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sexta-feira, setembro 22, 2006

Operação Setembro Negro

Se tudo mais falhar....

Finalmente, chegou o fatídico dia 22. Não que estivesse muito nervoso... Somente angustiado! Finalmente, arrancaria os malditos sisos, que tanto haviam tornado minha vida miserável no último mês!

Marcado para as 09h00 da manhã, creio que teria tempo suficiente para TODA a operação. Por mim, eu arrancaria OS QUATRO de uma vez. Não que seja um ato de coragem, ou algo assim. Muito pelo contrário. Não queria passar por isso duas vezes .O melhor, é ganhar tempo. Já que tinha de doer, que fosse tudo de uma vez.

Mas o primeiro ato de coragem, mesmo, foi tomar os 4 comprimidos, uma hora antes da mesa do dentista. Dois Amoxil e dois Decadron – de uma vez! Li e reli as indicações, e ainda liguei antes para confirmar... E como não teve jeito, fui tomar café da manhã em um lugar público, caso desse algum peri-paque. Acredito que, se alguém tivesse visto (ainda bem que ninguém repara em ninguém mesmo), teria pensando que seu estava tentando me matar com comprimidos.

Voltei para casa, peguei minhas malas – afinal, recuperação em casa dos pais, melhor não há – e fui cumprir o acordo com a cadeira de dentista. Busão e mala, combinação irritante, mas bem conhecida.

O escritório do dentista é bem interessante. Logo na entrada, há uma série de aparelhos odontológicos e remédios antigos. Um mini-museu. Espero bater uma foto, quando retornar. E a mensagem é bem clara: antigamente, seria bem pior...

Acondicionado na cadeira, vem a parte da anestesia. Eu tenho certa dificuldade em ser anestesiado. Desde pivete. Mas, na técnica do cara, isso não é problema. As primeiras picadas, e meia hora de espera ouvindo musica relaxante. Depois, outras anestesias. E mais música relaxante. Só que isso não funciona comigo – pelo menos, eu não deixo. Assim que virou as costas, voltei a sala ao lado, onde havia deixado minhas coisas, e peguei meu Palm. E comecei a digitar esse texto, da cadeira mesmo. Lógico que, quando voltou, o doutor não ficou muito contente, por não ficar quieto como devia. Mas não tem jeito, ficar parado é pior, e entramos em acordo (dei umas dicas de como configurar o notebook dele). Mais uma alfinetadas, e mais uma pequena espera, e o circo ia começar.

Vem ele e a assistente, colocam aquele saco azul em cima de mim, abre minha boca com um afastador, bomba de sucção a postos, e vamos lá.... Apetrechos de destrinchamento na mesa, colocados um por um pelo médico, em ritmo lento e ritual, lembram que os equipamentos odontológicos do mini-museu lá fora, não evoluíram tanto assim...

E vem aquele papo técnico entre eles. Termos que só eles entandem, e que só podemos especular. Assim como nós, informátiticos, comentando sobre DNS, DHCP, ADSL, CMD, e outros termos para impressionar pessoas em churrascos, era a vez dos técnicos de boca usarem seu vocabulário. Em cima de mim....

O primeiro a ser arrancado, o esquerdo de cima, estava mais fácil. Comecei a usar a técnica pai-do-andy-panda para me acalmar, contando até 10. não cheguei no 9. Foi arrancado tão rápido, que mal percebi. Somente quando as laçadas fecharam os pontos, vi que o dente já era. Mais um dente sãozinho, sem falhas, sendo arrancado...

Me animei um pouco. Tão rápido assim, poderia sair logo daquele lugar. Mas lógico que o dente inferior ia dar mais problemas. Como já disse antes, nada comigo é fácil. Uma coisa é você ouvir dos amigos que você é osso duro. Outra coisa, é ouvir isso de alguém tentando arrancar um dente seu, e dos difíceis. Mas logo o doutor viu o que estava “pegando”. Usando o motorzinho e a broca, e nem um pouco de amenidade (que não era nada necessário), já se livrou o que o prendia, cortou o dente no meio e arrancou tudo, Não durou mais que 15 minutos. Talvez até mesmo – mas é que do meu ângulo, tempo foi bem mais lento para passar. Mais uns pontos e tudo estava acabado.

