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quarta-feira, agosto 09, 2006

Nagasaki, 61 anos

Com amor, tio sam...

Hoje, Fatboy faz 61 anos de debut. Talvez seu irmãozinho Little Boy seja mais famoso. Mas só porque ele saiu primeiro pelo alçapão de descarga de bombas. E mesmo ele, andou meio esquecido esse ano. A não ser em sua cidade adotiva, Hiroshima. Provavelmente

Nagasaki não deve ter esquecido sua co-exclusividade conjunta. Elas devem brigar entre si ate hoje: a primeira, por ter sido a primeira a ser escolhida para ser bombardeada, sua destruição ter sido maior e ser lembrada até hoje. Enquanto que a outra só foi bombardeada por acaso, já que Tóquio estava encoberta por nuvens, e ainda ter uma destruição menor (apesar da bomba se mais power).E ela sempre lembrada sempre após Hiroshima. Sempre em segundo lugar.

O fato é que Nagasaki estava no lugar geográfico errado e no tempo histórico errado. Era a cidade errada para levar bomba. Era uma cidade singular demais, a mais "ocidental" do Japão. Por séculos, foi o único porto aberto a estrangeiros, enquanto toda Nippon se auto isolava do mundo moderno, mantendo-se no período feudal até Meiji acordar para o século XIX. Lá se concentravam, não só estrangeiros, mas também seus influenciados. Era dos últimos locais onde havia japoneses cristãos - fruto da catequização portuguesa 500 anos antes – talvez um dos poucos fracassos da Companhia de Jesus em cristianizar uma nação indígena. Era montanhosa, e conteria (como conteve) parte da explosão. O que deve ter frustrados muitos, que esperavam um espetáculo maior. Mas os americanos precisavam fazer a entrega. Não podiam, nem queriam voltar com o pacote de volta, assinado com tantos nomes (gostaria de saber como se sentiram apos a explosão, alguns dos que escreveram seus nomes e mensagens sobre a bomba a ser entregue).

Historiadores-do-mal (os mesmos que dizem que os americanos sabiam do ataque a Pearl Harbor, mas deixaram acontecer, para entrarem na guerra e ganharem o Mundo) dizem que o Japão já havia se rendido, após tomarem aquele tarubo nuclear dia 06. Só que foram pedir arrego justo para Stálin... o "aliado". Só que este "demorou" para dar o recado. Para ver se os EUA tinham outra Bomba A, ou não. E se tinham, melhor jogar ela sobre os japoneses, que sobre a Praça vermelha. Pode ser até teoria da conspiração, mas corrobora com a persona de Stálin. Cujo lema era: "Matar um homem é criminoso. Matar um milhão é estatística".

De qualquer forma, a bomba explodia naquela manhã. E pela segunda vez, em três dias, seres humanos foram atomizados.

Se algum dia encontrarmos civilizações extraterrestres, superiores ou igualmente avançados, provavelmente já saberão alguma coisa sobre nós. Que somos uma raça capaz de lançar uma arma nuclear sobre si mesma. Senão, teremos algo para ensinar. Ou mais provavelmente, para esconder.

[ ]s
Sovi-boy

(Quem esteve por aqui durante o mês de Agosto, notou que esse post só apareceu dia 29/08. Como é uma matéria "datada", alterei a data do post para dia certo em que caiu a bomba - e desde quando estava no meu Rascunho. E há muito mais em meus Rascunhos, podem esperar)

domingo, agosto 06, 2006

Hiroshima, 61 aos

Cuidado! Mas você já devia saber disso!

Impressionante, como não ouvi NADA hoje a respeito. Não que domingo seja um dia de se ter notícias – de todos os dias alienados, esse é mais alienante. E estou meio "isolado", de qualquer maneira. Tem que acontecer algo muito RUIM para tirar o povo da ilusão de seu fim-de-semana feliz, com seu esporte, seus programas e suas vídeo-cassetadas. Mesmo nas ditas “revistas de domingo”, o famigerado “Fantástico” e seu clone da Record. Não assisti eles inteiramente, mas não ouvi nenhuma chamada ao assunto. Ma-le-má, algo sobre a treta no Líbano. Talvez esse, um fator a mais para ao tocarem no assunto.

Gastaram toda saliva televisiva na década passada, "comemorando" os 50 anos. Mesmo ano passado, sexagenária, a data quase que passou em branco. Houve uma ou outra homenagem, documentário e afim. Mas a tendência geral é esperar os 75 anos... Ou centenário. Essas divisões de tempo que a mente humana tira do chapéu, dando mais destaque que datas “quebradas”, como 61 aninhos.

Tam! tam! Tam-tam! Tum... tum... Iiiii iiii. iiii...

Hiroshima é uma data especial demais para parar no limbo, desse jeito. Se a morte de todas aquelas pessoas serviu para algo além de estatística e resultados comparativos de teste nuclear, é o aviso que nos deixaram. Se as imagens que a TV nos mostra dos bombardeios sobre o Líbano nos choca, imagine que tudo isso não passa de cócegas frente a uma arma de destruição em massa atômica.

