor" (em 1989, não agora!!!), que ao menos era novo e carismático, projetado pela mídia e com seus antecedentes ocultados. Já os dois candidatos em questão são macacos-velhos, cheio de armários cheios de esqueletos. Algo óvius. Não há mais espaço para inocência. Macaco por macaco, fico com bugio de cara mais barbuda.

[]s,
Sovi, o golpista

(não vejo a hora das eleições presidenciais acabarem, e a versão atualizada do Golpe! seja lançada!)

terça-feira, outubro 17, 2006

ParaWorld - A História

Sauron é a  puta que o pariu...

Fazia tempo que não aguardava o lançamento de um game. Dificilmente fico na expectativa de um lançamento, tirando as séries que acompanho desde sempre, como aconteceu com "Age of Empires III" (e sua expansão, que sai agora) e acontece com "Command an Conquer Tiberiun Wars" (que só sai ano que vem! Ainda!), e ainda "Marvel Ultimate" (tá bom, talvez não seja tão raro assim). De vez em quando, olho os lançamentos, em busca de algo interessante. Mas só por curiosidade. Afinal, há tantos jogos que ainda não joguei... E que rodam mais rápido no meu micro, que os lançamentos de hoje...

Mais uma exceção se abriu esse ano. Lá por abril ou maio, quis saber se existia algum RTS (Real Time Strategy - meu estilo de game favorito, como podem perceber) integrado com outro tema que também muito me interessa: dinossauros. Fui ao "MobyGames", "Gamespot e até no "Baú de Jogos". E para minha surpresa, não havia nenhum! Um ou outro da franquia "Jurassic Park", ou similar, mas nada que chegasse perto do que queria.

Mas havia referência a um jogo nos moldes que procurava. Estava ainda em DESENVOLVIMENTO, por uma obscura softhouse alemã. As imagens prometiam um belo jogo (não que se compare aos engines foderosos de "Age o Empires III" ou "LOTR: Battle for Middle-Earth", mas não faz feio: os cenários são bonitos e os animais muito bem esqueletados), com guerreiros bárbaros usando e derramando sangue junto a bestas pré-históricas rusticamente armadas. Era PRECISAMENTE o que queria!

E fiquei na expectativa do lançamento... A E3 veio, mostrou, e passou... Lançamento mundial postergado para Agosto. Que, lógico, foi adiado mais três vezes. Até que foi lançado, na ALEMANHA! Mein Gott! Para depois, dia 27 de setembro (e depois de mais atraso) ser lançado no bom e entendível inglês. Sem previsão de desembarcar nessas terras meridionais, infelizmente. Se contentem em baixar os demos single player de 1,2 gb e multi player de 800 mb em linha discada...

(Lógico que usei outros métodos... Mesmo assim, foi quase uma semana de download...)

Finalmente, após tanta espera, instalei o tal. Já com expectativa baixa... Havia comentários a respeito de vários BUGs: erros de execução, falhas gráficas, botões desabilitados e sons que não tocavam. Versão 1.0 mais para RC1, senão Beta! Já passou da hora de lançarem patch de correções, mas ate agora, nada no site. E com o agravante pessoal de usar Windows XP Professional 64-bit Edition - ótimo em incompatibilidades!

Bem, dito e feito. Ao clicar no ícone do zóio (acima), já me da um ERRO FATAL. Um palavrão bem sonoro, e um OK, e um erro de exceção. Mais nervoso ainda... Mais um OK e mais outro erro em tempo de execução. E mais outro. Quer enviar log para a Microsoft? O caralho!!! Eu quero jogar!!!

Ai, entra o jogo. Ufa!

Começa com as animações pré-renderizadas dos produtores. Depois, entra a animação com a apresentação pífia da historinha do jogo. Quem já jogou StarCraft sabe como uma boa historia faz diferença, dando todo um clima da produção. Mas não procure isso aqui. Não tenha dúvidas que tudo passou por mais de quatro mãos, e a história deve ter mudado tantas vezes que o resultado final e uma colcha de retalhos sem nexo.

Claramente inspirado no famigerado Dinotopia - quem não leu, não leia, é muito chato! E quem assistiu quando passou no SBT (em capítulos, ainda por cima) sabe que essa obra so serve para JUSTIFICAR a extinção dos dinossauros - estamos melhor sem eles -, e bem que alguns seres humanos poderiam ter sido extintos junto, que conseguem ser ainda mais chatos! Nesse "mundo" proposto, os dinossauros são animais "comuns", que ninguém estranha e convivem com os homens. Como em "pokémon".