Pena que a quantidade de sangue perdida nesse último dente revoltado foi deveras maior que o esperado. E, por isso, ficou adiado os dentes do outro lado da boca. Ao menos, esse estava desenvolvendo uma cárie-monstro, que já estava a décimos de milímetros do meu nervo. Foi arrancado na hora certa. Nãoq eu tenha ido verificar de perto – não fazia questão de ver aquele treco sanguinolento que havia saído da minha boca tão de perto.

O saldo final foi bem positico. Sai de lá, fui para casa dos meus pais, pegando ônibus na Rodoviária Tiete, tudo na seqüência.

Só utilizei gelo durante a primeira hora, e tomei um analgésico durante a viagem – a maldita gaze ficava incomodando, depois de passado o efeito de todo aquela anestesia. Mas depois de chegar em casa, e me livrar dela, nem precisei mais dele – não doeu o suficiente para justificar o gasto do remédio .

Agora, o que anda incomodando são os pontos. Que coçam. Mas nada demais, perto do que andei passando desde o começo do mês. Espero que a última etapa seja tão tranqüila quanto essa.

Mas, como dizem, na segunda é para valer....

[]s, Sovi, perdendo o juízo de vez

(Postado em 27/09/06. Mas mantenho o registro no dia em que iniciei o texto)

quinta-feira, setembro 21, 2006

Meu Setembro Negro

A origem de todo  Mal....

Esse mês não foi lá um mês bom para mim. Foi um mês marcado pela podridão física. Aconteceram coisas muito legais, é verdade: fiz vários acertos de vida, dei inicio a atividades novas e conheci pessoas interessantes. Mas tudo isso foi marcado por algo . Uma dor mais forte. Depois de anos adormecido, de repente os meus dentes do siso resolveram me dar bom dia.

Começou com um dor leve e incomoda sob meu dente do fundo, na mandíbula do lado esquerdo. No domingo, dia 03. Quando saí de casa, me arrependi de não ter feito uma profilaxia mais vigorosa pela manhã. Quando voltei ao meu banheiro, tentei remediar isso. Ledo engano. Já era tarde demais. Já tive de entrar do diclofenaco potássico, em busca de paz. E de uma cura rápida. Aliviou, mas o incomodo persistiu. Por todo esse mês!

Não era a dor no dente em si, mas na gengiva que o rodeia. Algo persistente e muito, muito irritante. Meu humor foi às favas. E tudo tendia a piorar. Como piorou

Desde então, não houve um dia esse mês que não tenha tomando remédio. De seis em seis horas. Às vezes, dois de uma vez! Quis o destino cruel, que problemas em um das principais redes onde eu trabalho, fizesse com que ficasse sob o ar condicionado gélido - e isso catalisava a dor. E começou a se alastrar, atingindo a região periodôntica dos demais dentes próximos. Terça, dia 05, passei a tentar bocejos com Periogard, sob indicação de uma boa amiga dentista (mas infelizmente, longe demais para me ajudar in loco - não sabem o quão perto estive de pegar um avião e ir até ela! No fim, acho que sairia mais barato... além de muito mais agradável.)

Já na quarta-feira, dia 06, passei para a boa amiga Amoxilina - por indicação, tanto dela (viva o MSN!), quando do meu dentista aqui(teria começado sem isso, em verdade). Mesmo a perspectiva de trabalhar no feriado da Independência, dia 07, não me deixava tão angustiado. Já predizia um feriado perdido.

Acabei não indo para o serviço, afinal. Mas, apesar do bom tempo e da boa companhia, o feriado acabou mais cedo do que gostaria. Parte por causa desse incômodo irritante, que mesmo controlado, ainda me tirava do sério, e não me fazia aproveitar oportunidades que surgiam.

Decidido a ir buscar ajuda especializada (até que não demorou tanto, dessa vez...), marquei consulta com o dentista para segunda - afinal, não só estava em cima da hora, como tinha o emendo do feriadão, que muitos, mais sabiamente, o fazem. Durante esse fim de semana, foi a amoxilina e o cataflan que fizeram com que continuasse coexistindo com meus semelhantes (talvez não tão semelhantes assim).

