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terça-feira, abril 25, 2006

Deus está do lado quem vai vencer

Ele até tentou... Pero no mucho... Mas seu 1234o sucessor pedirá desculpas... Por mais que a situação econômica seja evidente, sempre há a questão religiosa no meio. Mais do que um país isolado comercialmente e politicamente, ele faz parte da "nação árabe", ou melhor, "nação muçulmana". Esse é um enfoque diferente.

É diferente, por exemplo, de uma treta entre Alemanha e França, na 2a. Guerra Mundial. Ambas são católicas, mas a Itália e a Espanha (católicos tb) ficaram a favor de Hitler. E quem deu uma força para De Gaule foi a Inglaterra e EUA (protestantes). Isso mostra que as "facções cristãs" pouco importam no momento do prevalecer das forças econômicas e políticas. Em tempos antigos, era usada como desculpa - nem todos os países eram cristãos; depois para incitar cristãos católicos e protestantes. e agora, pouco importa. A força da Igreja hoje é apenas econômica, pois no máximo, há uma encíclica do Papa, pedindo perdão por ter apoiado Hitler e Mussolini, 50 anos depois do Holocausto. Antes, o Papa podia impedir uma guerra, excomungando um dos líderes (favorecendo o outro, “óvius”). Hoje, não tem esse poder. O que pode ser bom e ruim. Admiro muito o Papa. Mesmo sendo reacionário, temos que admitir que tenha coragem. Mas não vai impedir Guerra nenhuma - mesmo que os EUA ou a Inglaterra fossem católicos.

Já o mundo muçulmano, é completamente diferente. A ótica deles é diferente. Eles não são consumista-materialistas como nós, ocidentais. Eles estão no mesmo patamar que a religião cristã estava, sabe lá, 700 anos atrás (Maomé surgiu por volta de 700 dC, e essa é a diferença de idades entre as Religiões). Nessa época, era fácil arregimentar exércitos contra os "infiéis" na Europa. Hoje em dia, se o Bush dissesse isso, seria (ainda mais) ridicularizado. Afinal, os "motivos morais" que o texano alega, chegam quase a serem "religiosos".

Já do outro lado do Golfo Pérsico, a história é diferente. É muito mais fácil arregimentar voluntários para Homens-Bomba, alegando uma Cruzada Cristã contra o Islã. Mesmo a impressa mostrando o "Saddam dando dinheiro para famílias de Homens-Bomba". Isso é propaganda-de-guerra. O Saddam pode até dar essa grana mesmo, mas se alguém disse que ia dar uma bolada para minha família, se eu amarrar uns quilos de c-4 na cintura e explodir a concentração do Corinthians, eu, ou alguém aqui toparia? É preciso um outro tipo de motivação, um outro tipo de ideologia, para alguém cometer esse ato extremo. Como os monges, que se imolavam em fogo, diante das câmeras, durante a Guerra do Vietnã.

Os muçulmanos também têm as tretas entre eles, divididos entre xiitas e sunitas, entre outras partições, que vivem se pegando. Assim como cristãos católicos e cristãos protestantes jogam bombas em escolas de criancinhas em Dublin. Só que, para a maioria das pessoas, muçulmano é um cara de turbante, que adora a Alá. Como se Alá fosse um ídolo pagão, dentro de uma tenda, no meio do deserto. Nem desconfiam que muçulmano seja um cara de turbante, que adora a Deus - pois isso quer dizer Alá. A doutrina maometana é absurdamente parecida com a cristandade (e com o judaísmo), mas não parece haver conciliação. Afinal, se temos esses preconceitos dos islamitas, imagine o que eles têm da gente? Para eles, todos os ocidentais são cristãos. E o que vem é uma nação cristã atacando um país muçulmano. E assim como generalizamos a eles, também devem nos generalizar. Fico imaginando eu em um avião seqüestrado pela FLI (Frente de Libertação do Iraque), quando o líder me estranha. Aí eu digo: "Sou do Brasil! Pelé! Samba!". E ele: "É cristão ocidental do mesmo jeito. Vai servir como exemplo". E como vou explicar p/ eles que não tenho nada a ver com religião, Deus ou o escambau??? Até tento: "Sou do terceiro mundo como vocês! Sou sul-americano!". Mas o cara que acaba de destravar a metranca diz: "Se tem americano no meio. Passo fogo!".

[]s
Soviomé, o Verdadeiro e Único Profeta

(escrito em 25/2/2003, em resposta a um e-mail na lista Eteca, em uma longa discussão nos tempos pré-guerra do Iraque. Mais uma fez fiquei tentado a mudar o nome "Saddam Hussein" por "Mahmoud Ahmadinejad", mas o registro histórico deve ser mantido. E a atualidade ainda é presente :) )

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