Eu esperava uma ambientação histórica, com bárbaros da era da pedra polida ou inicio da História escrita. Mas tudo começa na aparente Londres vitoriana, sendo sobrevoada por um Archeopterix. Digo aparente, pois nada mais condiz com essa referência dessa época. Os personagens vão para onde esta a treta DE AVIÃO. E as personagens femininas se vestem se de uma maneira que envergonharia a mais rameira das prostitutas de cais daquela época: magrelas com calças baixas agarradas, tops minúsculos e barriga de fora. Roupas mais condizentes com as boas mocas de hoje...

Essas personagens vão para um PARQUE TEMÁTICO. Lógico que não e sobre dinossauros. Isso e coisa comum por lá. Decidiram clonar BÁRBAROS! Vikings, africanos e mongóis. Que, lógico, se revoltaram, e passaram a matar todo mundo, e uns aos outros, usando os dinos como armas de infantaria e destruição em massa. E as personagens vão para o tal lugar pacificar o gentio.

Bem, a historia PODERIA ser essa. Seria, pelo menos, mais "original". Mas, na historia oficial do game, tudo começa no nosso mundo normal (então, que raios de archeopterix era aquele?) e as personagens querem fazer uma expedição (só eles, sem mais nenhuma infra) para OUTRA DIMENSAO, cuja passagem se abriria em breve, segundo os cálculos de Charles Babage (aquele pobre diabo que inventou o computador, ou pelo menos o esquematizou, para apostar nos cavalos!). Pedem patrocínio a um ricaço (que pela cara de maluf, e óvius que possui segundas e terceiras intenções no empreendimento). E os bonitinhos vão (de avião! Onde arrumaram um avião?), entram de pára-quedas (literalmente) nessa tal dimensão paralela, onde homens e dinossauros coexistem. E dão de cara com o portão "Viking Park", nos mesmos moldes de "Jurassic Park". Argh! Que zona. E, uma vez na tal "outra dimensao", eles FINALMENTE se tocam que precisam de uma maneira de VOLTAR para "cá". Os burros só pensaram nisso agora! Ainda bem que um DRUIDA (!) VIKING (!!!) entende de viagens trans-dimensionais, e se propõe a ajudar eles, DESDE QUE o ajude a proteger seu povo e os animais ameaçados por outras tribos menos esclarecidas ecologicamente. Ah, e o inglês e uma língua trans-dimensional padrão também... Ate onde foi os colonizadores do Império Britânico!

Ou seja: a história e toda zoada, misturando clichês "Dinotopia" com clichês "O Mundo Perdido" e "A Terra que o Mundo Esqueceu" (não vamos esquecer desse crássico do SuperCine, não e mesmo?)

[]s

Sovi Rex

(breve, vou comentar o que realmente importa: a jogabiliade. Deixem só eu passar da 3a. fase, no mínimo...)

quinta-feira, outubro 12, 2006

Maya

Sou uma fofinha sexy surrealista

Já conhecia o termo “maya” (leia-se maJa, esse "y" tem som de jota, como em "yaveh"). Tanto o termo da mitologia hindu quanto da famosa obra de Goya (mas nunca usei o programa). Uma vez, a Superinteressante lançou um "pôster central" com o quadro "La Maja Desnuda". Ao se colocar contra a luz, todo o sistema muscular podia ser visto. Foi o que me (nos) salvou de uma reprimenda das tias no primeiro grau. Para gente de fora (e para a molecada do ginásio) era como abrir a Playboy. As professoras do colégio não ficaram lá muito contentes, mas a professora de ciências ficou do meu lado...

Sempre gostei dos livros de Jostein, até agora. “O Dia do Curinga” e “O Mundo de Sofia” são de cabeceira. Quando li a sinopse de “Maya”, fiquei muito interessado. Primeiro, porque parecia propor uma união entre filosofia e diversas teorias cientificas, principalmente sobre a evolução da vida. Parecia também querer traçar uma linha direta entre a vida pré-cambriana e a humana, mostrando passo a passo a evolução dos indivíduos, e o quanto isso seria impossível, se assim não realmente o fosse. Uma proposta que o próprio autor já havia posto, em livros anteriores, em minha mente: de ser o atual ápice de uma serie imemorial de vencedores, que sempre deram um jeito de sobreviver para passar seu legado genético adiante. Não só meus pais e antepassados mais imediatos na história, que passaram por imigrações, guerras, pestes e toda sorte de privações, mas adentrando no plano animal, que também tiveram de passar por glaciações, as grandes extinções do cretáceo e do permiano, retrocedendo ate a molécula primordial, que de alguma maneira não foi dissolvida na sopa primordial, e consegui se duplicar. Qualquer raio ultravioleta, qualquer predador mais esperto ou mesmo algum acidente de percurso nesses milhões de anos, e não estaria escrevendo agora. Como diria o Dr. Manhathan, somos um milagre termodinâmico.