Segunda, fui ter com meu dentista. Ele em si não faz trabalho buco-maxilo - é periodonto. Mas deu uma olhada, e a cerne de todo o problema eram os sisos mesmos, que acumulavam placa bacteriana em locais impossíveis de limpar e que deflagravam toda a irritação e infecção. Indicou um bom dentista nessa área, que havia inclusive, retirado os sisos de seu filho, e com consultório em frente. Acabei optando por ele, depois de ainda ver a opinião de outro doutor, indicado pelo meu ortodontista. A operação foi marcada para sexta-feira, dia 22. Duas semanas de espera, ainda!

Mas ate que preferi assim. Tinha de ser sexta, pois tinha o fim de semana para me recuperar. Histórias de arranque de sisos não costumam ser agradáveis E, como sempre digo, comigo a coisas nunca são fáceis. Fora que, no fim de semana iminente, haviam aniversários que não queria perder.

(Havia também a esperança, nesse ínterim, do problema desaparecer - e com isso, eu poderia desistir de tudo, covardemente. Creio que isso também passou pela minha cabeça).

Mas não só o problema persistiu - com variações de intensidade, dependendo da hora, local e humor, durante toda a semana. Mesmo mantendo a medicação. E na sexta, acordo com um bônus - tanto anti-inflamatório e tanto anti-biótico, minhas defesas foram pro vinagre (assim como minha flora intestinal, que deve ter virado o maior sahel). Acordo com dor de garganta! Como essas bactérias conseguiram sobreviver com tanto remédio em meu sangue, e ainda proliferar, me deixaram ainda mais preocupado - afinal, já devia ser uma cepa mais resistente.

O fim de semana prosseguiu assim. E, apesar de tudo, cumpri todos os meus compromissos sociais. Se eu vou trabalhar com febre, imagine se vou deixar de sair ou ir a qualquer evento por causa disso. Acordei 6h30, debaixo de um pusta frio e chuva, para ir a um curso - mas levei o cano do instrutor! Não que estivesse lá em condições de aprender algo. Mas foi chato... Ainda fui depois, na Santa Ifigênia, resolver um problema com um presente de aniversário para o filho de um amigo meu - que eu havia comprado. Resolvido o problema, havia o aniversário do moleque a noite (junto com outro, coincidente e convenientemente, na mesma hora e local). E como diria a bruxa do Pica-Pau, e lá vamos nós...

Só para complementar o sabadão, quando vou tomar meu banho recuperador, antes de ir para a(s) festa(s), derrete o fio do meu chuveiro, e dá curto em toda minha fiação, desarmando toda minha rede elétrica. Água fria na cabeça, na escuridão total e todo molhado, em busca da lanterna iluminadora (de um milhão de velas - quando comprei, me senti comprando uma arma desintegradora! Ela até se parece com uma. Nunca a apontei para ninguém...). Rearmei os disjuntores, menos o 220v, da rede do chuveiro. Estava em curto e lá se caiu toda a energia de novo, quando tentei. Bem, subi o que dava (micro e Internet estavam salvos, AMEM!), me troquei e deixei esse problema para o domingão. Sem esquecer os remédios de praxe.

Mesmo meio "tchalau", a noite foi muito legal, mais que salvando o sábado, e fim de semana em si. Volto para casa as 4h00, durmo às 05h00 e acordo as 08h00, atrás de eletricista. Ainda bem que o sindico esta lá, e da um jeito para mim, ainda pela manhã. À tarde, ainda saio, para mais uma empreitadas.

Segunda, acordo muito pior do que já acordara antes, tanto em relação ao siso quanto a garganta. E com tosse, evolução natural de toda dor de garganta que tenho. Remédios unidos (agora com um xarope) fui pro trampo. Dia de cão, mas foi o último. Terça, já estava muito melhor, e quarta, sem dor alguma - tanto de garganta quanto na arcada.

basicamente, como previra. Sabia que a boca pararia de encher o saco antes da extração dos sisos. Sem dor, havia chance de desistir da tão ameaçadora operação. Mas não foi assim que aconteceu. Eu não havia chegado até aqui, para desistir. E eu fui cumprir minha meta. Ou melhor, minha sina. Pelo menos, em parte.