Nasci e meio a Guerra Fria, e mesmo pivete, aquela aura de Guerra Nuclear era bem palpável, principalmente para mim, que gostava de literatura, sobretudo ficção e ciência. Lembro de ter lido uma biografia de Einstein, onde parte da carta que ele havia escrito a Roosevelt, em prol da pesquisa para a confecção da bomba atômica. E como seus cálculos ajudaram a atingir aquela meta. Nesse momento, o via não só como o gênio, mas também como herói de guerra. E que devia ter orgulho por ter ajudado na vitória sobre o Eixo. Ledo engano. Foi só ler mais umas páginas. A verdade, foi bem outra: Einstein, depois de saber que os nazistas estavam longe demais para ter armamento nuclear, ainda quis impedir a pesquisa. Mas já era tarde demais. Mesmo sendo um pivô desse drama todo, ele nunca se perdoou. Ficou taciturno e magoado, descarregando tudo no seu violino, que sempre tocava para espantar a tristeza. Tocou a vida toda.

Essa reação me alertou sobre o drama. Não precisei assistir "The Day After" nenhum para isso (aliás, nunca o assisti – dormi quando passou no SuperCine). Bomba nuclear é um horror que mal temos noção. Pior, acham que tudo "passou". Hoje, só há guerras "tribais", onde só se usam armas "convencionais" (termo que nunca consegui compreender). Gente pobre, que só tem seus AK-47 e seus distantes sonhos nucleares.

O Paquistão tem a bomba. A Índia não só tem como agora tem o aval do Congresso Americano para comprar combustível nuclear dos EUA. A Coréia do Norte e o Irã têm programas, e gente disposta darem o comando "RUN", depois de compilado. Israel também deve ter a sua, há algum tempo. O dedo da Golda Meir deve ter coçado sobre o botão vermelho, quando foram cercados pelos árabes na guerra do Yom Kippor. Coceira forte o suficiente para fazer o Egito, o único que conseguia peitar na área, na época, dar para trás. Esses dedos devem coçar até hoje...

Gente "rica" também, não se esqueçam – a Europa toda tem das suas. Temos a França, por exemplo, ainda atomizando atóis no meio do Pacífico. E os EUA, com seu arsenal crescente, mesmo depois da URSS, não só parar a corrida armamentista, como começar um desarmamento UNILATERAL – logicamente, ignorado pela indústria bélica americana.

Hoje, as pessoas se preocupam com terrorismo... com se a morte de um punhado significasse algo, em comparação. Devem se preocupar sim, afinal, sse pdoe se o estopim – ou uma desculpa. Preocupam-se com guerra bacteriológica. Contra ela, temos a medicina, as vacinas, e em última análise, ao menos alguma coisa sobrevive – nem que sejam as próprias bactérias! Mas, o que temos contra a radioatividade? Nem as baratas sobrevivem – elas vivem MAIS UM POUCO, só isso.

[]s
Sovi, que não tem anda nesse mundo que não saiba demais

(E não se esqueçam de Nagasaki. Ou Chernobyl. Ou Goiânia.)

sábado, agosto 05, 2006

Estação Portuguesa - Tietê

Lúúúsaaaahhhh!

Uma tendência que pode parecer apenas “besta”, mas que, por mim, acho um pouco perigoso, como tudo o que se refere a esse esporte e a nossas massas: rebatizar as estações do Metrô com nome de times de futebol.

Começou anos atrás, com a adoção do nome para a estação “Corinthians – Itaquera”. Não só pelo gosto para lá de duvidoso para um nome de estação dita pública. Mas também porque nada tinha a ver com o clube. Se era para relacionar, deveriam ter batizado a estação Carrão (que de Carrão, não tem nada, ali ainda é pleno bairro do Tatuapé), esse sim, o mais próximo do Parque São Jorge.

Mas a estação deveria se chamar Itaquera. Só.

Timão! ê ô! Timão! ê ôooo! PORCOOO! PORCOOOOO!

Depois desse precedente idiota, torcedores de outras camisas ficaram “indignados”, e passaram a exigir a mesma “homenagem” também. E para atendê-los (afinal, é ano eleitoral), temos agora a estação “Palmeiras – Barra Funda”. Essa, talvez, a torcida que mais o “exigiu”. Talvez por isso, a estação Barra Funda seja verde... E esteja no exato oposto da Corinthians-Itaquera.

E para disfarçar, temos agora também a estação “Portuguesa – Tietê”. Mais um exemplo de mal gosto.

Não sou nada entusiástico com futebol. Nada tenho contra os clubes (e sim, com as torcidas organizadas). Mas essa “descaracterização” da nomenclatura das estações me incomoda. Deviam servir aos bairros onde se encontram, não a um clube que estão por perto.

Pode parecer uma crítica besta, mas “homenagear” determinados grupos, e não outros, E COM DINHEIRO PÚBLICO, não e parece perigoso. Primeiro, porque há diversos times de futebol na Capital. Quem será o próximo/ Juventus-Bresser? E, em segundo, vale lembrar que as placas mapas, indicações e afins não vão se modificar automaticamente. Alguém vai ter que pagar um cara ir até cada uma das portas de cada vagão, e colocar um novo informativo, com os novos nomes, por exemplo. Adivinhem com que dinheiro...

[]s
Sovi MST - Movimento dos Sem Time.

(“Sem Time” pode ser lido também como sem tempo... mas vou tentando manter esse espaço, mesmo empurrando com a barriga)