E ainda parecia ser a continuação direta do meu adorado “O Dia do Curinga”.

Parecia, parecia e parecia. Esse e o mundo de “Maya”. O mundo das aparências. O mundo das ilusões. Tudo o que parecia, até se cumpre. Mas não da maneira que e esperado.

Para começar, o principal articulador e um chato de galocha... Não há outra definição. E isso torna o livro chato também! Há momentos em que começa a discutir com um geco (sic), em sessões intermináveis de papo furado filosófico misturado com crise de meia idade do homem moderno. Se essa personagem e um alter- ego do autor, ele deve estar em crise existencial de meia idade das bravas. Fora que deve ter passado por alguma perda na família, algo como a morte de uma filha, ou algo tão triste quanto. Não só esse fato e tratado nesse livro, como em "Através do Espelho". Preciso verificar a biografia do escritor, e tirar a duvida.

(Anne Rice escreveu sua obra prima “Entrevista com o Vampiro”- muito superior a qualquer coisa que poderia escrever como provou em seus outros trabalhos - após a perda da filha. Cláudia, talvez a personagem que mais me fascinou até hoje, nasceu dessa tragédia)

Mas no caso de "Maya", não há nenhuma obra prima aqui. Mesmo as personagens mais interessantes – a própria Maya e se companheiro Jose, só o são porque fazem sua versão do “Jogo do curinga”, através da história. Pena que são (mais) retratados pelo chato do argumentador, o que compromete tudo... A verdade e que não gostei do livro. Quem sabe um dia, eu o releia com outros olhos. Nas não terá prioridade, eu garanto. Principalmente pelo final, em que o autor usa de recursos que não aprovo. Há uma inversão no epílogo, escrito pela personagem “John Spooke”, o verdadeiro alter-ego do próprio Jostein. Há um embuste aqui. Mas o que se esperava no reino de maya, o mundo das ilusões? E quem conduz a historia, conduz a ilusão. Ate mesmo o Curinga, nada pode fazer, a não ser testemunhar. E dançar conforme as cordas o conduzem.

[]s
Sovoya

(Em seguida, li e terminei “Através do Espelho”. Logo, publico aqui meu parecer. Está escrito, mas aguardando vez no meu Rascunho. Que a cada dia, parece fila do INSS. Quase comprei “O Livro das Religiões”, mas deixei quieto – overdose de Jostein pode comprometer meu julgamento)

segunda-feira, outubro 02, 2006

Eleições 2006 - Segundo Round

GAMBEIRA PRESIDENTE DO BRASIL

Finalmente, o dia da votação chegou. Acordei bem cedo (mais do que gostaria em um Domingo – mas havia trabalho me esperando!), e como não gosto mesmo de dormir, já me animei para sair de casa logo cedo, naquele friozinho, e ir a escola, votar. Mantive meu voto no PT, mas alterei meu voto para Deputado Estadual e Deputado Federal para o PV.

Temia (o) que a clausula de barreira prejudique esse partido, que é emblemático e importante para o cenário nacional, não só político, mas, sobretudo em nosso País eco-importante, ambiental. Muito diferente das definições de partido de esquerda e direita (se há que há isso, hoje em dia), é um partido que deve ser mantido, mesmo “au concours”. Senti falta do Gabeira nessas eleições. Espero que o PV se mantenha com ele, apesar de mais provavelmente, ele se integre a outro partido. Quem sabe,s e reintegre ao PT. Difícil... Mas...

Apesar de ter votado em Lula, a idéia do segundo turno não é desagradável. Foi mais que merecido. Foi justo. O PT continua cometendo sempre os mesmos erros. Deveria se aprender mais com as perdas que com as vitórias. Mas o PT parece ir contra a boa lógica da Natureza. E a Natureza não é compreensiva com quem fica do lado de lá da seleção natural.

Difícil dizer por onde começar, mas posso citar a maldita ARROGÂNCIA. Esse maldito “já ganhou”. Não ter aparecido no último debate, DECEPCIONADO os eleitores que o esperavam lá, foi uma “gota d’água”. Se fosse melhor ou pior ter ido, ficou provado que era melhor ter ido. Mesmo para ser crucificado pelos outros candidatos, mostraria algo que estava faltou: humildade. E coragem. Teria ganhado SIMPATIA. Preferiu fazer discurso no seu curral eleitoral no ABCD, confortavelmente, algo que nem precisava. Se ao menos, tivesse arrumado uma desculpa melhor, algum compromisso de Presidente. Deu toda a corda para a imprensa e seus adversários precisavam para minar votos suficientes para um segundo turno. E conseguiram.