[],
Sovi,quase sem juízo

(Esse é o post que mais se aproxima de um diário - algo que eu sempre evitei. E como podem ver pela data, ainda há o que se contar. Isso foi só o prólogo)

terça-feira, setembro 19, 2006

Eleições 2006 - Parte II

mercadante ponto com!

Ao firmar minha posição de apoio (mesmo que um pouco vacilante, é verdade) ao PT esse ano, fui em busca dos links e imagens nos sites das campanhas. Encontrei e as utilizei, como vêem. Mas há algo que gostaria de usar, mas não encontrei: um “banner”. Não um pop-up chato ou algo do tipo, mas uma imagem e/ou link oficiais, para linkar essa página que vos lêem ao das campanhas. Podia até ter com controle de acesso, para ver se alguém, desse meu blog, foi até o site de campanha. E saber se algo da minha parte ajudou a promover, ou não. Mas ninguém da parte de campanha do PT pensou nisso. E acabei editando umas imagens e referenciando por mim mesmo. Espero não ter problemas legais com isso.

A página de campanha do Lula e feita em PHP - www.lula13.org/index.php. Muito lógico, já que o PT, com destaque principal em suas gestões nos estados do Sul, sempre incentivaram o uso do Software Livre. O ".org" ressalta ainda mais o caráter "organização não comercial".

Já o site de campanha do Mercadante - www.mercadante.com.br/default.asp é justamente o contrário. Uma ".com" , que significa "fins comerciais" - e ainda por cima, usando tecnologia ASP, mais voltada para a Micro$oft. Ato falho? :)

Além disso, o site é "dele" mesmo. Não é "de campanha", como os outros. Não tem o número "13", é apenas "mercadante.com.br". Os sites de campanha da Heloisa Helena e do PSDB estão registrados como ".org", e utilizam PHP também. E nessa última legenda, houve uma preocupação maior com a propaganda WEB e internautas brasileiros em geral. Foram criados os "banners", que eu tanto queria (mas do partido que não quero!), com o código-fonte HTML prontinho para ser inserido nas páginas pelos e-militantes. E até modelos para postar fotos junto ao candidato no orkut (um fenômeno quase que exclusivamente brazuca).

Não que qualquer um desses candidatos tenha a mínima idéia do que se trata isso ou aquilo. Nem deveriam ter - são os acessores da campanha que devem se preocupar com isso. Estou para ver um político com um pé em TI. Creio que, por trabalharmos com Segurança, onde todas as informações sigilosas e secretas das empresas (sendo que na maioria das vezes, a empresa não se dá conta que essas informações são sigilosas e secretas) passam por nossas mãos, somente os verdadeiros íntegros e honestos (ou com pouca astúcia!) estão nesse ramo - atributos que não condizem com a carreira de um político.

No entanto, ao dar uma olhada nos planos de governo apresentados para a Educação (como sabem, meu mote diferencial para essa eleição), foi justamente o do Mercadante que me chamou a atenção. De todos os projetos, esse me parece o mais consistente. Sobretudo, porque e o único que tem Inclusão Digital em mente. De fato.

Pena que as pesquisas mostram Serra disparado na frente. Esperava uma campanha melhor do PT para o governo de São Paulo. Vejo repetirem os mesmos erros da campanha municipal. Como se não se importassem, realmente, em ganhar a eleição. Já que a presidência esta garantida, para que gastar mais dinheiro? E o que esperar de gente que usa ASP em uma página .com para um político dito de esquerda?

[ ]s,
Sovi serrador serra o papo do vovó

(realmente, essa campanha eleitoral está um lixo. Melhor é jogar "Golpe”)

segunda-feira, setembro 11, 2006

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

Jamais perdoar. Jamais esquecer

Se eu estava reclamando sobre a pouca atenção dada esse ano sobre o bombardeamento nuclear em Hiroshima e Nagasaki, mês passado, aqui esta uma possível resposta. Hoje, como todo o MUNDO sabe, faz cinco anos que os EUA tiveram sua própria hecatombe. Não chegou a 0,00001% do que infligiram ao Japão, 61 anos atrás. Ou mesmo o custo de vidas e dinheiro que houve depois, nesses cinco anos pós-traumáticos. Mas foi nesse dia 11/09, fizeram o que TODOS achavam impossível. Aquilo que os americanos (sobretudo, seu governo) jamais cogitariam. Alguém os feriu.

