Não há muito mais o que se comentar da guerra EUA & Cupinchas Vs Iraque. Qualquer um que tivesse a menor sobra de dúvidas sobre as intenções econômicas americanas sobre o Iraque e a Europa, não deve ter mais. É tão revoltante, que nem dá mais para comentar. Nessas ocasiões, dá raiva fazer parte da raça humana. Quem sabe se essa gripe asiática matar uns 4/5 da Humanidade, a vida humana passa a valer mais. Ao menos, esse quebra deve estar acabando. Mais uma semana, e a nova bandeira iraquiana (branca e vermelha listados, com uma área azul em cima e a esquerda, onde está a a lua crescente branca rodeada por estrelas) será hasteada. Seria muito irônico se tudo acabasse na Páscoa. Afinal, foi lá que isso (a Páscoa) teve início, pelos idos da Mesopotâmia.
É legal saber essas coisas que os outros ignoram, mesmo que no fim não faça a menor diferença! Como ver o pessoal comemorando a Páscoa, sem ter a menor idéia que é uma das festas mais antigas do mundo.Pagã, obviamente. Muito mais que o Carnaval. E com pouquíssimas alterações, pelo menos no que se refere a festa (vai tirar uma festa do povo, para ver o que vc ganha!) e a troca de ovos - símbolo da alma em quase todas as religiôes ocidentais, pois é de origem na religião Dualista persa (assim falou Zaratrusta - que entre a musica tema do 2001! tum tum tum tum). Já o coelho é um simbolo de fertilidade europeu, inglês se não me engano. para verem como isso vai longe. A deusa da vida e da fertilidade babilônica/mesopotâmica, Ishtar, ou Deusa do Leste, para quem a festa da "Páscoa" era direcionada, era principal divindade feminina (e a segunda no panteão, perdendo apenas para Marduc, deus de ouro, protetor da Babilônia), e acabou se espalhando pelo mundo, por ser uma "deusa do bem" (apesar de em diferentes versões da páscoa por aí, incluirem sacrifícios, inclusive de gente). Ela acabou sendo Estere, na europa pré-cristã, e Astarte, na Ásia menor. Daí, vem o termo Easter (Happy Easter, folks!), que nada tem a ver com East (bem, mais ou menos), muito menos Páscoa. Daí, como a festa estava pronta (e como disse, vai tirar uma festa do povo...), caia num domingo, dia sagrado para os romanos (os EUA da época) e era muito mais fácil integrar (e atrair ainda mais adeptos) do que tentar sufocar (e vai enfrentar romanos...), não foi difícil encontrar um contexto cristão para a festa. É só alegria. E mesmo depois de tantos anos, tantas mudanças de nomes, povos e regionalismos diversos, tantos Concílios, ainda comemoramos as dádivas da deusa Ishtar todo ano...
Menos em Bagdá...
[]s
Sovi, escapando a nado pelo Rio Eufrates

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