Esse sentimento arrogante é sentida, sobretudo, pelos paulistas/paulistanos. Isso sepultou a candidatura da Marta na prefeitura, queimou o Lula e catapultou Serra e Alckmin ao estrelato político aqui. Foi São Paulo que decidiu o segundo turno para Alckmin – a mesma São Paulo que teve a pior educação estadual (meus anos em escola estadual, inclusive como estudante da FATEC, e amigos que trabalham em escolas estaduais, me confirmem), a crise da segurança (e cujo governo que agora negocia com o crime organizado), ser governado pelo PFL (que perdeu a Bahia, mas graças ao PSDB, ganhou São Paulo) e ter gasto os tubos cavucando o fundo do rio Tiête (tirar lodo +É+ como enxugar gelo), deixando, ao menos, um pouco mais bonito de se ver (mas não queria cheirar). A mesma São Paulo que também reelegeu o Maluf, logo depois de ter saído da cadeia.

Outro fator: o PT não sabe lidar com escândalos. Isso sempre ferrou o Lula. Desde as eleições de 1989, há o seqüestro do Abílio Diniz, a filha do Lula, esse dossiê (quem sabe agora vamos saber o que há nele!). Tudo para ambananar o candidato, o partido e a campanha. E sempre conseguem!

E a campanha também. Será que o PT ainda não percebeu que quem paga a as agências de propagandas que fazem suas campanhas são os adversários? Não é possível tanta incompetência em um fator chave e decisivo no processo eleitoral. Todas as campanhas do PT são ruins. Com especial menção a campanha do Mercadante. O Serra teve votação histórica, porque parecia que, simplesmente, ao havia candidato contra. Tanto para se falar contra (eu mesmo, já citei uns pontos acima), tanto a se falar a favor. Mas foi uma “nulidade” quase total. Ele tem sua parcela de culpa, lógico. Vide o último debate, onde devia aparecer com o candidato jovem e eloqüente – mas só abriu a boca para falar besteira (sobre o dossiê, única vez em que o assunto foi tratado) e depois, ficar sentado ouvido os outros debaterem entre si, deixando ele de lado, perdido e ignorado, como se fosse aquele cunhado chato que pede dinheiro emprestado. Até o Quércia, já com mal de Alzheimer ,se destacou mais que ele. Piadinha infame a parte, foi mais passivo que o Clodovil.

(Que também foi eleito. O que também achei bom! Como bem disse um amigo meu, aqueles deputados MERECEM ter o Clodovil no meio deles!)

Só quero ver o destino da Heloísa Helena e seu natimorto PSOL. Ela deve estar feliz por ter feito a “diferença” que tanto almejava – tirando votos do PT, suficiente para promover o PSDB. Duvido que ela mesma saiba disso. Ou admita. De qualquer modo, ter sua vaga de senadora agora nas mãos do Fernando Collor de Mello (!), já começa a ser uma punição. Ela terá de negociar seu apoio, mostrar que ideologia a parte, o importante é se manter no negócio da política. Ou sumir de vez.Vai ser engraçado.

Agora começa a verdadeira campanha eleitoral. Alckmin saiu muito fortalecido, tanto para a população quanto para o próprio partido. Saiu VITORIOSO, contra tudo e contra todos, conseguiu CHEGAR LÁ. Está com a simpatia do eleitorado, após conseguir encarar o LULA GIGANTE. E com reais chances de vitória, com horário eleitoral, debates e apoio políticos muito melhor estruturados. Será um mês de Outubro curto...

Devo manter meu voto no PT, caso não apareça algo muito grave e verdadeiramente comprometedor para usa campanha. Mas a idéia de ter Alckmin como presidente também não me desagrada tanto. Como já cansei de dizer, minha decepção é grande, tudo é seis por meia dúzia. Não vale o desgaste eleitoral/emocional. Há fatores positivos para caso o Geraldo assuma como presidente: vai quebrar as pernas do Serra (e FHC), que não vai poder se lançar a presidente em 2010, o que pode renovar o PSDB. O PT volta a ser oposição, e talvez se reestruture o suficiente para lançar novamente Lula a presidência em 2010. E São Paulo e governo federal ficam alinhados, o que pode beneficiar a gente aqui...

Uma coisa posso dizer: a eleição foi mais emocionante do que pensara. Talvez me importe bem mais que pensava. Não com o resultado final em sim, mas pelos desdobramentos. Pois, apesar do resultado final, seja para que lado tombe, não será nem bom nem ruim. Não consigo entender quem “torce” para os candidatos como fossem “atletas” ou “times de futebol”. Se ao menos, houver vantagem direta com o resultado, vá lá. Mas ficar CONTENTE porque um candidato ganhou, enquanto o do amigo, perdeu, é o fim da picada! Das mais distorcidas das visões, essa seria a última que eu teria dos candidatos. No fim, todos ganham. Ou todos perdem.

[]s
Sovi, o mercadante madrugante