Meu lado ser humano tem completo e total repúdio a esse ato terrorista. Assim como tem completo e total repúdio a política intervencionista norte americana, anterior e posterior a essa data. Foram quase três mil pessoas mortas. Pessoas comuns, com familia, contas a pagar e que tinham de chegar cedo no trabalho. Mas, visto agora em retrospecto, comparando com as demais guerras que pipocam pelo Mundo (muitas, bancadas descarada mente pelos americanos) e o próprio saldo que Bush causou nesses seus anos de governo, esse número de vidas chega a ser irrisório. Pode tentar argumentar que se tratava de pessoas comuns". Mas o soldado que esta nas trincheiras de Tora Bora ou no bairro sunita do Iraque, além dos próprios afegãos e iraquianos também são "pessoas comuns". Todos são pessoas. Não existe essa história de pessoas comuns. Ninguém merece ter a vida interrompida sobre qualquer pretexto.

Mas a minha parte humanitária pára aqui. Garanto que as vítimas e famílias terão todas as homenagens que merecem. E toda atenção da mídia. Afinal, esse é o ponto que todos querem tocar - o sentimentalismo daqueles que viveram (e morreram) a tragédia. Só que essa tragédia não foi um fenômeno natural, como o Katrina. Nem foi um ato de um supervilão hollywoodiano em começo de filme. Como toda a mídia parece se esforçar para aparentar. O que causou toda a desgraça foi algo bem diferente. E que todos, sobretudo os norte americanos, não querem encarar. Só se mostra como as pessoas morreram. Ou sobreviveram. Mas não porque foram atacadas.

(Estranhamente, só se fala nas Torres Gêmeas. O Pentágono mal é citado)

A verdade e que Bin Laden é um monstro, sim. Mas um monstro criado pelos próprios americanos. E que, seguindo a inexorável lógica dos monstros, se volta contra seus criadores. Não me refiro apenas ao treinamento dado pela CIA e ao financiamento americano para a então embrionária Al Qaeda, quando esses promoviam ataques terroristas (a pessoas comuns... mas algumas pessoas são mais comuns que outras...) a nações não alinhadas aos interesses americanos. E depois descartado, quando perdeu sua utilidade.

Mas é preciso ainda mais que apenas revanchismo. É preciso uma inspiração diferente para fazer com que alguém levante em um belo dia, e resolva explodir aviões comerciais em edifícios cheios de pessoas (aviões e edifícios). É preciso acreditar de forma tenaz em uma ideologia, ter força de vontade, caráter, carisma e disciplina. Lembrando que Bin Landen, ainda por cima, desistiu de curtir uma vida idílica, que toda sua fortuna podia propiciar, com zilhares mulheres, concubinas, haréns e todo conforto possível, para viver em cavernas, lugares remotos e sempre em transito, já que é o hokem mais procurado no mundo, perseguido pelas autoridades do mundo inteiro. Tudo para combater o que considera "o Mal". Talvez por ironia (ou não), é o arquétipo do herói idealizado pelos próprios americanos. Como diz um amigo meu (que eu gostaria de citar, mas não sei se devo), Bin Laden é o “Bruce Wayne"!

Sim, talvez haja certa admiração por ele nessa declaração. Da minha parte, há. Duvido que, lá no fundo, a maioria das pessoas, principalmente aqui no Terceiro Mundo, também não sinta essa admiração. Primeiro não foi no nosso quintal que se derrubou os prédios. Foi no quintal dos riquinhos da rua de cima. E quando se trata de americanos, sabemos muito bem de que lado do cano da metralhadora do Rambo estamos - por mais que gostaríamos de estar junto ao cara de boca torta que está atrás da culatra.

Mas convenhamos: ele conseguiu, com poucos recursos (como qualquer coisa comparada ao país mais rico da Terra), e ainda usando os recursos de seu inimigo contra ele mesmo!, o que os EUA tentam desde então, e nem chegaram perto. E fazendo muito mais estrago que esse, com todo seu poderio militar e econômico. E, até ouso dizer, com menos desperdício de vidas de seus inimigos!

Ele mesmo, não lucrou tanto com isso. Poderia apostar que não esperava que as torres desmoronassem. Lembro da cara que ele tinha, quando admitiu o ataque. Já Bush, tirou a égua da sombra. Logo em seguida aos ataques, conseguiu aprovar o escudo de defesa anti mísseis, com uma orçamento de 300 bilhões. (TREZENTO BILHÕES!!!) de dólares INICIAL (como se terrorista usassem mísseis balísticos intercontinentais) , mandando diversos acordos nucleares às favas (e agora, quer ter moral sobre os outros), invadiu o Afeganistão – que o próprio Clinton havia mandado bombardear, na vã tentativa de desviar a atenção do povo norte americano para uma certa CHUPADA HISTÓRICA; e, de qbra, aumentou seu quintal petrolífero, com o Iraque, depondo seu antigo aliado Saddam Hussein.

Os Estados Unidos continua inatingível. Mas seu povo, não pensa mais assim. Esse talvez seja o grande objetivo alcançado pelo terrorista. O que fez com que pensassem melhor sobre seu próprio papel, e o preço que (os outros) pagam pelo “american way of life". Pessoas lançadas a uma vida miserável, sem perspectivas e esperança de dias melhores, têm poucas coisas a se apegarem. Religião é uma delas – se essa vida é uma bosta, melhor garantir a próxima. Daí, para o fanatismo, não resta mais nada. Só um alvo. E nada melhor que os EUA, não só por sua posição predadora da economia mundial, como também pelo esbanjamento que sua sociedade demonstra.

E falando em sociedade, vale a pena citar que, apesar do Ocidente não entender muito bem a psique do médio-oriental, esse entende melhor a do outro. Vale citar uma das mulheres-bombas chechênias, que participou daquele seqüestro-monstro no teatro russo em 2002. Quando inquirida por um dos seqüestrados (e que sobreviveu, oviamente) do porque ele estava sendo ameaçado, e se ela realmente achava que a culpa era dele, um “homem comum", ela responde: “Sim, Vocês escolhem seu governo". E ela está certa! Não há desculpa na Democracia. Seja por votação, omissão ou aceitação, nós elegemos o governo. Essa responsabilidade é algo que ninguém quer encarar. Somos responsáveis pelas decisões de nossos líderes, e não os contrários, como gostariam que fosse. Mesmo naquela eleição roubada, que colocou o Bush no poder. Todo povo tem o governo que merece. A reeleição de Bush corrobora isso.

[]s
Sovi, aka taleban

sexta-feira, setembro 08, 2006

O Dia do Curinga

haaHAHAHAHAhahaaHHAAHAHhhhAHhah

Meu primeiro contato com Jostein Gaarder começou do jeito certo. Lembro da euforia que levou "O Mundo de Sofia (1991)", pelos idos de 1995/96 (quando foi lançado aqui) ao topo da lista dos mais vendidos. E quando não consegui comprá-lo, fiquei muito puto!

Mas aí, um amigo meu, que já conseguira o seu exemplar, e lido (chegou a fazer um ano de curso superior em filosofia, depois). E também, já havia emprestado. Mas me recomendou outro livro do autor, na mesma linha filosófica-ficcional, tão bom, quiçá até melhor. Ele o havia comprado também, logo depois de ter lido "O Mundo de Sofia", seguindo a boa referência do escritor. E esse livro estava disponível para empréstimo compulsório por tempo indeterminado. Oba!

Até hoje, "O Dia do Curinga (1990)" é um dos melhores livros que já li (assim como "O Mundo de Sofia"). Reli-o agora, após mais de dez anos, e ele ainda me fascinou. O ritmo do livro é bom (não sabem o quanto estranhei o ritmo de "O Mundo de Sofia", quando o li logo depois). Só no finalzinho do livro, se perde um pouco do embalo - mas nada comprometedor. Há várias personagens no livro, em flashback (e em flashback no flashback), passando o legado do Curinga adiante. Cuidado para não se confundir – não há nenhuma página de referência as personagens, como fez Marquês de Sade em "120 Dias de Sodoma". E no presente, o protagonista Hans-Thomas, e seu pai, atravessando a Europa em busca da ás de copas, ops!, digo, mãe. No caminho, vão filosofando sobre quase tudo - perguntas que nos fazemos, ou deveríamos fazer a nós mesmo, nas noites insones. Mas não muito profundamente: apenas prólogos para "O Mundo de Sofia", que germinaria nesse enredo aqui. As relações entre pai e filho vão se definindo, e se entrelaçando com o legado do Curinga, conforme vai sendo passado para Hans-Thomas. E para nós.

Apesar de não ter lido apenas duas vezes, metade das vezes em que li "O Mundo de Sofia", gosto mais desse. Mesmo alguns pormenores saltaram aos olhos agora,

A narrativa é um tanto irregular, afinal, foi um dos primeiros livros do autor. Mas você nota algumas diretrizes de seu pensamento, que ainda norteiam seus escritos, mais "maduros". Frases como "o destinado é uma cobra faminta, que se alimenta de si mesmo" e "se você quer compreender o destino, deve sobreviver a ele" podem ser percebidos nos outros livros do autor, como o próprio "O Mundo de Sofia", "Maya (1999)" (eu arriscaria dizer que é uma espécie de continuação de "O Dia do Curinga – antes da 21º folha, já foram citadas 3 frases do livro anterior, ipso facto – mas vamos esperar que eu o termine primeiro!") ou "O Contador de Histórias (2001)". Alguns, sobrevivem, outros não.

Mas , principalmente, não se deve esquecer que o público para quem o livro foi escrito e destinado, é o infanto-juvenil MESMO. Não adianta - você deve ler com os olhos que você tinha aos 12 anos - olhos que jamais devíamos termos perdido.

[]s
Sovi, fora do baralho

(Já estou bem adiantado na leitura de Maya. Mas ainda não há como interpretá-lo. Terei que esperar até o final. Como em todos os romances de Jostein)

segunda-feira, setembro 04, 2006

Eleições 2006

Lula lá

Esse ano eleitoral está difícil. Mas que qualquer outro. Chegamos ao fim do livro "A Revolução dos Bichos" – você olha para os homens do PSDB e a Direita, e olha para os porcos do PT e da Esquerda – e NÃO VÊ DIFERENÇA ALGUMA! Mas mesmo assim, não posso deixar de tomar posição. Posso não concordar com a posição política dos outros, mas uma coisa que não suporto é ficar em cima do muro. Ou responder com evasivas.

Já tomei minha decisão. Como costumamos dizer no jogo de cartas, não adianta ficar olhando para elas – elas não vão mudar! Mas vou aproveitar, e expor aqui minha posição. E esse é meu veículo. Não que eu precise me justificar para ninguém. Gosto de expor minhas opiniões. Esse é o sentido da palavra Política. E o que separa gente consciente dos paus-mandado, por aí.

Tanto para o Governo Estadual quanto para o Federal, eu sou PT. De ponta a ponta

Lula Presidente.

Mercadante Governador.

Suplicy Senador.

Deputado Estadual: Legenda PT

Deputado Federal: Legenda PT

Não que sinta muito orgulho disso. Dessa vez. Era engajado antes ao partido. Não mais. E não só uso eu. Não existe mais militância. Foi substituída pela máquina de propaganda política. Como todos os demais partidos. Apesar de tê-la, minha estrela do PT está escondida na minha gaveta das cuecas.

Depois de passar pelo governo municipal da Marta e os quatro anos de Governo Lula, foram decepções sobre decepções. A inocência, que nunca deveria ter existido, está perdida. Pode é Poder. Manter o Poder tem suas regras.Não deve haver outra forma de exercê-lo, não importa posição política, ideologia, sexo ou religião. Como diriam os poloneses, "O Capitalismo: o Homem explora o Homem. Socialismo: o contrário".

Porém, a alternativa é pior. Não esqueci o governo federal, nem a oposição PSDB, e muito menos o governo Estadual do PSDB ( e seus amigos PFLs, que agora me governam).

Vamos começar pela disputa do Governo estadual. Tenho ojeriza especial pelo Serra. E isso não vem (só) do fato de ter abandonado a Prefeitura em prol de suas ambições, e agora sermos governados pelo PFL! Aquele partido mesmo, que acusa o PCC de ser o braço armado d PT, como se não houvesse qualquer responsabilidade social no que se fala por aí. Esse asco é tanto, que eu votei na Marta nessas ultimas eleições municipais, mesmo tendo por ela, uma rejeição tão grande quanto a ele. A Marta *É* um dos maiores erros do PT, não só por ter chifrado o Suplicy com um argentino (não é só isso não.. pior foi ainda fazer pressão para se alterarem algumas leis, permitindo que um estrangeiro assumisse cargo de confiança no Governo – pelo menos,até onde sei, ele arrumou um cabide com o Duda Mendonça), mas por ter obscurecido tudo de bom que (o PT) fez na usa gestão: chego rápido no trampo, graças aos corredores de ônibus, e faço altas baldeações com o bilhete único, ganhando tempo; o CEU era algo que poderia ter dado certo, não só em termos de EDUCAÇÃO (o grande mote agora), mas também em integração social; etc. Tudo por sua arrogância e burrice, que a tornaram tão impopular, até por quem se beneficiava com tudo isso: a população mais pobre, mas altamente influenciável pela mídia, além das classes médias, que não tomam ônibus e ficaram presos nos engarrafamentos que as obras nas vias públicas causavam.

Não é só por isso. Eu sou MERCADANTE porque não posso aceitar o CONTINUISMO no Estado. E isso se reflete para o governo federal. Não posso premiar o Geraldo Alckmin pelo que fez durante todo esse tempo em São Paulo. Não estou falando de PCC, embelezado o Tietê (apesar de o cheiro continuar cada vez pior... mas isso, TV não transmite) ou nada assim. Estou focando única e exclusivamente um ponto, que até me faria olhar com melhores olhos o Serra, e que garantiria meu voto ao Geraldo: a EDUCAÇÃO.

Eu (e meus maiores amigos) estudávamos em escola pública, estadual no meu caso, durante o final da década de 80 - governo PMDB. Já meus dois irmãos, não tiveram essa sorte: estudaram em escola estadual durante TODO o longo governo PSDB paulista. A diferença é gritante. Está certo que era meio CDF (como meu irmã caçula é... ou tenta ser), mas passei para uma escola técnica (estadual) direto, sem estudar nada a mais, e até hoje tenho uma bagagem intelectual que remonta aquela época. Não só em relação a conhecimento, mas em cultura também. E perspectiva na vida. As professoras, mesmo ganhando mal e fazendo greve direto, se engajavam para nos dar uma boa educação, mesmo que fosse em represália ao governo que as oprimia e fazia questão de tentar nos emburricar. Mas na década de 90, esse governo ganhou a parada, e as professoras entregaram os pontos - afinal, nem repetir os alunos podiam mais! Meus irmãos seriam pouco mais de analfabetos funcionais, se não fosse por reforço em casa. São inteligentes, e fico imaginando as oportunidades que teriam se tivessem tido o mesmo respaldo que tínhamos uma geração atrás.

Sei que o Alckmin não ganha. Nem o PSDB quer que ele ganhe. Afinal, o Serra irá abandonar o cargo de Governador, e está certo em ganhar as próximas eleições presidenciais. Infelizmente, para o Mercadante, está mais difícil. O maior colégio eleitoral está com o Serra, mesmo ele tendo feito o que fez. A sombra da Marta ainda obscura os votos petistas de São Paulo.

Meus olhos já se voltaram para a Heloísa Helena (sem segundas intenções, vejam lá... se bem que, em uma ocasião, era foi vestida para um casamento no Congresso,e vez muito sucesso... e na revista Cláudia), mas também não me oferece opção. Ela é fiel e defende seus princípios até o fim, não há dúvida. Ela me lembra muito Mahmoud Ahmadinejad.

[]s

Sovi lá

(Quase um mês segurando isso. Comecei a escrever isso ANTES do início do horário eleitoral. Preciso parar com essa mania de ficar revisando e revirando os textos, antes de publicá-los. É que sempre fui muito cobrado, pelo que digo. E isso se reflete aqui. Ainda mais, se tratando de assunto delicado como Política)